A Batalha do Monte Saint-Quentin foi uma batalha da Frente Ocidental ocorrida durante a Primeira Guerra Mundial. Como parte da contra-ofensiva Aliada na Frente Ocidental no final de 1918, o Corpo Australiano atravessou o rio Somme na noite de 31 de agosto e quebrou as linhas alemãs no Monte Saint-Quentin e Péronne. O comandante do 4.º Exército britânico, general Henry Rawlinson, descreveu o avanço australiano de 31 de agosto a 4 de setembro como a melhor conquista alcançada na guerra. Durante a batalha, as tropas australianas atacaram, cercaram e controlaram o Monte Saint-Quentin, um ponto-chave da defensiva alemã na linha do Somme.

Antecedentes Os Aliados estavam atrás dos alemães e o grande obstáculo para atravessarem o rio Somme era o Monte Saint-Quentin que, situado numa curva do rio, dominava toda a posição. O monte tinha apenas 100 metros de altura mas era um ponto-chave da defesa alemã da linha do Somme, e a última posição forte alemã. Ficava virado para o rio Somme a um quilômetro e meio a norte de Péronne. A sua localização fazia dele um ponto ideal para observação e, em termos estratégicos, era uma zona de defesa das aproximações por norte e oeste à cidade.

As forças australianas tinham pela frente o LI Corpo alemão, parte do 2º Exército, liderado pelo general Max von Boehn. De acordo com o historiador oficial australiano, Charles Bean, os arquivos alemães apontam "que o LI Corpo tinha antecipado a ofensiva... As divisões de linha receberam ordens para aumentar a sua profundidade e as divisões de contra-ataque para estarem prontas."C. E. W. Bean, 1942, Official History of Australia in the War of 1914–1918 - Volume VI – The Australian Imperial Force in France during the Allied Offensive, 1918, Sydney, Angus and Robertson, pp916–7. Bean afirma que o LI Corpo controlava a 5ª Divisão Real Bávara, a 1ª Divisão de Reserva alemã e a 119ª Divisão de Infantaria alemã. O 94ª Regimento de Infantaria (unidade do IV Corpo de Reserva alemão) também estava envolvido na batalha.

Batalha

A ofensiva foi planeada pelo general John Monash; Monash planeou um assalto frontal de alto-risco que previa que a 2ª Divisão australiana atravessasse uma série de pântanos para atacar o monte. O plano fracassou quando as tropas de assalto não conseguiram atravessar os pântanos. Após este revés inicial, Monash mobilizou as suas divisões naquela que foi a única batalha em que se pode movimentar sem qualquer baixa sofrida pelos australianos na Frente Ocidental.Fidge, AC. 2003. Sir John Monash – An effective and competent commander?. Australian Defence College, Geddes Papers

Soldados da 2ª Divisão atravessaram a margem norte do rio Somme na tarde de 30 de agosto. Às cinco horas da manhã de 31 de agosto de 1918, apoiados pela artilharia, dois batalhões australianos subiram o Monte Saint-Quentin. A rendição alemã foi quase imediata e os australianos continuaram para a principal linha de trincheiras alemã. Entretanto, na retaguarda, outros soldados australianos atravessaram o Somme por uma ponte que os engenheiros repararam. As forças australianas não conseguiram manter o controle do Monte Saint-Quentin e as reservas alemãs reconquistaram o cume. Porém, os australianos ficaram mais abaixo do cume do monte e, no dia seguinte, recapturaram o monte. Nesse dia, 1º de setembro de 1918, as forças australianas entraram em Péronne e tomaram grande parte da cidade. No dia seguinte, ficou totalmente nas mãos dos australianos. Em três dias, as forças australianas sofreram baixas mas conseguiram forçar uma retirada geral dos alemães para leste, de volta à Linha Hindenburg.

Rescaldo Revendo a batalha, Monash relatou que o sucesso se deveu à bravura dos homens, à rapidez com que o plano foi cumprido e à ousadia da tentativa. No seu livro Australian Victories in France, Monash homenageia o comandante da 2ª Divisão, major-general Charles Rosenthal, que tinha a responsabilidade das operações. Monash, e o seu pessoal, responsável pela concepção do projecto e pelo bom cumprimento dos planos.Serle, Percival (1949). "Monash, John". Dictionary of Australian Biography. Sydney: Angus e Robertson.

A vitória Aliada na Batalha do Monte Saint-Quentin provocou um forte abalo a cinco divisões alemãs, incluindo a 2ª Divisão de Guardas de Infantaria, uma unidade de elite. Como a posição era muito importante para controlo do terreno a leste do Monte Saint-Quentin, garantia que os alemães não seriam capazes de bloquear os Aliados a oeste da Linha Hindenburg (a mesma posição de onde os alemães lançaram a ofensiva na Primavera). Foram feitos prisioneiros e baixas, entre mortos e feridos.

Os seguintes militares receberam a Cruz Vitória: Albert David Lowerson, 21º Batalhão australiano, natural de Myrtleford, Vitória Robert MacTier, 23º Batalhão australiano, natural de Tatura, Vitória Edgar Thomas Towner, 2º Batalhão de Metralhadoras,de Blackall, Queensland

Todos eles faziam parte da 2ª Divisão australiana.

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