O guandu (Cajanus cajan) é uma leguminosa arbustiva da família das fabáceas com folhas alternadas trifolioladas; folíolos largos e ovais (oblonco-elípticos), folíolo terminal peciolado, enquanto que os laterais são sésseis e flores amarelas.

Desde a sua domesticação no subcontinente indiano, há pelo menos 3.500 anos, que as sementes desta planta se tornaram num alimento comum na Ásia, África e América Latina.Van der Maeson, L. J. G. (1995). "Pigeonpea Cajanus cajan", pp. 251–5 in Smartt, J. and Simmonds, N. W. (eds.), Evolution of Crop Plants. Essex: Longman. É consumido em grande escala no sul da Ásia e é uma importante fonte de proteína para a população do subcontinente indiano. É o principal acompanhamento do arroz ou roti e tem o estatuto de alimento básico em toda a Índia.

Nomes comuns É ainda comummente conhecido como feijão-congo, andu, anduzeiro, guandeiro, guando, feijão-guandu,FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 118 feijão-guando e feijão-bóer (em Moçambique). Etimologia O nome científico do género Cajanus e da espécie cajan derivam da palavra malaia katjang, a qual se reporta a esta planta.

Quanto ao nome comum, "guandu" ou "guando" são substantivos provenientes do termo guandu da língua quiconga.FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 872 Ao passo que «guandeiro», «feijão-guandu» e «feijão-guando» são substantivos advenientes de «guandu» ou «guando».

Na mesma toada, «andu» é uma palavra de origem obscura, sendo que «anduzeiro» é um substantivo adveniente de «andu».

Descrição O guandu é uma planta com capacidade de fixar elevadas quantidades de azoto no solo. É uma espécie bastante útil na descompactação de solos, graças à sua raiz pivotante, que é bastante agressiva e capaz de penetrar por solos compactos e densos adentro.

thumb|150px|esquerda|Sementes de guandu

Os seus feijões são utilizados na alimentação humana; a sua forragem também é bastante apreciada pelos animais e apresenta, na fase de florescimento, teores que variam de 10 a 16 por cento de proteína bruta.

Relevo na economia Moçambicana O feijão bóer é uma das culturas e das exportações de grande destaque de Moçambique. Com efeito, em 2014, Moçambique foi o quinto maior produtor mundial de feijão bóer e o terceiro maior exportador. O maior importador do feijão bóer moçambicano é a Índia, tendo em 2016 sido celebrado entre os dois países um memorando de entendimento comercial.

A região que mais produz feijão bóer em Moçambique é a Norte, sendo que, dentre as províncias dessa região, a província da Zambézia é a que mais se destaca, enquanto maior produtora, abarcando mais de 50 % de toda a produção nacional, sucedem-lhe as províncias de Nampula e de Niassa.

Em 2018, no rescaldo da campanha agrícola de 2017, que apostou fortemente na cultura do feijão bóer, houve uma assinalada superprodução deste produto agrícola. Esta superprodução, por sua vez, traduziu-se numa baixa de preços do produto que levou a que as supra mencionadas províncias moçambicanas atravessassem uma crise económica.

Feijão Guandu no Brasil

O feijão guandu é utilizado para alimentação humana, porém, seu uso é mais amplo na composição de dietas para nutrição animal, tanto para aves quando para ruminantes. A EMBRAPA desenvolve pesquisas neste sentido, com o desenvolvimento de novas cultivares, como o BRS Mandarim e a aplicação do guandu em sistemas de consórcio com pastagens, silagem em conjunto com milho e na recuperação de pastagens degradadas e adubação verde do solo.

Ligações externas

Categoria:Faboideae Categoria:Legumes