Electra Heart é o segundo álbum de estúdio da artista musical galesa Marina. O seu lançamento ocorreu em 27 de abril de 2012, através da 679 Artists e Atlantic Records. O disco possui uma sonoridade inspirada por gêneros dançantes como o electropop e feita através da infusão do indie pop e do new wave, possuindo elementos proeminentes do dubstep, house e do indie rock. As gravações do projeto ocorreram entre os anos de 2010 e 2012 em estúdios do Reino Unido, com a produção de DJ Chuckie, Cirkut, Diplo, Dr. Luke, Liam Howe, Devrim Karaoğlu, Greg Kurstin, Fabian Lenssen, Ryan McMahon, Rick Nowels, Ryan Rabin, Dean Reid, Dean Reid e Stargate.

Após retornar dos Estados Unidos posteriormente ao lançamento de seu primeiro álbum The Family Jewels (2010), a artista pensou em criar um personagem que poderia ser o centro de seu próximo projeto. A artista foi inspirada pela "geração do Tumblr" e de elementos associados com o Sonho Americano e a tragédia grega, ainda tendo Madonna, Marilyn Monroe e Maria Antonieta. Diamandis ainda comentou que a personagem Electra Heart incorporada no álbum é uma "antítese de tudo o que eu represento", bem como disse que "representa o lado corrupto da ideologia americana, e basicamente, a corrupção de si mesmo".

Electra Heart recebeu resenhas divididas pelos críticos de música contemporânea, que expressaram ambivalência em torno da mudança de estilo musical de Diamandis e sua produção global. Comercialmente, conseguiu culminar na primeira posição das tabelas da Irlanda e Reino Unido, ainda tendo as quarenta melhores posições em países como Suíça, Alemanha, Áustria, Noruega, Nova Zelândia e Austrália. Em território estadunidense, conseguiu a 31ª posição na Billboard 200 e ainda a vice-liderança na tabela Dance/Electronic Albums. O sucesso do álbum ainda lhe rendeu uma certificação de ouro pela British Phonographic Industry (BPI) e pela Irish Recorded Music Association (IRMA).

O disco obteve três singles. O primeiro, "Primadonna", foi lançado em 20 de março de 2012 e conseguiu um desempenho favorável, obtendo as vinte melhores posições em países como Áustria, Irlanda, Nova Zelândia, Reino Unido, Dinamarca, Suíça e Alemanha. O segundo, "Power & Control", não obteve um desempenho semelhante ao antecessor, só se posicionando na 193ª posição da UK Singles Chart. O terceiro e último single, "How to Be a Heartbreaker", lançado em 26 de janeiro de 2013, entrou nas vinte posições das tabelas da Dinamarca e Irlanda, além de entrar na 88ª posição da UK Singles Chart. Como forma de divulgação, a artista lançou vários vídeos musicais de canções do álbum para completar o conceito, e embarcou na The Lonely Hearts Club Tour, que chegou em cidades da América do Norte e Europa de maio de 2012 a maio de 2013.

Lançamento e divulgação miniaturadaimagem|Marina and the Diamonds, em 2012 No dia 1 de Março de 2012, Diamandis revelou via Twitter e Facebook a lista de doze faixas que compõe a tracklist da edição padrão de Electra Heart, postando também a foto da capa do álbum. As quatro faixas bônus presentes na Deluxe edition, incluindo o single promocional "Radioactive", foram anunciadas no dia 5 do mesmo mês.

Videoclipes A era Electra Heart foi acompanhada por uma série de 11 videoclipes, cada um contando uma parte da história de Electra Heart, o personagem e alter ego que Marina incorporou durante a divulgação, presente na capa do álbum. Na descrição de cada videoclipe da série, Marina conta um pouco mais sobre a personagem: "Electra Heart é aquela garota que você encontra no supermercado, que está usando um casaco de pele falsa e óculos escuros, vagarosamente escolhendo os abacates. O seu carrinho de compras está cheio de garrafas de champanhe e morangos e ela não se importa se você está olhando ela. Ela está angustiada, e você consegue perceber que a conversa no telefone não terminou muito bem pelo jeito que ela dramaticamente derrubou seu telefone e limpou uma lágrima de sua bochecha. A mesma bochecha que tem um coração desenhado com delineador."

O primeiro, intitulado "Part 1: Fear and Loathing", foi lançado em 8 de agosto de 2011, contendo a descrição "Electra Heart: The Start". O vídeo mostra Diamandis em frente ao espelho de um banheiro cortando seus longos cabelos pretos e cantando a faixa em uma varanda durante a noite. Seguido por "Part 2: Radioactive", lançado em 22 de Agosto, que mostra Diamandis usando uma peruca loira viajando pelos Estados Unidos com seu interesse romântico. A faixa foi lançada através da iTunes Store em 23 de Setembro de 2011, e chegou a 25ª posição da UK Singles Chart em 15 de Outubro.

Um terceiro vídeo, "Part 3: The Archetypes", foi postado no dia 15 de Dezembro de 2011, e durante um minuto e vinte e um segundos, sugeriu o título de quatro faixas do álbum, com a letra "Housewife, beauty queen, homewrecker, idle teen".

O quarto vídeo, intitulado "Part 4 : Primadonna" Foi o primeiro single oficial da era "Electra Heart", e o videoclipe mostra Diamandis, sob o alter-ego: Electra Heart numa mansão, cantando a canção.

O quinto vídeo, "Part 5: Su-Barbie-A", mostra, presumidamente, Diamandis, de costas para a câmera, em branco e preto, com o vídeo em looping, com um vestido. No fundo, comerciais de bonecas Barbie e outros brinquedos são reproduzidos, juntamente com o instrumental da faixa (inspirada no filme) "Valley Of The Dolls", do mesmo álbum.

O sexto vídeo, chamado: "Part 6: Power & Control", um dos singles do álbum, mostra Electra, em uma mansão semelhante à aquela vista em Primadonna, com o seu amor, cantando a canção. Seguido pelo sétimo vídeo, "Part 7: How To Be A Heartbreaker", mostra Electra em diversos lugares, como um vestiário masculino, seduzindo alguns homens, enquanto cantarola a música, sobre o mesmo tema.

O oitavo vídeo, intitulado "Part 8: E.V.O.L", uma das canções da versão deluxe do álbum, filma Electra em um cômodo, com uma expressão depressiva, onde flashes dos "Archetypes" descritos por Marina, são reproduzidos. Novamente, o vídeo é em branco e preto.

Chegando no final da série, o nono vídeo "Part 9: The State Of Dreaming", mostra Electra com um véu e vestido vermelhos cantando a música. No fundo, elementos teatrais são postos, como, em uma letra da música, ela canta: "minha vida é uma peça". A câmera ao longo do vídeo transita entre os tons cinzentos e coloridos.

O décimo vídeo, "Part 10: Lies", apresenta Electra triste, em vários cenários, como um fundo cinza e uma mansão moderna, cantando a música. No final do clipe, Marina sai da mansão, na chuva, e vai para uma floresta.

O último vídeo, "Part 11: Electra Heart", mostra Electra na mesma floresta onde se passa o final do último vídeo, cantarolando a música, mas a maioria do vídeo, na verdade, é uma série de flashbacks de todos os vídeos da série, em ordem. E no final do último vídeo, Electra borra, propositalmente, o coração desenhado na sua bochecha, significando, talvez, a morte da personagem.

A Marina nunca explicou o real significado dessa série, deixando assim, para interpretação pessoal de cada espectador.

Antecedentes e produção A ideia de criar as canções em torno do personagem Electra Heart e de outros quatro arquétipos originou-se durante o período que ela passou viajando pelos Estados Unidos após o lançamento de seu álbum de estréia, The Family Jewels (2010). Diamandis considerou criar um personagem que se tornaria o ponto central de seu projeto de acompanhamento. Ela comentou sobre sua inspiração:

O produto final tornou-se "um personagem frio, cruel que não era vulnerável", que mais tarde denominado "Electra Heart" e detalhada como uma ferramenta para representar uma combinação de elementos associados com o sonho americano e tragédia grega, e acrescentou que os visuais seria para mesclar os conceitos diferentes em uma ideia coesa.

Em uma entrevista ao Popjustice, Diamandis declarou que "basicamente Electra Heart é uma história", chamando-o de "um verdadeiro filme cinematográfico do tipo americano dos anos 70" dividido em três partes. O álbum é centrado em torno da personagem-título Electra Heart, que de acordo com Diamandis, não é um alter ego, mas sim "uma espécie de veículo para retratar o 'sonho americano' com elementos da tragédia grega", e que tudo isso "virá através do visual." Ela acrescentou dizendo que "queria criar uma personagem fria e cruel, que não fosse vulnerável."

Diamandis descreveu o álbum como "uma ode ao amor disfuncional", e declarou: "Baseei o projeto em torno de espécies de personagens comumente encontrados nas histórias de amor, no cinema e e no teatro, geralmente aqueles associados ao poder e o controle do amor, contrários a fraqueza ou a derrota [...] Rejeição é um tema embaraçoso e universal, e Electra Heart é a minha resposta a isso. Esse é um álbum franco." Diamandis inicialmente anunciou Electra Heart, em agosto de 2011; Inicialmente, estava previsto para se tornar um projeto de três partes, inspirada na cultura americana na década de 1970, ainda que eventualmente evoluiu para o seu segundo álbum de estúdio. Diamandis originalmente havia se planejado para lançar o álbum como um "projeto paralelo" individualmente de Marina and the Diamonds, embora sua gestão fosse recusada. A faixa "Living Dead" foi a primeira a ser gravada durante a sua produção, e cerca de vinte e duas canções foram gravadas para uma possível inclusão no projeto. Mais tarde, ela comentou que o registro seria dedicado ao "amor disfuncional", elaborando que "a rejeição é um tema universal embaraçoso e Electra Heart é a minha resposta a isso." Diamandis afirmou que Electra Heart foi influenciado por Madonna, Marilyn Monroe, e a rainha francesa Marie Antoinette; ela descreveu Madonna como sendo "sem medo" e senti que ela expôs o desejo de ser um artista de sucesso além da fama e riqueza. Diamandis disse à Glamour que Britney Spears havia influenciado o tema de "dupla face" para o registro de ambas "inocência" e "escuridão". Ela descreveu o produto final como sendo "um pouquinho repugnânte" e reflexivo de suas experiências pessoais, apesar de notar que a sua campanha de divulgação seria "rosa e fofa".

Recepção da crítica