Call of Duty: Black Ops II é um jogo eletrônico de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela Treyarch e publicado pela Activision (Square Enix no Japão). Black Ops II foi um dos jogos mais esperados de 2012. Foi lançado oficialmente em 13 de novembro de 2012 para as plataformas Microsoft Windows, PlayStation 3 e Xbox 360. E em 18 de novembro para o Wii U. O lançamento ocorreu primeiramente na América do Norte, em 30 de novembro de 2012; depois na Europa em 20 de dezembro de 2012; e no Japão, na mesma data. Versões para PlayStation 4 e PlayStation 5, desenvolvidas pela Iron Galaxy Studios, foram lançadas em 9 de julho de 2026.
É o nono jogo da série Call of Duty e a sequência de Call of Duty: Black Ops (2010). Um jogo correspondente, Call of Duty: Black Ops: Declassified, foi lançado simultaneamente e em exclusivo para a PlayStation Vita. Em abril de 2017, Black Ops II entrou para a retrocompatibilidade do Xbox One.
Call of Duty: Black Ops II decorre entre os anos de 1980 e 2025, durante o final da Guerra Fria e durante uma fictícia segunda guerra fria.http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/05/trailer-mostra-cenas-de-novo-call-duty-que-mostra-guerra-em-2025.html Foi também o primeiro jogo da série a apresentar cenários, armamento e tecnologia futurista. Também pela primeira vez nos jogos Call of Duty, Black Ops II apresenta histórias ramificadas com jogabilidade não-linear, bem como vários finais.
Call of Duty: Black Ops II foi, no geral, bem recebido pela crítica. Detém no site Metacritic a pontuação de 83% para Xbox 360, 83% para PlayStation 3, 85% para Wii U e 80% para PC. As análises elogiaram sobretudo a história, o modo Zombies e o multijogador. As críticas foram mais dirigidas à inteligência artificial do modo Strike Force e que não apresenta inovação, ainda assentando muito sobre as bases deixadas por Call of Duty 4.
À meia-noite de 13 de novembro de 2012, Black Ops II foi colocado à venda em mais de 16.000 lojas por todo o mundo, rendendo $500 milhões nas primeiras 24 horas, batendo o recorde de Call of Duty: Modern Warfare 3, tornando-se assim no maior lançamento na indústria do entretenimento, até setembro de 2013, quando a Take-Two anunciou que Grand Theft Auto V tinha rendido $800 milhões no primeiro dia de vendas. Segundo a NPD, em 24 de novembro de 2012, Black Ops II já tinha vendido cerca de 7,5 milhões de cópias nos EUA, tornando-se no jogo que mais vendeu durante esse mês. A sequência, Call of Duty: Black Ops III, foi lançada em novembro de 2015.
Jogabilidade Strike Force Black Ops II é o primeiro jogo Call of Duty com histórias ramificadas e jogabilidade não-linear, durante a qual as escolhas do jogador afetam a missão corrente e por sua vez, o rumo da história em geral.
O jogo tem missões especiais, chamadas Strike Force, que são oferecidas para o jogador ir escolhendo durante a campanha. Escolhendo uma das missões, bloqueia as outras, a menos que o jogador inicie uma nova campanha.
As missões Strike Force permitem ao jogador controlar um diferente número de ativos de guerra, como veículos aéreos não tripulados, caças e robots. Se o jogador morre durante uma missão Strike Force, apesar dessa perda, a campanha continua, em vez de começar num posto de controle ou numa gravação anterior. O progresso do jogador durante as missões de Strike Force pode mudar os planos do antagonista da história, Raul Menendez, bem como os resultados da nova Guerra Fria.
Zombies O modo "Zombies" regressa com uma campanha própria.http://ez.mygames.sapo.pt/pc/accao/call-of-duty-black-ops-2/noticia/black-ops-2-com-modo-zombies-17708/ É a terceira vez que um modo "Zombies" aparece num jogo Call of Duty (depois de Call of Duty: World at War e Call of Duty: Black Ops), e a primeira vez que tem sua campanha juntamente com a história principal. A Treyarch também confirmou que "Zombies" também terá o seu próprio multijogador.http://www.cinemablend.com/games/Call-Duty-Black-Ops-2-Zombie-Mode-Confirmed-Development-Team-Has-300-People-42074.html O modo Zombies suporta oito jogadores em cooperativo no modo Grief. A Treyarch anunciou em agosto de 2012 que o mapa Nuketown irá ser refeito como um mapa zumbi para aqueles que comprarem as edições Hardened ou Care Package Edition de Black Ops II. Em setembro de 2012, foi revelado o vídeo de Zombies, assim como a confirmação de três novos modos: "Tranzit" é o modo de jogo que é uma combinação de múltiplos mapas num só jogo e a única maneira de viajar é com um autocarro; "Survival" é o modo original de Call of Duty: World at War e Call of Duty: Black Ops, em que o jogador tem de sobreviver durante o maior tempo possível; e o modo "Grief", que consiste em quatro jogadores contra quatro jogadores vs zumbis.
Sinopse
Personagens e Cenário A campanha de Black Ops II tem duas histórias que estão interligadas, uma que decorre entre os anos 80 e 90 e a outra que acontece em 2025. O protagonista de Black Ops, Alex Mason, regressa como protagonista na sessão da Guerra Fria, onde irá lutar numa guerra de procuração pelos Estados Unidos. Esta sessão do jogo inclui áreas da América Central e a invasão soviética do Afeganistão. Esta sessão também contará a história de como o principal antagonista do jogo, Raul Menendez, que se tornou infame. O amigo e colega de Mason, Frank Woods, também regressa (apesar de o fato de aparentemente ter sido morto em Black Ops), e irá narrar a história do jogo até a sessão de 2025.
A sessão do jogo que decorre em 2025 tem como protagonista David Mason, filho de Alex Mason. Neste novo cenário, a China e os Estados Unidos estão presos numa guerra fria, depois da China proibir a exportação de elementos de terras-raras na sequência de um ataque cibernético que paralisa a Bolsa de Valores Chinesa. A guerra é agora definida pela robótica, guerra cibernética, veículos não tripulados e outras tecnologias modernas. Tentando tirar vantagem por estar fora, Raul Menendez, agora um narcoterrorista e o líder da Cordis Die, um movimento populista celebrado como o campeão das vítimas da desigualdade económica, tenta fazer com que as duas nações entrem em guerra, incitando conflitos entre essas.
Na seção de 2025, o jogador terá acesso às 'Strike Force missions, que contêm como característica as "permanent death", podendo assim afetar o decurso da história.
Foi indicado que a narrativa paralela de Viktor Reznov e a sua relação com Alex Mason, que começou em World at War e avançava em Black Ops, continua em Black Ops II.
Enredo No ano de 2025, os agentes das Forças Especiais Americanas lideradas por David Mason e o seu parceiro, Harper, chegam ao Vault, uma casa de segurança máxima, lar do envelhecido Frank Woods (Amigo de Alex Mason, pai de David) que eles suspeitam possuir informações vitais sobre o paradeiro de Raul Menendez. Woods admite que Menendez recentemente visitou-o, e mostra-lhes um medalhão que o último tinha deixado para trás. Frank então narra várias missões secretas levadas a cabo durante a sua carreira militar, que abrangem os seus encontros anteriores.
De acordo com Woods, em 1986 Alex Mason tinha-se efetivamente retirado do serviço ativo para prosseguir uma existência obscura no Alasca com o seu filho David, com sete anos de idade. O seu relacionamento é instável e tenso, ainda mais quando Mason é solicitado por Jason Hudson, que pretende recrutá-lo para uma missão no Cuando-Cubango, durante o auge da Guerra Civil Angolana e guerras de fronteira sul-africanas. Woods tinha desaparecido com os seus homens ao ajudar os rebeldes da UNITA de Jonas Savimbi contra o governo marxista de Angola. Suas ações já tinham sido desautorizadas pela CIA e Hudson esperava resgatar alguns sobreviventes. Com a ajuda da UNITA, Mason e Hudson resgatam Woods do rio Cubango, e posteriormente localizam Menendez entre um contingente de conselheiros militares cubanos. No entanto, um tiroteio irrompe, e a sua presa escapa enquanto os americanos são resgatados por um helicóptero. É revelado que Menendez é responsável por manter Woods em cativeiro, depois de assassinar a sua equipe. thumb|220px|Natural da Nicarágua, Raul Menendez é o antagonista de Black Ops II. Segundo a Treyarch, Menendez é o "vilão mais insidioso da história de Call of Duty." À luz desta informação, Mason e Hudson começam a perseguir Menendez, que se estabeleceu como um traficante de armas para conflitos na África Austral e na América Latina. No final do ano, a CIA autoriza um ataque contra o natural da Nicarágua que, sem escrúpulos, faz lucros saudáveis a traficar armas no Afeganistão, ocupado pelos soviéticos. Neste ponto, o motivo de Menendez para a sua vingança aparentemente sem sentido contra o Ocidente ficou mais claro: a sua amada irmã foi gravemente ferida num ato de incêndio criminoso cometido por empresários norte-americanos: O clã Menendez, que domina um poderoso cartel de drogas, foi novamente abalada pela perda quando a CIA sanciona o assassinato do pai de Raul. Um Menendez amargurado agora considera o conflito pessoal, mas a sua luta de um homem só contra o Ocidente é interrompida quando Woods, Hudson e as forças de segurança locais atacam a sua sede em Nicarágua; um Woods enfurecido, inadvertidamente, mata a irmã de Raul com uma granada.
Fingindo a sua morte com a ajuda do ditador panamenho Manuel Noriega, Menendez vive para se vingar contra aqueles que ele considera responsáveis pela morte de sua irmã. Durante a invasão do Panamá em 1989, ele sequestra Hudson e David, usando-os como isca para uma armadilha. Ele então usa Hudson para enganar Woods, manipulando-o para disparar contra Mason, em vez de si próprio. Dependendo das ações do jogador no Afeganistão, está implícito que Menendez tinha usado espiões dentro da CIA. Se o jogador desobedecer as instruções de Hudson para disparar contra Alex Mason na cabeça, e em vez disso disparar na perna, ele vai sobreviver e reaparecer no fim do jogo. No caos que se seguiu, Menendez mata Hudson e fere Woods. Insatisfeito com sua vingança, Menendez permite a Woods e David viver, prometendo voltar para completar a sua vingança quando for a hora certa.
Três décadas depois, Menendez re-emerge como o líder da Cordis Die, um movimento massivo populista com mais de um bilhão de seguidores. Ele encena um ataque cibernético que paralisa a Bolsa Chinesa; em resposta, a China proíbe a exportação de terras raras aos Estados Unidos, fermentando o início de uma nova Guerra Fria entre a chinesa Strategic Defense Coalition (SDC) e a Joint Special Operations Command (JSOC) dos EUA. Aproveitando este impasse, Menendez tenta trazer os dois poderes a uma guerra aberta, ao incitar conflitos entre eles, ajudando secretamente Tian Zhao, líder da SDC, que trabalhou com Mason e Woods durante a sua operação no Afeganistão, em 1986. Usando a inteligência fornecida por Woods, David, agora um Navy SEALs, nome de código Section, leva as forças JSOC numa nova busca por Menendez.
Pouco depois de reunir informação de Woods, o Section e a JSOC dirigem-se para Myanmar para investigar um pico de atividade na região. Lá, a equipe do Section encontra um engenheiro de informática, empregado de Menendez, que os alerta para um ataque cibernético com um dispositivo Celerium, um computador quântico capaz de se infiltrar em qualquer sistema de computador. A equipe do Section é mais tarde implantada no Paquistão, para tentar reunir informações sobre os esquemas de Menendez. Durante a infiltração, Menendez revela o nome de um alvo, "Karma", nas Ilhas Caimão. Section e os agentes SEAL Harper e Salazar infiltram-se nas Ilhas Caimão, descobrindo que "Karma" é uma mulher chamada Chloe Lynch, uma ex-funcionária da Tacitus, uma corporação de Menendez. Lynch foi a principal produtora do dispositivo Celerium, e como um meio de eliminar as pontas soltas, Menendez tinha contratado mercenários para a raptar.