A final da Copa do Brasil de Futebol de 2012 foi a 24.ª desta competição organizada anualmente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 1989. Ela foi decidida em duas partidas por Palmeiras, do estado de São Paulo, e Coritiba, do estado do Paraná, e foi vencida pelo time paulista. Para chegar até a final, o Coritiba passou por Nacional, do Amazonas, e ASA de Arapiraca, pela primeira e segunda fases, respectivamente. Dali em diante, eliminou Paysandu, Vitória e São Paulo, antes da decisão. O Palmeiras, por sua vez, estreou contra o Coruripe na primeira fase, antes de eliminar o Horizonte na segunda. Passou então por Paraná Clube, Athletico Paranaense e Grêmio, até chegar à final.

O primeiro duelo entre os finalistas ocorreu em 5 de julho, na Arena Barueri, em Barueri, com um triunfo palmeirense por 2–0, que fez seus gols com o meio-campista Jorge Valdivia e o zagueiro Thiago Heleno. Já o segundo confronto aconteceu na semana seguinte, em 11 de julho, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. O Coritiba abriu o placar com o lateral Ayrton, mas os visitantes empataram pouco tempo depois com o atacante Betinho, resultado que se manteve até o fim da partida. Na soma dos placares, o Palmeiras venceu por 3–1, conquistando seu segundo título na competição; o primeiro de forma invicta.

Com o título, o clube alviverde paulista se classificou para a Copa Libertadores da América de 2013, e também se tornou o time brasileiro com mais conquistas nacionais, com dez títulos até então. O Coritiba foi vice-campeão pela segunda vez consecutiva, após ter perdido o título da Copa do Brasil para o Vasco da Gama na final do ano anterior.

Antecedentes A Copa do Brasil de Futebol de 2012 foi a 24ª edição desse torneio, que é organizado anualmente pela CBF desde 1989 e é a principal competição nacional de futebol no formato "mata-mata", isto é, no qual o clube derrotado na atual fase é eliminado na competição.Ver:

Essa edição contou com 64 clubes que se classificaram pelos seus desempenhos nos respectivos campeonatos estaduais disputados em 2011 e também pelo Ranking Nacional das Federações, aplicado ao ano de 2012. De acordo com o regulamento, clubes classificados para a Copa Libertadores da América não participariam da Copa do Brasil, sendo essa a última edição com tal regra. Nas primeiras e segundas fases do torneio, caso um time visitante vencesse a partida por dois ou mais gols de diferença, esse time estaria automaticamente classificado para a próxima fase, sem a necessidade de uma partida de volta.

O Coritiba chegou à sua segunda final de Copa do Brasil e buscava seu título inédito, após ter sido vice-campeão para o Vasco da Gama na final do ano anterior. O Palmeiras, por sua vez, buscava seu bicampeonato após ter conquistado seu único título até então em 1998, derrotando o Cruzeiro na decisão; antes disso, o time alviverde ficou com o vice-campeonato da competição em 1996, perdendo exatamente pro time celeste. Ambos os clubes buscavam encerrar jejuns de títulos nacionais: o Coritiba, desde 1985, quando conquistou o Campeonato Brasileiro, e o Palmeiras, desde 2000, quando conquistou a Copa dos Campeões. Antes da final, os dois times haviam se encontrado duas vezes pela Copa do Brasil: pelas oitavas de final da edição de 1997, onde o Palmeiras acabou se classificando, e nas quartas de final de 2011, onde o Coxa saiu vencedor.

Tratando-se dos treinadores, Marcelo Oliveira, do Coritiba, buscava seu primeiro título da Copa do Brasil, enquanto Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, buscava seu quarto título, depois de ter vencido as edições de 1991, com o Criciúma, 1994, com o Grêmio, e a supracitada edição de 1998, com o próprio Palmeiras.

Caminhos até a final Coritiba O Coritiba se classificou para a Copa do Brasil de 2012 por ter vencido o Campeonato Paranaense de Futebol de 2011. Estreou pela competição nacional em 14 de março, ao empatar em 0–0 contra o Nacional, do Amazonas; na partida de volta, o clube paranaense conquistou uma vitória por 2–0 e conseguiu a classificação. Na segunda fase, contra o ASA de Arapiraca, o Coritiba perdeu o confronto de ida por 0–1, mas reverteu o placar no segundo jogo ao vencer por 3–0. O adversário nas oitavas de final foi o Paysandu; duas vitórias, 4–1 em casa e 1–0 fora, levaram o Coxa para as quartas de final do torneio, onde enfrentaria o Vitória. Após um empate por 0–0 em Salvador, o Coritiba venceu a partida de volta por 4–1 e chegou às semifinais do torneio, onde enfrentaria o São Paulo. No primeiro confronto, o tricolor paulista venceu por 1–0 no Morumbi, mas o time alviverde curitibano reverteu a desvantagem no Couto Pereira ao vencer por 2–0, classificando-se para a final pelo segundo ano consecutivo.Ver:

Palmeiras Por ter sido o terceiro melhor colocado do Campeonato Paulista de 2011, o Palmeiras classificou-se para a Copa do Brasil de 2012. Estreou no torneio em 22 de março, ao vencer o Coruripe, duas vezes – 1–0 em Alagoas, e 3–0 em São Paulo. Na segunda fase, o clube alviverde novamente enfrentou um time do nordeste, desta vez, o Horizonte. Ao vencer por 3–1 fora de casa, segundo as regras do torneio, o Palmeiras se classificou automaticamente para as oitavas de final já na primeira partida. O adversário nessa fase foi o Paraná Clube; duas vitórias, 2–1 fora e 4–0 em casa, garantiram o time alviverde nas quartas de final, onde enfrentaria outro time do sul do país, o Athletico Paranaense. A primeira partida, na Vila Capanema, terminou em um empate por 2–2; no segundo confronto, na Arena Barueri, o Palmeiras triunfou por 2–0 e chegou às semifinais do torneio. O adversário nessa fase foi o Grêmio; o Palmeiras venceu a primeira partida, em Porto Alegre, por 2–0, e um empate por 1–1 no segundo confronto levou o clube paulista à sua terceira final de Copa do Brasil de sua história.

Pré-jogos Mandos de campo e datas De acordo com o regulamento da Copa do Brasil de 2012, todas os mandos de campo dos jogos disputados após a primeira e segunda fases seriam determinados através de um sorteio público realizado pela Diretoria de Competições da CBF. Em 22 de junho, a agremiação definiu que o mando do confronto de ida seria do Palmeiras, enquanto o Coritiba receberia a partida de volta. No mesmo sorteio, ficou definido que o primeiro jogo ocorreria em 5 de julho, e o segundo, uma semana depois, em 11 de julho.

Arbitragem Em 2 de julho, a CBF anunciou que o árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio, aspirante ao quadro da FIFA, seria o responsável por apitar a partida de ida, após sorteio realizado na entidade. Sampaio seria auxiliado por Alessandro Matos e Fabricio Vilarinho da Silva, ambos do quadro da FIFA. Elmo Alves Resende Cunha seria o quarto árbitro. Uma semana depois, em 9 de julho, Sandro Ricci, do quadro da FIFA, foi o escolhido para apitar a segunda partida da final. Ricci teria como auxiliares Carlos Berkenbrock e Alessandro Matos.Ver:

Jogo de ida O Palmeiras foi para o jogo com os desfalques do zagueiro Henrique, que estava suspenso devido à sua expulsão na partida de volta contra o Grêmio, nas semifinais, e também do atacante Luan, devido lesão. Horas antes da partida, o centroavante Hernán Barcos sofreu uma crise de apendicite e também ficou indisponível. O Coritiba, por sua vez, não pôde jogar com o atacante Roberto e o lateral-direito Ayrton, ambos lesionados. O meio-campista Sergio Manoel também ficou fora do time devido sua suspensão pelo terceiro cartão amarelo recebido na semifinal.Ver:

Resumo 200px|miniaturadaimagem|direita|alt=Visão da arquibancada de um jogo, onde um jogador vai cobrar um pênalti|Cobrança de pênalti que resultou no primeiro gol palmeirense. De acordo com os jornais brasileiros Folha de S. Paulo e Gazeta Press, e com o portal esportivo ge, o Coritiba começou melhor o jogo, pressionando a saída de bola e aproveitando os erros de passes do Palmeiras. A equipe paranaense teve pelo menos três oportunidades para abrir o placar, com seus meio-campistas Júnior Urso e Gil, além do atacante Everton Costa; entretanto, em nenhuma delas obteve sucesso.Ver:

O Palmeiras, por sua vez, recorria a cobranças de falta realizadas pelo meio-campista Marcos Assunção. Nos acréscimos do primeiro tempo, o clube paulista abriu o placar com o seu meio-campista Jorge Valdivia, que cobrou pênalti sofrido pelo atacante Betinho. Na segunda etapa, o Palmeiras ampliou sua vantagem aos vinte minutos; após cobrança de falta feita por Assunção, o zagueiro Thiago Heleno desviou a bola de cabeça para marcar o segundo gol do time alviverde paulista. Cinco minutos depois, o time palmeirense ficou com um jogador a menos, quando Valdivia cometeu falta e recebeu seu segundo cartão amarelo, sendo expulso de campo. O que se viu no restante da partida foi o Coritiba pressionando o Palmeiras em busca de um gol para diminuir a desvantagem, mas a defesa do clube paulista evitou ataques mais incisivos e conseguiu manter o placar em 2–0.

Detalhes

G 1 BrunoLD14 ArturZ 15 Maurício RamosZ 4 Thiago HelenoLE6 JuninhoM 8 Márcio Araújo M 20 Marcos Assunção M 16 João VitorM 10 Jorge Valdivia A 17 Mazinho A 33 BetinhoSubstitutos:G 22 Deola Z 5 Adalberto Román Z 13 Leandro Amaro LD 2 Cicinho M 18 Patrik M 19 Daniel Carvalho A 7 Maikon Leite Treinador: Luiz Felipe Scolari450x450px G 1 VanderleiLD2 Jonas Z 4 Pereira Z 3 Emerson LE6 Lucas MendesM 5 Willian FariasM 8 Júnior Urso M 7 RafinhaM 11 Gil M 10 Éverton Ribeiro A 9 Éverton CostaSubstitutos:G 12 Z 14 DemersonM 13 FrançaM 15 Tcheco M 16 M 17 Lincoln A 18 Anderson Aquino Treinador: Marcelo Oliveira

Bandeirinhas: (FIFA) (FIFA) Quarto árbitro:

Jogo de volta Para o segundo confronto, no Couto Pereira, ambas as equipes contavam com reforços indisponíveis na partida de ida. O Coritiba tinha o lateral Ayrton, o meia Sergio Manoel e o atacante Roberto disponíveis. Entretanto, o zagueiro Emerson, por ter levado o terceiro cartão amarelo na partida de ida, estava suspenso e deu lugar a Demerson. No Palmeiras, o também zagueiro Henrique voltou ao time após cumprir suspensão; por outro lado, Valdivia estava fora pela expulsão na partida de ida, sendo substituído por Daniel Carvalho.

Resumo Segundo relatos feitos pelos veículos Folha de S. Paulo, ge, Lance! e Gazeta Esportiva, o Coritiba começou o jogo pressionando o Palmeiras, principalmente com o atacante Rafinha. Apesar disso, a primeira melhor oportunidade do primeiro tempo foi do lado palmeirense, aos vinte minutos, com o atacante Betinho, que, livre na área adversária, chutou a bola para fora após cobrança de falta realizada por Marcos Assunção. O Coritiba respondeu com Rafinha oito minutos depois, que arriscou um arremate da entrada da área; a bola passou perto do ângulo direito do gol do Palmeiras e foi para fora. Na segunda etapa, o time paranaense abriu o placar aos dezesseis minutos, com Ayrton. O lateral-direito, que havia entrado no lugar de Jonas, cobrou falta perto da área; a bola passou por cima da barreira e foi para as redes, no canto direito da meta palmeirense. Quatro minutos depois, entretanto, o Palmeiras empatou a partida, também em uma jogada de bola parada: Marcos Assunção bateu falta em direção à área curitibana, onde Betinho conseguiu um desvio de cabeça. Então, Coritiba e Palmeiras fizeram substituições a fim de aumentar o poder ofensivo e defensivo de suas equipes, respectivamente. Apesar disso, o resultado da partida se manteve inalterado e terminou em 1–1, fechando o placar agregado em 3–1 para o Palmeiras e garantindo o bicampeonato da Copa do Brasil para o clube paulista.Ver:

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