Frederick William Rolfe, mais conhecido como Barão Corvo, mas que também se designava a si mesmo por "Frederick William Serafino Austin Lewis Maria Rolfe", "Eu fui batizado iii janeiro 1886 em St. Aloysius, Oxford, recebendo os nomes" Frederick William ". "Serafino" foi conferido pelo bispo Hugh Macdonald em Aberdeen Catedral na minha profissão na Ordem Terceira de São Francisco. "Austin Lewis Maria" foram conferidos pelo Cardeal Manning, na capela da Casa do Arcebispo, Westminster, na minha confirmação. A. J. A. Symons, The Quest for Corvo, Cassell, 1934, p.188. (22 de julho de 1860 - 25 de outubro de 1913), foi um escritor, artista, fotógrafo inglês.

Vida left|thumb|Rolfe's grave on San Michele, Venice

Rolfe nasceu em Cheapside, Londres, filho de um fabricante de pianos. Deixou a escola aos 14 anos de idade para se tornar professor. Ensinou brevemente em Grantham School, onde conheceu o então diretor Ernest Hardy, mais tarde diretor do Jesus College, Oxford, com quem travou uma amizade que durou toda a vida.

Converteu-se ao catolicismo em 1886 e foi crismado pelo Cardeal Manning. Com a conversão sobreveio uma forte vocação para o sacerdócio, que persistiu durante toda a sua vida ,embora, para sua frustração, nunca tenha sido concretizada. Em 1887, foi admitido no Seminário de St. Mary, em Oscott perto de Birmingham e em 1889 estava a estudar no Colégio Escocês, em Roma, mas foi expulso de ambos devido à sua incapacidade para concentrar-se em estudos teológicos e ao seu comportamento errático.

Nesta fase, conheceu a duquesa Sforza Cesarini, que, segundo ele, o adotou como um neto e lhe concedeu o título de "Barão Corvo". Este viria a tornar-se o seu pseudónimo mais conhecido, embora ele também usasse "Frank English", "Frederick Austin", "A. Crab Maid" e vários outros. Muito frequentemente abreviava o seu nome para "Fr. Rolfe" (um uso ambíguo, sugerindo o frade ou o sacerdote que ambicionava ser).

Rolfe passou a maior parte de sua vida em Inglaterra, trabalhando como escritor freelance, mas acabou por morrer em Veneza. Viveu numa época em que ainda não existia o Estado Social pelo que teve que contar com o apoio de beneméritos. Mas tinha uma natureza argumentativa e uma tendência para se zangar estrondosamente com a maior parte dos que tentaram ajudá-lo e lhe ofereceram casa e comida. Por fim, sem dinheiro e sem sorte, morreu em Veneza, na sequência de um acidente vascular cerebral, em 25 de outubro de 1913. Foi enterrado na Isola di San Michele, em Veneza.A. J. A. Symons, The Quest for Corvo.

A vida Rolfe esteve na base de The Quest for Corvo por A. J. A. Symons, uma "experiência em biografia", considerado por muitos como um clássico menor no campo da biografia. Esta obra revela que Rolfe tinha um fã entusiasta improvável na pessoa de Maundy Gregory.

Homossexualidade

Frederick Rolfe estava totalmente à vontade com a sua homossexualidade era amigo e correspondente de um grande número de ingleses também homossexuais. No início da sua vida, escreveu uma quantidade razoável de poesia idealista, mas piegas, sobre meninos mártires e outros temas semelhantes. Esta poesia e as suas histórias sobre Toto contêm elementos de pederastia, mas os seus jovens alunos à época afirmaram unanimemente mais tarde que nunca houve qualquer indício de indecência nas suas relações com ele. À medida que amadurecia, a preferência sexual de Rolfe foi-se fixando em adolescentes. Perto do final da sua vida, fez a única referência explícita à sua preferência sexual por idades, numa das cartas de Veneza para Charles Masson Fox, no qual declarou: "A minha preferência era para os 16, 17, 18 e mais velhos." Rolfe a Fox, 13 de janeiro de 1910, em Cecil Woolf ed., The Venice Letters, Cecil & Woolf Amelia, 1974, p.46. Numa carta de setembro de 1909 a John Gambril Nicholson, Rolfe escreveu sobre o assunto de sexo entre um homem e um menino, uma questão, disse ele a Nicholson, de que "você tem a experiência prática que eu não tenho." (Miriam J. Benkovitz, Frederick Rolfe: Baron Corvo, Hamish Hamilton, 1977, p.248, citando uma carta na Coleção Martyr Worthy, Columbia University Library). Nicholson é a pessoa a quem Rolfe não costumava mentir sobre isso. Grant Richards, nas suas "Memories of a Misspent Youth" (1932), fala de "Frederick Baron Corvo em Parson's Pleasure, em Oxford - onde os estudantes podiam tomar banho nus - olhando as tonalidades amarelas da carne dos jovens com indecorosa satisfação".

Aqueles sobre quem se especula ou supõe que tiveram relações sexuais com Rolfe - Aubrey Thurstans, Sholto Douglas, John 'Markoleone', Ermenegildo Vianello e outros gondoleiros venezianos - eram todos jovens, sexualmente maduros, com idades entre os 16 e os 21 anos (com a exceção de Douglas,Era Sholto Osborne Gordon Douglas (1873-1934), educado em Fettes College, Portsmouth Grammar School e Christ Church College, em Oxford, autor de A Theory of Civilization (1914) e de vários volumes de poesia, em especial Ungodly Jingles (1923). que era bem mais velho). Os jovens idealizados na sua ficção tinham idades parecidas com estas.Toto em Stories Toto Told Me , Tarquinio e Lucrezia em Don Tarquinio , Renato e Eros em Don Renato , e Zildo em The Desire and Pursuit of the Whole , todos estão no final da adolescência.

Em 1904, Robert Hugh Benson, logo após sua ordenação como padre católico romano, conheceu Rolfe de quem se tornou grande amigo, uma amizade apaixonada mas casta. Durante dois anos, esta amizade expressou-se em cartas "não apenas semanais, mas por vezes diárias, de caráter íntimo e fortemente emocionais." Todas as cartas foram destruídas, provavelmente pelo irmão de Benson.David Hilliard, "UnEnglish and UnManly: Anglo-Catholicism and Homosexuality" in Victorian Studies , inverno de 1982, p.199.

Rolfe tentou sempre caracterizar os relacionamentos que descrevia na sua ficção como exemplos de "amor grego" entre um homem mais velho e um efebo, sancionando-as assim com base na tradição helénica antiga, familiar a todos os Eduardianos de educação clássica.

Obra Principais obras de ficção As obras mais importantes de Rolfe são os seus contos e romances em que o protagonista é inspirado nele mesmo:

Stories Toto Told Me (1898), uma coleção de seis contos, mais tarde ampliada para 32 e republicada como In His Own Image (1901), em que 'Don Friderico "e seus acólitos adolescentes dão longos passeios pelo campo italiano, afastando-se de Roma até à costa leste da Itália. O líder dos jovens, Toto, de 16 anos, narra histórias de santos que se comportam como deuses pagãos. As histórias são ricamente católicas e desavergonhadamente supersticiosas, e os santos que nelas figuram são hedonistas, vingativos e (embora não licenciosos) totalmente confortáveis com a nudez, em oposição diametral a qualquer ideal de santidade protestante.

Hadrian the Seventh (1904), com um enredo original e convincente, é o mais famoso romance de Rolfe. Rolfe apresenta-se como um homem inglês que tem um nome tradicional Inglês, 'George Arthur Rose,' (inspirado em São Jorge, no Rei Arthur e na Guerra das Rosas), que, tendo sido originalmente rejeitado como sacerdote, se vê no centro de uma espetacular inversão de opinião, altamente improvável, por parte da hierarquia da Igreja, que o elege como papa. Rose escolhe o nome de Adriano VII (o único papa inglês tinha sido Adriano IV, e o último papa não-italiano tinha sido Adriano VI.) e embarca num programa de reforma eclesiástica e geopolítica, Cedendo mais à auto-indulgência, ele aproveita a oportunidade para rever a sua vida passada e premiar ou castigar os seus amigos e conhecidos de acordo com o que ele acredita ser justo. Hadrian é, portanto, essencialmente, um exercício de realização de desejos não realizados.O livro foi adaptado com muito sucesso por Peter Luke numa produção teatral em Londres, em 1968, em que o papel de Adriano/Rolfe foi interpretado por Alec McCowen. Uma outra produção protagonizada por Barry Morse foi levada a cena na Austrália, na Broadway, e numa curta turné pelos EUA.

Nicholas Crabbe (escrito entre 1900 e 1904, e publicado em 1958) conta a história das primeiras tentativas de Rolfe para ser publicado, tendo como personagens principais Henry Harland, John Lane e Grant Richards. Neste romance, Rolfe deu a si mesmo um novo nome fictício, Nicholas Crabbe, e o enredo é uma crónica detalhada do que aconteceu, reproduzindo muitas das cartas dos editores e das respostas de Rolfe. Nicholas Crabbe é um romance desinteressante, mas é rico em detalhes autobiográficos.

The Desire and Pursuit of the Whole (escrito entre 1910 e 1913, e publicado em 1934) passa-se em Veneza e reintroduz o leitor a Nicholas Crabbe. Apresenta três linhas narrativas interligadas: os esforços de Crabbe para ver os seus livros publicados e para ultrapassar os obstáculos que lhe são colocados pelos seus amigos e agentes em Inglaterra; a descrição de como salvou uma menina de 16 anos, vítima de um terramoto em Messina e de como a empregou ao seu serviços, disfarçando-a de gondoleiro para evitar o escândalo, e a beleza transcendente de Veneza e a influência que a cidade tem na vida dos que ficam por ela apaixonados. Alguns extractos do romance, com belíssimas descrições de Veneza,aparecem regularmente nos guias de viagem e antologias modernas. Ao contrário das outras novelas de Rolfe, esta tem um final feliz, com um contrato muito favorável para a publicação do livro e uma declaração de amor.ver Andrew Eburne ", Frederick Rolfe: The Desire and Pursuit of the Whole 1908-1912', DPhil thesis, University of Oxford, 1994.

Em 1912, um ano antes da sua morte, Rolfe começou a escrever outro romance autobiográfico, The Freeing of the Soul, ou The Seven Degrees (escrito entre 1912 e 1913, e publicado em 1995), do qual apenas algumas páginas sobreviveram.<ref>O fragmento de cinco páginas é de M. S. Walpole C.11 e as notas de Rolfe para o romance de M. S. Walpole C.13, Bodleian Library, Oxford University. O texto completo do fragmento, editado por Andrew Eburne, pode ser encontrada em '' English Literature in Transition 1880-1920, Volume 38 Number 4, 1995, pp.492-495.</ref> O romance, que se passa no século V, deveria ter como protagonista um bispo bizantino de meia-idade chamado Septímius, preocupado com a possibilidade de outro ataque dos bárbaros que andavam a aterrorizar o seu rebanho veneziano. O romance seria uma exploração de novas possibilidades para Rolfe, uma vez que os seus quatro romances autobiográficos anteriores se passavam no seu próprio tempo.

Outras obras

Rolfe escreveu quatro outros romances: Don Tarquinio (1905), Don Renato (1909), The Weird of the Wanderer (1912), e Hubert's Arthur (publicado postumamente em 1935). Tanto The Weird como Hubert's Arthur foram colaborações com Harry Pirie-Gordon. Estas obras diferem dos romances autobiográficos em dois aspectos: passam-se em séculos anteriores, e o protagonista principal de cada um não é o alter ego de Rolfe, embora haja um forte grau de identificação. (Em The Weird of the Wanderer o herói, Nicholas Crabbe, torna-se um viajante do tempo e descobre que é Ulisses.)

Rolfe também escreveu contos, publicados em jornais contemporâneos e coletados após a sua morte, em Three Tales of Venice (1950), Amico di Sandro (1951), The Cardinal Prefect of Propaganda (1957) e The Armed Hands (1974). Também publicou uma obra histórica divertida, mas pouco fiável, Chronicles of the House of Borgia (1901), uma tradução de The Rubáiyát of ‘Umar Khaiyám (1903) e The Songs of Meleager (publicado postumamente em 1937), e um pouco de poesia, mais tarde reunida num só volume, Collected Poems (1974).

Cartas