Beatriz "Bia" Haddad Maia (São Paulo, 30 de maio de 1996) é uma tenista profissional brasileira, que entrou no top 10 do ranking mundial (WTA), tanto em simples - a primeira brasileira alcançar essa posição na Era Aberta - quanto em duplas - igualando o feito de Maria Ester Bueno.

Entre seus maiores feitos estão: em simples, ter alcançado a semifinal de Roland Garros em 2023, a final do WTA 1000 do Canadá em 2022, ter vencido o WTA 500 da Coréia do Sul em 2024 e ter obtido outros 2 títulos de WTA 250. Em duplas, ter sido vice-campeã do Australian Open de 2022, campeã do WTA 1000 de Madri em 2023, além de ter vencido outros 2 WTA 500 (Sydney 2022 e Adelaide 2024) e 2 WTA 250. Além disso, foi campeã do WTA Elite Trophy no final de 2023, tanto em simples quanto em duplas, no mesmo torneio.

Infância e carreira juvenil Como juvenil, alcançou a 15ª posição do ranking da ITF e foi, por duas vezes (2012 e 2013), vice-campeã de duplas do Torneio de Roland Garros, além de ter sido semifinalista em Wimbledon (2011).

Haddad Maia é canhota e usa duas mãos no backhand. Em 7 de maio de 2012 (aos 16 anos) atingiu a 598ª posição na classificação da Associação de Tênis Feminino (WTA) e em 23 de abril de 2012 (aos 15 anos) chegou à 15ª posição no circuito juvenil (até 18 anos) da Federação Internacional de Tênis (ITF). Ela fez parte de sua formação no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo.

Na sua carreira juvenil, ela atingiu o melhor ranking no simples de nº 15 no dia 24 de Abril de 2012, ganhou 14 partidas e perdeu 6 no simples, e ganhou 14 partidas com 5 derrotas no duplas.

De ascendência libanesa, sua mãe e avó foram tenistas profissionais e a influenciaram a iniciar no esporte desde cedo, tendo começado a treinar aos 5 anos. Ela é sobrinha do falecido cantor e apresentador Rolando Boldrin.

Carreira profissional 2010–2012: Início e primeiros títulos Em 2010, aos 14 anos, passa a treinar com Larri Passos e joga seus primeiros torneios na categoria 18 anos, em São Paulo, Mogi das Cruzes e Arujá.

Consegue a primeira vitória em torneio profissional em cima da equatoriana (que tinha então 26 anos) no ITF $10 000 de São Paulo.

Ganha o primeiro título profissional em setembro, no torneio de Mogi das Cruzes, nas duplas com Flávia Guimarães Bueno.

Em outubro, vence, na categoria 18 anos juvenil, a Copa GTC realizada em Guarulhos, um torneio de Grau 5 da ITF, em simples e duplas.

Em julho de 2011, participa de um torneio de US$ 25k em Campos do Jordão, onde perde na primeira rodada para a colombiana .

Em agosto, chega à sua primeira final ITF de US$ 10k em São Paulo, onde perde para Maria Fernanda Alves. Nas duplas, em parceria com , é campeã sobre a dupla / .

Em outubro, vence as finais de simples e de duplas (com Luísa Rosa) da Copa Guga Kuerten, na categoria 18 anos. E no final do mesmo mês, foi campeã de simples em um outro torneio de US$ 10k em Goiânia sobre a portuguesa Bárbara Luz, e nas duplas, com Paula Gonçalves, também foi campeã, sobre outra dupla brasileira de Flavia Dechandt Araujo / Karina Venditti. Essa conquista foi a primeira de Bia em um torneio profissional por uma chave de simples.

Em fevereiro de 2012, aos 15 anos, torna-se a mais jovem tenista brasileira a disputar a Fed Cup, em sua primeira experiência em uma competição profissional por equipes, foi derrotada na primeira rodada pela venezuelana .

Em março, é finalista da 29ª , principal competição juvenil do Brasil (única de Grau A da ITF no país).

Vence, em abril, o "Future" de Ribeirão Preto, o primeiro título profissional conquistado em quadra dura.

Em junho, alcança a final do torneio juvenil de duplas de Roland Garros, ao lado da paraguaia Montserrat González, juntando-se a Maria Esther Bueno e Cláudia Monteiro no seleto grupo de brasileiras que jogaram uma final de Grand Slam.

Participa pela primeira vez de torneio de nível WTA em setembro, conhecido na época como Bell Challenge, caindo na primeira rodada da qualificatória para a canadense .

É eleita pela 4ª vez consecutiva a melhor tenista juvenil do Brasil (2009, 2010, 2011 e 2012).

2013: Final da Copa Gerdau, estreia no top 300 e duas contusões Em fevereiro, recebe convite para a primeira edição da Brasil Tennis Cup e vence sua primeira partida em nível WTA contra . É eliminada na segunda rodada pela experiente húngara Melinda Czink, então nº 100 do mundo, em jogo no qual teve 3 match points no terceiro set.

Depois disso, vence dois torneios ITF de US$ 10k um em março em Ribeirão Preto e outro em abril em Antalya, Turquia, este último sua primeira conquista profissional em simples fora do Brasil.

No circuito juvenil, repete a final em simples da Copa Gerdau (18 anos) e a final de duplas em Roland Garros, dessa vez ao lado da equatoriana Doménica González.

Bia entra pela primeira vez no top 300 do ranking da WTA profissional de simples (como 265 no final do ano), e alcança finais em torneios ITF de nível US$ 25k em na Itália e na Suíça, nos meses de maio e junho, respectivamente.

Sofre queda em quadra quando vencia a argentina no torneio ITF de US$ 25k em Campinas e lesiona o ombro, afastando-se das quadras por 2 meses.

Em outubro, nos Estados Unidos, sofre nova contusão, dessa vez na coluna, no primeiro torneio em que participa após retornar da lesão no ombro, o que a afasta das quadras até o fim do ano.

2014: Número 2 do Brasil, troca de treinador e retorno ao top 300 Tendo atingido a maioridade, Bia Haddad volta-se integralmente ao circuito profissional. Recuperada das lesões que a afastaram da quadra no segundo semestre de 2013, em fevereiro recebe convites ("wild cards") para a primeira edição do Rio Open e para a Brasil Tennis Cup, mas é eliminada na primeira rodada de ambos. Em março, também perdeu na primeira rodada em dois torneios ITF de US$ 25k disputados no Brasil.

Em abril, joga 4 torneios ITF no Estados Unidos, um de US$ 25k em Jackson onde perde na primeira rodada, em seguida, outro de US$ 25k em Pelham onde perdeu na terceira rodada. Na sequência, um torneio de US$ 50k no qual chegou às quartas de final, obtendo o mesmo resultado em outro torneio de US$ 50k em Charlottesville.

Na campanha européia, a partir de maio, volta a vencer no torneio ITF de US$ 10k de , na Itália, onde chegou à final no ano anterior, dessa vez ganhando duas rodadas e atingindo as quartas-de-final. Em junho, é vice-campeã de simples no ITF de Breda, na Holanda. Ainda na Holanda, é vice-campeã de duplas ao lado da argentina Tatiana Búa em Amstelveen e campeã em Alkmaar com a americana Bernarda Pera. Não defende os pontos da final do ITF de do ano anterior e cai bastante no ranking WTA, saindo do top 300 chegando ao final do ano na 335ª posição, seu pior ranking desde janeiro de 2013. Em julho, participa de 3 torneios ITF de 25k na Europa, alcançando uma semifinal, uma quarta-de-final e uma segunda rodada.

Após quatro anos de trabalho com Larri Passos, passa a ser treinada por Marcus Vinícius Barbosa, o Bocão, no segundo semestre.

Em setembro faz mais uma série de 3 torneios ITF de US$ 25k na Europa e novamente faz uma semifinal em Sófia, uma segunda rodada em Dobrich e uma quarta-de-final em Podgorica e volta ao top 400 do Ranking WTA, alcançando o nº 385 do ranking.

Parte para os Estados Unidos em outubro para uma série de 3 torneios ITF de US$ 50k, mesmo tendo que disputar a qualificatória em todos. Alcança a chave principal no primeiro e no terceiro torneios, atingindo uma segunda rodada e uma quarta-de-final, marcando suas primeiras vitórias em torneios ITF de nível US$ 50k.

Tendo chegado às quartas-de-final do ITF de US$ 50k de Assunção em novembro, volta, ao top 300 do ranking, atingindo o nº 295 do ranking.

Em dezembro, disputa, no México, mais 2 torneios ITF de US$ 25k em Mérida e consegue boas campanhas em simples, sendo finalista no primeiro e semifinalista no segundo, obtendo o seu melhor ranking da WTA e tornando-se a tenista nº 2 do Brasil no ranking WTA atrás apenas de Teliana Pereira.

2015: Primeiro título no WTA Tour em duplas, contusão e fim precoce da temporada thumb|right|270px|

O ano começa com Bia sendo convocada para, pela terceira vez, para fazer parte da equipe brasileira da Fed Cup, para disputar o Zonal Americano I em San Luis Potosí, no México. A equipe brasileira bateu as do Chile e da Colômbia mas em seguida perdeu para a equipe do Paraguai, ficando fora do playoff do Grupo Mundial II.

Em fevereiro, Bia tem uma inesperada grande atuação no Rio Open. Com apenas 18 anos e o ranking de 234 do mundo, derrota duas adversárias com ranking superior, inclusive a top 100 Polona Hercog e, nas quartas-de-final, enfrentando a nº 16 do mundo Sara Errani, chega a ter 3 match-points, perdendo posteriormente. Essa participação no Rio Open 2015 levou Bia pela primeira vez em sua carreira até a fase de quartas de final de um torneio de nível WTA em uma chave de simples.

Em abril, disputando a Copa Colsanitas, conquista seu primeiro título de WTA nas duplas, ao lado da compatriota Paula Gonçalves. Além disso, atinge seu melhor ranking de simples na carreira, o posto de 168ª do mundo.

Convocada para o Pan de Toronto como principal jogadora da equipe feminina brasileira, sente a volta da contusão no ombro que sofrera em Campinas em 2013 e, por decisão da chefia da delegação, não pode disputar a medalha de bronze em duplas ao lado de Paula Gonçalves. Como consequência da contusão, sofre intervenção cirúrgica que a afasta das quadras pelo resto da temporada, além de ter terminado a parceria com o técnico Marcus Vinícius Barbosa, o Bocão. Finalizou 2015 como nº 198 no ranking da WTA.

2016: Alguns títulos no Circuito ITF e Top 170 A temporada teve início para Bia no torneio ITF de US$ 25k do Guarujá, onde conquistou o título de duplas, novamente ao lado de Paula Gonçalves. Nas simples, é derrotada pela romena Sorana Cîrstea nas semifinais. Atinge também as semifinais do ITF de US$ 25k de Bertioga.

É convocada novamente para a Fed Cup, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, onde apesar de alguns bons resultados iniciais a equipe não consegue a classificação. Recebe convite ("wild card") para o Rio Open mas é derrotada novamente por Sorana Cîrstea na primeira rodada em dois sets diretos.

Em março, recebe outro "wild card" para a chave principal do Miami Open, no qual é derrotada pela compatriota Teliana Pereira, então 50 do mundo, na primeira rodada.

Compete na temporada de saibro européia a partir de abril. Entra no ITF de US$ 100k de Cagnes-sur-Mer como "lucky loser" e é derrotada por Kateryna Kozlova na primeira rodada em dois sets. Na qualificatória de Roland Garros, atinge a segunda rodada onde é eliminada. Bia permanece na Europa para participar dos torneios ITFs de Grado (US$ 25k), Brescia (US$ 50k), Padova (US$ 25k) e Brauschweig (US$ 25k). nos quais chega à segunda rodada.Sofre derrota na primeira rodada da qualificatória do US Open para Shuko Aoyama em dois sets. Fura o quali do ITF de US$ 100k de , mas tomba novamente face a Sorana Cîrstea na primeira rodada. Chega à segunda rodada no ITF de Saint-Malo, às quartas em Clermont-Ferrand e alcança a final do ITF de US$ 25k de Santa Margherita di Pula na qual foi superada por Martina Trevisan em dois sets.

Em novembro, nos Estados Unidos, conquista o título do ITF de US$ 50k de Scottsdale e, na semana seguinte, repete a façanha ao vencer o ITF 50 000 de Waco, seus maiores feitos até então.

Bia termina a temporada como 170 do mundo, após ter subido quase 200 posições em relação ao ranking de 18 de julho de 2016, no qual se encontrava na 367ª posição.

2017: Estreia no top 100 thumb|right|270px|

Recuperada de lesão sofrida em acidente doméstico em dezembro, inicia, em fevereiro, a temporada na Austrália. Conquista um torneio ITF de US$ 25k, o "Clare Valley Tennis International" tanto em simples quanto em duplas.