Hélio Ribeiro da Silva (Rio de Janeiro, – Rio de Janeiro, ) foi um jornalista, historiador e monge beneditino brasileiro.
Vida e obra Nascido no subúrbio carioca do Riachuelo, formou-se médico pela Faculdade de Medicina da Praia Vermelha, trabalhando nos Correios para ajudar a pagar pelos estudos. Praticou a medicina na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.Hélio Silva. LPM - Autores
Ainda na década de 1920 dividiu-se entre a medicina e o jornalismo, atuando em órgãos como os jornais O Brasil, O Imparcial, A Tribuna, A Rua, O País, Jornal do Brasil, as revistas ABC e Phoenix. Também colaborou com os órgãos de imprensa paulistas Correio Paulistano, Jornal do Comércio e O Combate.
Em 1930 dirigia a sucursal de O País em São Paulo, quando o jornal foi incendiado por partidários da Revolução de 1930. O ambiente político impediu que continuasse sua carreira no jornalismo. Trabalhou como vendedor de seguros até ser convidado para comandar a sucursal carioca da Folha da noite.
Tornou-se redator-chefe da Tribuna da Imprensa em 1949, por indicação de Carlos Lacerda. Ao lado de Alceu Amoroso Lima e Paulo Sá, fundou o Partido Democrata Cristão.
Em 1959 começou a publicar seus estudos históricos na Tribuna da Imprensa, estimulado por Lacerda e Odylo Costa Filho. Foi o embrião de sua série Ciclo de Vargas, reunida em 16 volumes pela editora Civilização Brasileira. Os estudos se basearam principalmente em arquivos de Getúlio Vargas, Osvaldo Aranha e outros políticos,SANDES, Noé Freire. O passado como negócio: o tempo revolucionário (1930). Estud. hist. (Rio J.) vol.22 no.43 Rio de Janeiro Jan./June 2009 e contaram com a colaboração de Maria Cecília Ribas Carneiro, cuja coautoria, devido à resistência do editor Ênio da Silveira, só seria no entanto creditada a partir de 1972.Historiadora resgata a República brasileira. JC Online, 13 de abril de 1999
Entrou para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro na década de 1990, assumindo o nome de Dom Lucas. Permaneceu na ordem beneditina até a morte.Hélio Ribeiro da Silva, médico, historiador e monge beneditino, autor de oitenta livros. O explorador
Foi presidente do Conselho Administrativo da ABI. Também tinha os títulos de cirurgião emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e de fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões.
Acusação de plágio Seu livro Nilo Peçanha – A Revolução Brasileira 1909–1910, de 1983, foi apontado como plágio de A Vida de Nilo Peçanha (1962), de Brígido Tinoco. O escritor e jornalista Fernando Jorge apontou a semelhança entre trechos dos dois livros, que o historiador atribuiu a uma falha de um de seus revisores.Fernando Jorge e sua “caneta assassina”. Unidade - Órgão mensal do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, maio de 2008
Ainda segundo Fernando Jorge, foram as acusações de plágio que fizeram Hélio Silva desistir de uma candidatura à Academia Brasileira de Letras.JORGE, Fernando. A Academia do fardão e da confusão.Geração Editorial, 1999. P. 487 Numa homenagem póstuma ao historiador, o acadêmico Alberto Venancio Filho criticou-o, dizendo: "Vamos saudar os que partiram, mas este plágio a morte não absolve".Academia – do Fardão e da Confusão. Gustavo Dourado - Artigos
Principais obras 1964 – Golpe ou contragolpe? História da República brasileira (em 21 volumes) Noite de agonia Memórias: a verdade de um revolucionário O poder civil O poder militar 20 anos de golpe militar Vargas, uma biografia política
Ciclo Vargas 1889 – A República não esperou o amanhecer 1922 – Sangue na areia de Copacabana 1926 – A grande marcha 1930 – A revolução traída 1931 – Os tenentes no poder 1932 – Guerra paulista 1933 – A crise no tenentismo 1934 – A constituinte 1935 – A revolta vermelha 1937 – Todos os golpes se parecem 1938 – Terrorismo em campo verde 1939 – Vésperas de guerra 1942 – Guerra no continente 1944 – O Brasil na guerra 1945 – Por que depuseram Vargas 1954 – Um tiro no coraçãoHélio Silva. LPM - Atores
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