A Embaixada do Equador em Londres é a missão diplomática do Equador no Reino Unido. É chefiada pelo embaixador do Equador no Reino Unido. Está localizada na região de Knightsbridge, em Londres, no Município Real de Kensington e Chelsea. Fica em um prédio de apartamentos que também abriga a Embaixada da Colômbia, além de vários apartamentos residenciais, próximo ao Harrods, ao Hyde Park e à Hans Place, no número 3 da Hans Crescent, no cruzamento com a Basil Street, e fica perto da estação de metrô Knightsbridge.

Além dos escritórios diplomáticos, o edifício abriga setores administrativos e consulares responsáveis pelo atendimento ao público, emissão de documentos e prestação de assistência aos cidadãos equatorianos no Reino Unido.

Por quase sete anos, a embaixada serviu de refúgio ao ativista e jornalista australiano Julian Assange, que inicialmente entrou no local em 19 de junho de 2012 solicitando asilo diplomático, o qual foi concedido pelo governo equatoriano em 16 de agosto de 2012. Ele havia fugido, violando as condições da fiança, após a rejeição de seu recurso pela Suprema Corte do Reino Unido.

Caso Julian Assange Em 19 de junho de 2012, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, entrou na Embaixada do Equador em Londres e solicitou asilo diplomático para evitar sua extradição para a Suécia, onde era procurado para interrogatório no âmbito de uma investigação criminal. Em 16 de agosto de 2012, o governo equatoriano concedeu-lhe asilo, alegando preocupações quanto à possibilidade de posterior extradição para os Estados Unidos.

Assange permaneceu na embaixada por quase sete anos, de 2012 a 2019. Durante esse período, o caso tornou-se um dos mais conhecidos debates internacionais envolvendo liberdade de imprensa, proteção de fontes jornalísticas, segurança nacional e direito de asilo. A permanência prolongada também gerou tensões diplomáticas entre o Equador e o Reino Unido, que não reconheceu a possibilidade de salvo-conduto para que Assange deixasse o edifício sem ser preso.

Em abril de 2019, o governo equatoriano, sob a presidência de Lenín Moreno, revogou o asilo concedido a Assange, alegando violações das condições de permanência na embaixada e das convenções internacionais. Após autorização das autoridades equatorianas, agentes da Polícia Metropolitana de Londres entraram no prédio e prenderam Assange em 11 de abril de 2019. Ele foi posteriormente condenado no Reino Unido por violar as condições de sua liberdade provisória e permaneceu detido na prisão de segurança máxima de Belmarsh enquanto enfrentava um processo de extradição solicitado pelos Estados Unidos.

Em junho de 2024, Assange chegou a um acordo judicial com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Ele deixou a prisão britânica, declarou-se culpado de uma acusação de conspiração para obter e divulgar informações confidenciais de defesa nacional dos Estados Unidos e recebeu uma sentença correspondente ao período já cumprido em detenção. Após a audiência em um tribunal das Ilhas Marianas do Norte, território americano no Pacífico, Assange foi libertado e retornou à Austrália.

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