Mary Turner (morta em 1918) foi uma afro-americana vítima de linchamento em Valdosta, Georgia.

Em maio de 1918, um fazendeiro branco de 31 anos de idade chamado Hampton Smith, conhecido pelos abusos físicos contra seus empregados, foi baleado e morto na plantação por um dos seus empregados negros, um rapaz de 19 anos chamado Sydney Johnson. Após alguns dias na fazenda, Johnson teria apanhado de Smith por não trabalhar enquanto estava doente.Remembering Mary Turner

Por uma semana grupos de linchamentos se organizaram na região, onde no mínimo onze pessoas foram mortas; entre eles estavam outro negro, Hayes Turner. Atormentada, sua esposa Mary, então grávida de oito meses, se opôs ao assassinato de seu marido, e ameaçou que os membros do grupo iriam ser presos. Isso acabou fazendo com que os motinistas se voltassem contra ela. Turner foi levada de sua casa por um grupo de mais de cem pessoas, e teve seus tornozelos amarrados, foi pendurada de cabeça para baixo em uma árvore, e foi molhada com gasolina e óleo de motor, tendo o grupo lhe ateado fogo em seguida.

Enquanto Turner ainda estava viva, um membro dos linchadores abriu seu abdómen com uma faca. O bebê de oito meses caiu no chão, onde foi pisoteado e esmagado. Por fim, o cadáver de Turner foi crivado de balas.

Após o assassinato, a Associated Press escreveu que Mary Turner havia feito "observações imprudentes" sobre a execução de seu marido, e que "as pessoas, em seu humor indignado, tomou uma exceção de seus avisos, assim como da atitude dela".The Culture of Make Believe By Derrick Jensen, page ix

Referências

Ligações externas Remembering Mary Turner Contemporary account of Walter White in The Crisis The Anti-Lynching Crusaders, Digital History Mary Turner and the Memory of Lynching

Categoria:Mortos em 1918 Categoria:História da Geórgia (Estados Unidos) Categoria:Norte-americanos assassinados Categoria:Vítimas de linchamento Categoria:Assassinados em 1918