.jpg|thumb|290px|Templo de Vénus e Roma, Abside .jpg|thumb|290px|direita|Reconstrução do Templo de Vénus e Roma .jpg|thumb|150px|Templo de Vénus e Roma - planta
Templo de () está situado no extremo leste do Fórum Romano próximo do Coliseu. Foi um dos maiores templos de Roma, dirigidos às divindades de Vénus Félix e Roma Eterna. Construído pelo imperador Adriano , sua edificação teve início em 121 e foi inaugurado quatorze anos depois, em 135. Contudo, foi terminado só em 141, por Antonino Pio , imperador romano de 138 a 161.
História
Adriano construiu o Templo de Vénus e Roma sobre os restos da Casa Dourada, e para isso foi necessário mover a gigante estátua de Nero, o Colosso de Nero, que se situava perto do Anfiteatro Flaviano, apelidado posteriormente de Coliseu precisamente pela denominação da respetiva estátua. O arquiteto predilecto de Adriano, Apolodoro de Damasco, zombaria por momentos do tamanho das estátuas do templo, fato esse que motivou a cólera do imperador, que o ordenou ao exílio e, subsequentemente, executarem-no.
A deusa Vénus teria se relacionado com Marte, o Senhor da Guerra, e desta união teria nascido Amor, também conhecido como Cupido. Roma, a divindade que representava o estado romano, também foi aqui homenageada. Foi o maior templo pagão da História de Roma, tendo oficialmente 1877 anos de idade (em 2012). Foi construído por vontade do imperador Adriano. A construção da obra teve a duração de 20 anos sendo que ficou concluída no ano 141.
Em 307, o templo sofreu um incêndio devastador, o que deveu a sua restauração ao imperador Magêncio. Esta restauração modificou o projeto original pela introdução de êxedras, nichos semicirculares na parte de trás de cada lote e pavimentação do piso com mármore policromado. Ulteriormente, o edifício havia sofrido outra alteração às mãos de Flávio Eugénio entre 392 e 294. Tempo depois, no , destruído por outro incêndio, o Templo de Vénus e Roma foi convertido a uma igreja, apelidada de Santa Maria Nova, pelo em 850. Em 1615, foi mais uma vez restaurado e consequentemente rebatizado de Santa Francisca Romana.
A igreja atingiu enormes proporções, com 145 metros de comprimento e 100 de largura. Consistia em duas grandes micelas onde se localizavam, respectivamente, cada uma das duas deusas a que o templo foi dedicado. Estas parcelas estavam dispostas simetricamente, no centro de toda a estrutura. O salão principal do templo é grandioso, com 46 metros de altura. Nesse mesmo local, situava-se a estatua de Vênus, cercada de colunas de mármore piperino. À estátua, os recém casados solicitavam a bênção dos deuses. A que continha a estátua da deusa Roma residia a oeste e para leste situava-se a divisão que continha a deusa Vénus. Na entrada de cada foram colocadas quatro colunas.
O imperador Adriano organizou expedições ao Norte de África e ao Leste Europeu, conseguindo assim o mármore de cor intensa. Visto que Nero teria morrido, Adriano utilizou a estátua de bronze de Nero e adaptou a para ele mesmo e acrescentou um símbolo do Sol. O imperador introduziu inscrições, nomeando as respectivas divindades, que destacavam a palavra "amor"; como amor é Roma soletrado na direcção inversa, isto produziu um interessante efeito simétrico.
Na atualidade Hoje em dia, do templo preserva-se apenas um tomo do edifício, visto que grande parte desmoronou pelas mais diversas adversidades do tempo. Parcialmente destruído também por incêndios e terremotos, o edifício, nos últimos 30 anos, fechou as portas para restauração. Mais de 30 artistas passaram por lá. Os problemas de infiltração de água foram resolvidos e todos os mármores do piso recompostos. Após 30 anos de restauração, o maior templo pagão da Roma Antiga foi reaberto ao público.
Ver também
Fórum romano Templo romano Vénus Félix Roma Aeterna
Bibliografia
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Jacobson, David M. 1986. “Hadrianic Architecture and Geometry.” American Journal of Archaeology XC: 69–85. Ng, Diana Y. and Molly Swetnam-Burland eds. 2018. Reuse and Renovation in Roman Material Culture: Functions, Aesthetics, Interpretations. Cambridge: Cambridge University Press. Stamper, John. 2005. The Architecture of Roman Temples: The Republic to the Middle Empire. Cambridge: Cambridge University Press Ziemssen, Hauke. 2006. “Maxentius and the City of Rome: Imperial Building Policy in an Urban Context.” In Common Ground: Archaeology, Art, Science, and Humanities: Proceedings of the XVIth International Congress of Classical Archaeology, Boston, August 23–26, 2003, Edited by Carol C. Mattusch, Alice A. Donohue, and Amy Brauer, 400–404. Oxford: Oxbow Books.
Vênus e Roma, Templo De Categoria:Templos romanos Categoria:Ruínas da Itália Categoria:Projetos de construção de Adriano