A ilha Dragonera (ou Sa Dragonera em catalão) é um ilhéu pertencente às ilhas Baleares, Espanha. Encontra-se situada a oeste da ilha de Maiorca e foi protegida como espaço natural.

Tem um comprimento de 3200 m e uma largura de 500 m, com um relevo íngreme e irregular, que provoca a aparição de algumas protuberâncias que alcançam o seu pico mais alto, o chamado Na Popia, a cerca de 360 m. No cume, encontrava-se um farol, atualmente em ruínas. As localidade mais próximas são Sant Elm e Port d'Andratx, onde se estabeleceram centros de mergulho, fato que aumentou o fluxo de turistas nas temporadas estivais.

Em princípios da década de 1970, existia um projeto para a sua edificação. Ao finalizar o seu planejamento, incluía mansões de luxo, um hotel, um porto e um casino. Os protestos dos ecologistas paralisaram em várias ocasiões o início da construção e, após um processo judiciário longo, acabaram paralisando definitivamente o projeto. Em 1987, foi comprado pelo Conselho Insular de Maiorca. Em 26 de janeiro de 1995, e pelo decreto 7/1995, o Governo Balear protegeu a Dragonera, assim como os seus ilhotes vizinhos, Pantaleu e ilha Mediana.

A sua única via de acesso é mediante navio desde Sant Elm ou Paguera. A ilha tem um pequeno porto natural com um embarcadoiro em Cala Lladó. Do embarcadoiro, podem realizar-se várias rotas a pé para explorar a ilha.

História thumb|250px|right|Vista da Dragonera.

Em Dragonera foi encontrada uma necrópole em Es Lladó, o qual sugere que a ilha foi usada para enterramentos.

Em 1229, Jaime I de Aragão usou Dragonera para preparar o ataque e posterior conquista de Maiorca. O Llibre del Repartiment de Mallorca outorga a propriedade da ilha de Dragonera ao bispado de Barcelona.

Em 1581, constrói-se a torre de na Pòpia. A torre de Llebeig foi construída em 1585.

Em 1811, a família Villalonga obtém a propriedade da ilha, que conservaria até 1934, voltando-a a recuperar em 1939.

Em 1880, o Arquiduque Lluís Salvador realizou uma descrição da ilha no seu livro Die Balearen.

Em 1910, entram em funcionamento os faróis de Tramuntana e Llebeig.

Em 1941, Joan Flexas compra a ilha e converte a zona de Es Lledó em terras de cultura. Durante anos, a ilha foi empregue como esconderijo para o contrabando. Em 1974, a empresa PAMESA comprou a ilha a fim de urbanizá-la. Esta urbanização não chegou a ser realizada pelas pressões ecologistas. Em 1984, após um processo de 10 anos, a Audiência Nacional de Espanha decretou a impossibilidade de urbanizar. Em 1987, o Conselho Insular de Maiorca comprou a ilha.

Em 26 de janeiro de 1995, o Governo Balear declarou Dragonera, Es Pantaleu e a ilha Mediana como Parque Natural, no decreto 7/1995.

Clima A quantidade de precipitação média é de 350 mm. Nos meses de setembro e dezembro, registam-se as precipitações mais fortes.

Edificações

Torres de defesa

Durante o , na ilha de Maiorca, foram construídas uma grande quantidade de torres de defesa para a vigilância da costa, devido às incursões piratas. Como parte deste projeto, foi construída uma torre no ponto mais alto da ilha Dragonera. Anos mais tarde, foi construída a torre de cala llebeig. A torre situada sobre o pico Popi foi demolida para construir um farol no mesmo local.

Faróis

thumb|250px|Cala Lladro e o seu pequeno porto.

O "farol velho" foi construído em 1850 sobre a antiga torre de vigilância. Por causa das nuvens e névoa, que ocultavam muitas vezes a luz do farol, este foi desmantelado em 1910.

O "farol de llebeig" começou a ser construído em 1905, entrando em serviço em novembro de 1910.

O "farol de tramuntana" começou a ser construído em 1907. Localiza-se a 54 m e consta de uma torre de 11 m, o que faz que a sua luz alcance 20 milhas. Atualmente, é um museu sobre os faróis da ilha e da vida dos faroleiros.

Entre 1960 e 1975, os faróis da ilha foram automatizados e em 1975 os faroleiros deixaram de viver na ilha. Em 1995, instalaram-se placas solares na ilha, permitindo o uso de energia elétrica.

Amarradouro e casa do guarda-florestal

Outras pequenas construções (armazém, galinheiro, casa, etc.) da ilha são usadas atualmente para a manutenção do Parque Natural.

Excursões

thumb|right|250px|ilha Dragonera. Se bem que é possível explorar a ilha livremente, há quatro grandes rotas marcadas. Todas estas rotas partem do embarcadouro de Cala Lladó.

A excursão que sai do embarcadouro e chega até o farol de tramuntana tem um comprimento de 1,7 km , as ladeiras são suaves e a altitude máxima é de 65 m. Esta excursão é de fácil percurso, durando cerca de 60 minutos (ida e volta). Cabe destacar-se a visita ao centro de interpretação do farol.

Uma segunda excursão liga o embarcadouro e o farol velho (na Pòpia). Este trajeto, de cerca de 3,8 km e com uma altura máxima de 352 m, pode ser percorrido em cerca de 3 horas (ida e volta). O caminho é suave, pois foi construído para transportar materiais do antigo farol. No cume da Pòpia é possível visitar os restos do antigo farol.

Outra excursão liga o embarcadouro com o farol de llebeig. Esta excursão, de dificuldade média, tem um trajeto de 4,5 km podendo realizar-se em menos de três horas (ida e volta). Pode-se visitar a torre de llebeig, restaurada em 2004 e, no Outono, podem-se observar as áreas de voo do falcão-marinho.

A última excursão liga o embarcadouro com a ponta de na Miranda. Esta excursão de 1,2 km, de dificuldade baixa, é realizada em cerca de 30 minutos. Cabe destacar-se as suas boas vistas sobre Cala Lladó. Ademais, poderão observar-se as antigas áreas de cultura (olival e cereal), atualmente reabilitadas e em produção.

thumb|right|250px|Olivo silvestre (Olea europaea var sylvestris).

Ligações externas

Página oficial do Parque Natural de Dragonera ilha Dragonera na Web de S'Arracò Vista da ilha de Dragonera em Google Maps Informação da Volta a Dragonera em canoa Dragonera