Dishonored é um jogo eletrônico de ação-aventura furtiva desenvolvido pela Arkane Studios e publicado pela Bethesda Softworks. Foi originalmente lançado para Microsoft Windows, PlayStation 3 e Xbox 360 em outubro de 2012, com uma remasterização para PlayStation 4 e Xbox One estreando em agosto de 2015. A história se passa na cidade industrial de Dunwall, focando-se em Corvo Attano, guarda-costas da imperatriz Jessamine Kaldwin que tornar-se um assassino depois de ser erroneamente acusado da morte da monarca, partindo à procura de vingança contra aqueles que conspiraram contra ele. Corvo é auxiliado em sua jornada por um grupo de resistência e pelo Estranho, um ser misterioso e poderoso que lhe concede habilidades mágicas.

O jogo é visto por uma perspectiva em primeira pessoa e permite que o jogador realize uma série de missões de assassinato de diversas maneiras, com grande ênfase nas escolhas. As missões podem ser completadas por meio de furtividade, combate ou uma mistura de ambos. Explorar cada nível abre novos caminhos e alternativas para se completar os objetivos, sendo possível finalizar todas as missões de maneira não letal. A história e as missões mudam de acordo com as ações do jogador. Habilidades mágicas e equipamentos foram projetados para serem combinados a fim de criarem efeitos novos e variados.

Várias versões diferentes de Dishonored foram desenvolvidas no decorrer de seus três anos de produção. Antes da criação de Dunwall, que foi inspirada nas cidades de Londres e Edimburgo do final do século XIX, o jogo se passava no Japão medieval e em Londres do século XVII. Jogadores teste descobriram métodos de explorar os poderes e habilidades disponíveis a fim de alcançar resultados inesperados; em vez de restringir essas técnicas, a equipe tentou resenhar os níveis para acomodá-las. A trilha sonora do jogo foi composta por Daniel Licht, que tentou representar a Londres do século XIX por meio da música.

Dishonored recebeu uma recepção positiva da crítica especializada. As narrativas individuais das missões e a liberdade de como completá-las foram os pontos mais elogiados, enquanto os principais defeitos apontados resumiram-se no enrendo como um todo, o qual foi considerado fraco e previsível, e problemas de controle do personagem do jogador. O título ganhou vários prêmios, incluindo o prêmio de melhor jogo de ação-aventura do Spike Video Game Awards de 2012 e um BAFTA Video Game Awards de melhor jogo em 2013. Uma sequência, intitulada Dishonored 2, foi lançada mundialmente em novembro de 2016.

Jogabilidade Dishonored é um jogo eletrônico de ação-aventura jogado a partir de uma perspectiva em primeira pessoa com ênfase em furtividade e uso de aparelhos e o ambiente para a eliminação de alvos. O mundo de jogo é uma série de áreas auto-contidas projetadas para permitirem vários caminhos de exploração em termos de movimento e poderes. O jogador é enviado entre as missões para uma área base onde pode interagir com aliados, receber informações sobre a próxima missão e objetivos alternativos e converter saques em novos equipamentos e melhoramentos. As áreas de jogo incluem docas, fábricas, palácios, ruas em distritos pobres e uma casa de banho. O jogador pode salvar seu progresso a qualquer momento, exceto durante situações de combate, com o jogo também incluindo um sistema de salvamento em pontos de verificação. O título tem quatro níveis diferentes de dificuldade que modificam a eficiência das poções de vida e mágica, percepção dos inimigos, dano infligido e responsividade.

Dishonored possui elementos comumente presentes em RPGs eletrônicos, como a habilidade de aprimorar poderes e realizar escolhas morais com um foco em consequências não lineares. O jogo foi pensado a fim de permitir que o jogador complete as missões sem precisar matar personagens não jogáveis, incluindo chefões e os alvos de assassinato. Por exemplo, em uma situação, o jogador pode escolher escolher realizar uma missão paralela para que em troca dois de seus alvos sejam sequestrados e escravizados. Cada missão possui meios diferentes de conhecer os ambientes e alcançar os alvos. Movimentação e exploração de níveis foram projetadas para apoiar as habilidades do jogador em vez de apresentar caminhos específicos destinados a um estilo de jogo em particular. Elementos específicos das missões, como a cor da roupa de um alvo, são randomizados, exigindo que o jogador explore as áreas de jogo a fim de encontrarem o alvo cada vez que a missão é jogada.

As ações do jogador não são julgadas como boas ou más, porém são avaliadas em um sistema de "caos" que registra a quantidade de fogo amigo, violência e mortes causadas. Isto modifica o mundo de jogo, afetando a história sem punir o jogador ou forçá-lo a escolher um estilo de jogo sobre o outro. Por exemplo, um personagem não jogável que desaprova violência pode recusar-se a ajudar o jogador ou até mesmo o trair. O jogo reage ao caos de modos roteirizados, como alteração de diálogos, e em modos dinâmicos, como aumentar a presença de ratos e cidadãos doentes ou a inclusão de cenas novas. Isto pode afetar a missão presente ou missões futuras. O sistema também influencia qual dos dois finais será alcançado, com variações baseadas em quais personagens viveram ou morreram. Usar a violência permite que as missões sejam completadas mais rapidamente do que usar furtividade, porém isso consome mais recursos como poções de vida e mágica, que são mais necessárias em combate.

Habilidades thumb|esquerda|295px|A jogabilidade de Dishonored em um dos níveis de missão. O jogador empunha uma arma enquanto o HUD no canto esquerdo mostra a quantidade disponível de vida e mágica, o poder selecionado no momento e a postura do personagem. Dishonored tem seis poderes ativos, quatro passivos e quarenta "amuletos de baleia" que concedem bônus sobrenaturais, como a habilidade de aumentar a duração ou eficiência dos poderes. Inicialmente, apenas três amuletos podem ser acionados de uma vez, porém isto pode ser aumentado para seis por meio de melhoramentos opcionais. É possível que o jogador adquira todos os poderes e habilidades sem a necessidade de jogar o jogo uma segunda vez. Pontos de magia são necessários para usar as habilidades; a magia regenera-se parcialmente, porém é preciso poções para que uma grande quantidade seja restaurada. Diferentes tipos de habilidade requerem quantidades diferentes de magia. Habilidades e armas de longa distância são usadas pela mão esquerda do personagem, enquanto uma espada curta sempre fica na mão direita.

Os principais poderes sobrenaturais são desbloqueados e comprados usando "runas", artefatos esculpidos com osso de baleia, e cada um pode ser melhorado. Os poderes incluem "Visão Predatória", que permite que o jogador enxergue inimigos através de paredes e destaca objetos interativos; "Teleporte", que permite um teletransporte a curtas distâncias; "Possessão", que dá ao jogador a habilidade de possuir e controlar temporariamente outros personagens; "Rataria Voraz", que convoca um enxame de ratos mortais; "Distorção Temporal", que retarda ou congela o tempo"; "Rajada de Vento", uma rajada que pode derrubar inimigos; e "Assassinato Sombrio", que transforma corpos em cinzas e assim impede que sejam encontrados. O jogador também pode usar armas como espadas, granadas, besta e pistolas. Moedas precisam ser coletadas para melhorar armas e equipamentos.

A furtividade é baseada em limitar a visibilidade do jogador; esconder-se atrás de objetos, evitar o cone de visão dos inimigos e áreas iluminadas ajudam a reduzir a detecção. O jogador pode inclinar-se para os lados quando está atrás de um objeto a fim de observar a área ao redor. Contanto que o jogador mantenha-se escondido, os inimigos não o encontrarão. Também é possível olhar através das fechaduras para se ter uma ideia do que há atrás de portas fechadas. Aproximar-se por trás de inimigos furtivamente dá a opção do jogador subjugá-lo silenciosamente, com corpos mortos ou inconscientes podendo ser movidos e escondidos. Os guardas possuem vários estados de alerta, indo desde normal até desconfiado; eles podem tornar-se cientes da presença do jogador ou podem procurá-lo. A inteligência artificial reage a sons e pode ser distraída com barulhos com o objetivo de afastar inimigos de suas posições. Caso o jogador seja visto e consiga se esconder de novo, o estado de alerta dos guardas cairá para "ciente", porém não retornará para normal pelo restante da missão. Inimigos comunicam-se entre si seu estado de alerta, aumentando o nível geral por toda a área da missão.

Sinopse Mundo Dishonored se passa na cidade industrial de Dunwall, onde tecnologia e forças de outro mundo coexistem. A cidade é inspirada na Londres e Edimburgo entre o final do século XIX e início do século XX. Ela é a capital do Império das Ilhas e é governada por um regime opressor que chegou ao poder depois do assassinato da imperatriz e o sequestro de sua filha e herdeira legítima. Dunwall é um centro pesqueiro e baleeiro; óleo de baleia é um recurso valioso utilizado como principal fonte de energia. Um filósofo descobriu que o óleo poderia ser usado como combustível, com o governo usando-o para desenvolver armas, o que por sua vez gerou ampla corrupção. A cidade está sendo assolada por uma praga espalhada por ratos, isolando os ricos e matando os pobres. Os infectados choram sangue e pode se tornar violentos. O governo usa a praga como desculpa para expurgar cidadãos como bem quiserem. A ordem é mantida pelos Tallboys, oficiais armados que pilotam pernas mecânicas gigantes, enquanto os distritos são separados por barreiras conhecidas como "Muros de Luz", que são feitos de energia e desintegram qualquer pessoa não autorizada que tenta passar. Um grupo secreto de ativistas, os Lealistas, planejam derrubar o governo e instaurar a filha da imperatriz como a nova soberana.

Personagens O protagonista de Dishonored é Corvo Attano, ex-guarda-costas da imperatriz Jessamine Kaldwin (April Stewart). Corvo vira um assassino depois de ser acusado do assassinato da imperatriz. Ele é habilidoso em furtividade e combate, estando armado com aparelhos incomuns e possui grande poderes sobrenaturais. Corvo permanece silencioso durante todo o jogo a fim de permitir que o jogador se projete no personagem. Ele é auxiliado pelos Lealistas, liderados pelo almirante Havelock (John Slattery), e por seus membros: Piero Joplin (Brad Dourif), um inventor responsável por criar os aparelhos usados por Corvo; Treavor Pendleton (Derek Phillips), um parlamentar; Samuel (Ryan Cutrona), um comum que transporta Corvo para suas missões a bordo de um barco; o supervisor Teague Martin (Joel Johnstone) e Callista Curnow (Lena Headey), a governanta da filha da imperatriz, a jovem Emily Kaldwin (Chloë Grace Moretz). Outros personagens incluem Granny Rags (Susan Sarandon), uma ex-aristocrata que agora está cega e insana depois de passar anos morando na rua; Daud (Michael Madsen), líder de um grupo de assassinos; e Slackjaw (Al Rodrigo), um líder de gangue. Além deles, Gregg Berger e Carrie Fisher fazem as vozes dos autofalantes encontrados por toda a cidade e que espalham propaganda do governo.

O Estranho (Billy Lush) oferece ajuda a Corvo em suas missões. Descrito como uma mistura de Deus e Diabo, ele imprime sua marca na mão de Corvo, o que lhe concede poderes mágicos, e entrega um coração humano alterado (April Stewart) que conta segredos. O Estranho também já concedeu sua marca e poderes a outros personagens. O co-diretor Harvey Smith descreveu o personagem como uma figura amoral que concede habilidades mágicas, porém deixa ao recipiente escolher como usá-las.