A Fisiognomia (em grego classico, Φυσιογνωμονικά; em latim, Physiognomonica) é um antigo tratado grego sobre a fisiognomia atribuído a Aristóteles (e incluído no Corpus aristotelicum), mas que hoje se acredita ter sido escrito por um autor que viveu em aproximadamente 300 a.C.T. Corey Brennan, review of Vogt, Classical World 99.2 (2006), pp. 202f.

Fisiognomia antiga antes de A Fisiognomia Apesar de a Fisiognomia ser o mais antigo tratado grego que sobreviveu até nós sobre o assunto, textos preservados em tábuas de argila sugerem evidência de manuais de fisiognomia desde a primeira dinastia babilônica, contendo estudos divinatórios sobre o significado agourento de diversas disposições corporais. Neste momento a fisiognomia é “um ramo específico e já teorizado do conhecimento” e herdeiro de uma tradição técnica de longo desenvolvimento.Giampiera Raina (trad. e com.), Pseudo Aristotele: Fisiognomica; Anonimo Latino: Il trattato di fisiognomica, 2a. ed., Milão: Biblioteca Universale Rizzoli, 1994.

Conquanto formas de pensamento vagamente fisiognômico estavam presentes na literatura grega, como em Homero, por exemplo, a fisiognomia em si não foi conhecida antes do período clássico. O termo “fisiognomia” aparece primeiramente no quinto século a. C. no tratado do corpus de Hipócrates chamado “Epidemia” (II.5.1). Ela é mencionada em um trabalho de Antístenes sobre os sofistas, o que evidencia seu reconhecimento como arte (tekhné).

No tempo de Aristóteles, a fisiognomia era reconhecida como arte (tekhné) com seus próprios praticantes especializados (tekhnitai), como vemos em uma referência na Geração dos Animais (IV.3):

Já na antiguidade, as pretensões da fisiognomia a fundamentos científicos eram questionados e debatidos. Tem ligações com a antiga medicina grega, mas também com a magia e adivinhação.

O tratado Estrutura de conteúdo O tratado é dividido em seções sobre a teoria (805a1-808b10) e o método (808b11-814b9). As ligações entre características do corpo e a personalidade são tratados em detalhes, catalogando doze tipos de nariz, por exemplo.

Ligações com Aristóteles O tratado pseudo-aristotélico começa com uma alusão aos Analíticos anteriores de Aristóteles (II.27, sobre a correção corpo-alma), e muitas das ligações fisiognômicas discutidas são mencionadas especificamente na História dos animais.

Influência O esquema sistemático do autor sobre as relações fisiognômicas não foi adotado por outros escritores do assunto; a proliferação de ensinamentos incompatíveis teve “o efeito cumulativo de minar a autoridade da profissão como um todo".

Ligações externas Aristotle's Minor works - Physiognomonica Physiognomonica trad. Arthur Platt

Categoria:Obras de Aristóteles