miniaturadaimagem|A bandeira portuguesa constitucional (1830-1910), que juntamente com o Hino da Carta, fez parte dos símbolos constitucionais do Reino de Portugal. O Hino da Carta (Hymno da Carta na grafia antiga) foi o hino nacional do Reino de Portugal entre maio de 1834 e outubro de 1910. Escrito pelo então Príncipe Real, D. Pedro — futuro rei de Portugal — no Brasil, em 1821, ficou associado à Carta Constitucional que o próprio outorgou aos portugueses em 1826, sendo comumente considerado uma homenagem a ela, apesar de ter sido composto antes da promulgação da Constituição de 1822. Vigorou ao longo de todas as reformas da Constituição de 1826, assim como durante a segunda vigência da Carta de 1822 e a vigência da Constituição de 1838.

O hino generalizou-se com a denominação oficial de Hymno da Carta, tendo sido considerado oficialmente como Hymno Nacional, e por isso obrigatório em todas as solenidades públicas, a partir de sua oficialização por D. Maria II em maio de 1834.

Com a música do Hymno da Carta compuseram-se variadas obras de natureza popular (modas) ou dedicadas a acontecimentos e personalidades de relevo, identificando-se em pleno com a vida política e social dos últimos setenta anos da monarquia em Portugal.

Depois da implantação da República, em 5 de outubro de 1910, o Hino da Carta foi substituído pel'A Portuguesa como hino nacional português.

Alberto José Vieira Pacheco e Rui Magno Pinto realizaram uma análise musicológica do Hino da Carta, junto a outros hinos compostos por Pedro IV e seu mestre Marcos Portugal.

Letra Hino da CartaPrimeira estrofeÓ Pátria, Ó Rei, Ó Povo, Ama a tua religião, Observa e guarda sempre Divinal ConstituiçãoCoroViva, viva, viva o Rei Viva a Santa Religião Viva, Lusos Valorosos, A feliz Constituição A feliz ConstituiçãoSegunda estrofeOh com quanto desafogo Na comum agitação Dá vigor às almas todas, Divinal ConstituiçãoCoroTerceira estrofeVenturosos nós seremos Em perfeita união, Tendo sempre em vista todos Divinal ConstituiçãoCoroQuarta estrofeA verdade não se ofusca, O Rei não s'engana, não, Proclamemos, Portugueses, Divinal ConstituiçãoCoro Fonte:

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