Operação Pilar Defensivo, também conhecida como Operação Coluna de NuvemTradução a partir da denominação oficial em inglês, embora a tradução, a partir do hebraico, seja efetivamente "coluna de nuvem". O Jerusalem Post explica a origem bíblica da expressão "coluna de nuvem". Trata-se de uma referência bíblica à divina nuvem que protegeu o povo judeu durante a travessia do deserto do Sinai, quando deixou o Egito. (Êxodo 13, 21-22) e a decisão das Forças de Defesa de Israel de adotar uma denominação diferente, em inglês. Ver . (, transl. ʿAmúd ʿAnán; literalmente, "Coluna de Nuvem") foi uma operação de ataque à Faixa de Gaza, realizada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) entre 14 e 21 de novembro de 2012.
O conflito O início dos combates foi marcado pelo assassinato seletivo de Ahmed Jabari, chefe do braço militar do Hamas em Gaza.
Para Israel, o casus belli é constituído pelo lançamento de mais de 700 foguetes de médio e longo alcance contra o território israelense, desde o início do ano, e mais de 120 em dois dias consecutivos, pelo Hamas, pela Jihad islâmica e pelos Comitês de Resistência Popular da Faixa de Gaza. de 15 de novembro de 2012 Essas hostilidades se inscrevem no contexto dos confrontos entre Israel e a Faixa de Gaza, desde o início de 2012. De acordo com o governo israelense, três eventos justificaram a operação: o lançamento de pelo menos 100 foguetes contra o sul de Israel em um período de 24 horas; um ataque, por parte de milicianos vindos de Gaza, contra um veículo militar israelense dentro das fronteiras do país; a explosão de um túnel perto de onde soldados israelenses estavam, dentro das fronteiras do Estado judaico.
Os objetivos declarados da operação foram: interromper os contínuos e indiscriminados ataques de foguetes disparados a partir da Faixa de Gaza contra o sul de Israel, que resultaram na morte de três civis israelenses e vários feridos, além da destruição de patrimônio; minar a capacidade das organizações militantes palestinas.
Já os representantes do Hamas (partido político que governa a Faixa de Gaza) negam que tenham sido a parte agressora e culparam Israel pela violência, afirmando que as ações das forças israelenses haviam causado várias mortes de civis em Gaza nos primeiros dias da operação. Lembraram também que, em 5 de novembro, um rapaz palestino que sofria de problemas mentais foi assassinado enquanto rastejava em direção à cerca que separa Israel e a Faixa de Gaza. AP/New York Times, 5 de novembro de 2012. Também afirmaram seu direito de defender seus cidadãos contra o bloqueio da Faixa de Gaza por Israel e contra a ocupação israelense da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental. O responsável pela circulação na fronteira do governo da Faixa de Gaza, Ghazi Hamad, insistiu que a agressão não partiu dos palestinos. "Nós continuamos dizendo que somos as vítimas da ocupação e nós é que somos o alvo." Disse também que o Hamas tem o direito de defender seu povo e, portanto, responderia aos ataques de Israel: "Se Gaza não estiver segura, as suas cidades [de Israel] tampouco estarão seguras".
As forças israelenses informaram ter atingido mais de 1,5 mil alvos militares na Faixa de Gaza, incluindo plataformas de lançamento de foguetes, túneis usados para contrabando, centros de comando, locais de fabricação e estocagem de armamentos.
Segundo os palestinos, foram atingidas residências de civis. Funcionários dos serviços de saúde de Gaza informaram que, até 23 de novembro, 167 palestinos tinham sido mortos no conflito. por Jodi Rudoren e Isabel Kershner. New York Times, 23 de novembro de 2012.
Oito palestinos haviam sido sumariamente executados pelo braço militar do Hamas, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam por suposta colaboração com Israel. New York Times, 16 de novembro de 2012. Times of Israel, 20 de novembro de 2012.
As Brigadas Izz ad-Din al-Qassam emitiram um comunicado, declarando que "a ocupação [israelense] abriu as portas do inferno". "Israel declarou guerra a Gaza e terá que assumir a responsabilidade pelas consequências", declarou a Jihad Islâmica Palestina. National Post/ Reuters e Associated Press, 14 de novembro de 2012.
Cerca de sete dias após o começo das hostilidades, ambos os lados chegaram a um cessar-fogo, em 21 de novembro. Página acessada em 22 de novembro de 2012.
As Forças de Defesa de Israel lançaram mais de 1,5 mil ataques pelo ar, terra e mar contra alvos da Faixa de Gaza durante a operação, mirando plataformas de lançamento de mísseis palestinos, depósitos de munição e armas, militantes, campos, prédios do governo e casas de guerrilheiros. Página acessada em 22 de novembro de 2012. Jerusalem Post, 16 de novembro de 2012 De acordo com grupos que atuam na região, mais de 160 palestinos e 6 israelenses morreram durante os 7 dias do conflito.
Durante a operação, a Jihad Islâmica da Palestina e as chamadas brigadas Izz ad-Din al-Qassam intensificaram seus ataques contra o território de Israel. Os grupos militantes teriam disparado, pelo menos, 1456 foguetes na direção do país vizinho nas regiões de Rishon LeZion, Bersebá, Asdode, Ascalão e outros centros populacionais; a capital política e financeira de Israel, Telavive, também foi atingida, pela primeira vez desde a Guerra do Golfo em 1991, e disparos de mísseis e morteiros também atingiram a cidade de Jerusalém. Segundo informações das Forças de Defesa de Israel, pelo menos 409 foguetes palestinos foram interceptados no ar e outros 142 não chegaram no alvo, caindo antes ainda em Gaza. Uma bomba também explodiu em um ônibus de Telavive, ferindo mais de 20 civis. O Hamas não assumiu a autoria do ataque mas elogiou o atentado.
Os Estados Unidos, o Reino Unido, a União Europeia e outras potências ocidentais apoiaram o "direito de Israel a autodefesa", condenando o lançamento de foguetes palestinos contra o país vizinho. Irã, Egito, Turquia e alguns países árabes condenaram as operações militares de Israel, as chamando de "bárbaras" e "criminosas". O Brasil, falando em nome do Mercosul, condenou a violência perpetrada por ambos os lados. Ao mesmo tempo que o governo brasileiro condenou os lançamentos de foguetes palestinos contra Israel, eles também chamaram a resposta destes aos ataques de "desproporcional".
Em 21 de novembro de 2012, um cessar-fogo, mediado pelo Egito, foi oficialmente declarado pelo Hamas e por Israel. Ambos os lados declararam-se vitoriosos nos combates.
De acordo com estimativas do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), em 26 de novembro, 224 israelenses e palestinos haviam sido feridos durante a operação.
Segundo o pacifista israelense Uri Avnery, foi o tão criticado Relatório Goldstone, sobre a matança operada durante a guerra de Gaza de 2008-2009, que impediu Israel de invadir a Faixa de Gaza por terra, desta vez. Durante entrevista a Robert Fisk, Avnery declarou: "Goldstone pode orgulhar-se do que fez – ele realmente salvou muitas vidas". Por Robert Fisk. The Independent, 23 de novembro de 2012. Para a tradução da matéria em português, ver Fúria e humor de um pacifista israelense. Outras Palavras, 28 de novembro de 2012.
Galeria
Ver também Operação Chumbo Fundido Operação Margem Protetora
Ligações externas Vídeo: Canal Livre aborda conflito na faixa de Gaza. O professor Salem Nasser, coordenador do Centro de Direito Global da Fundação Getúlio Vargas e o presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Mario Fleck, discutem o conflito israelo-palestino no programa Canal Livre (Rede Bandeirantes), 26 de novembro de 2012.
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