Nireu Oliveira Cavalcanti (Santana do Ipanema, 12 de maio de 1944), mais conhecido como Nireu Cavalcanti, é arquiteto atuante em projetos de edificações, escritor, professor de pós-graduação, artista plástico citado nos dicionários de Roberto Cavalcanti e Walmir Ayala e uma das maiores autoridades na história do Rio de Janeiro.Uma história de paixão pela cidade, O Globo, 15/07/2012. Chegou na cidade do Rio de Janeiro em 1962, concluiu o científico no colégio Juruena e ingressou na Universidade do Brasil (atual UFRJ) no curso de Arquitetura, no ano de 1965.
Autor de um clássico da historiografia carioca, O Rio de Janeiro setecentista: A vida e a construção da cidade da invasão francesa até a chegada da corte, "um livro sobre a história urbana da mais importante cidade da colônia portuguesa da América no século XVIII", que teve como ponto de partida a tese de doutoramento do autor apresentada no IFCS da UFRJ em outubro de 1997.Nireu Cavalcanti, O Rio de Janeiro setecentista, Apresentação. "O Rio do século XVIII ressurge esplendoroso na tese de Cavalcanti. Trata-se do estudo mais completo já feito sobre a capital no século XVIII." Em seu livro Santa Cruz: Uma paixão, da coleção Cantos do Rio editada pela Prefeitura do Rio e Relume Dumará, "Nireu Cavalcanti se baseia em cuidadosa pesquisa documental para fazer uma síntese dos fatos marcantes da história santacruzense e dos seus principais monumentos históricos".Nireu Cavalcanti, Santa Cruz, quarta capa. Foi cronista do Jornal do Brasil entre 1999 e 2000.
Livros
Volume 1 da Série Promovendo O Debate.
Série Cantos do Rio.
Edição revisada e ampliada de Rio de Janeiro centro histórico 1808-1998: Marcos da colonia.
Participação em coletâneas:
Rio, da Glória à Piedade (Editora Rosmaninho, 2023, livro de crônicas, poemas e memórias de homenagem ao Rio de Janeiro)
Capítulos de livros
“Rio capital da colônia”. In: Rio de Janeiro: cinco séculos de história e transformações urbanas. Augusto Ivan (Coord.). Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2010.
“Niterói e seus ícones: Arariboia e Vital Brazil”. In: Arquitetura do Instituto Vital Brazil: um patrimônio modernista de saúde: 90 anos de história. Fábio Bitencourt (Org.). Rio de Janeiro: Rio Book, 2009.
“A cidade do Rio de Janeiro no período joanino”. In: D. João e a cidade do Rio de Janeiro: 1808-2008. Rogéria Moreira de Ipanema (Org.). Rio de Janeiro: Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, 2008.
“Campo, rocio, largo, praça, passeio: espaços públicos na cidade do Rio de Janeiro colonial”. In: Praças Reais: Presente e Futuro. Miguel Figueira de Faria (Coord.). Lisboa: Livros Horizonte, 2008.
“Ecos do terremoto na cidade do Rio de Janeiro”. In: O terramoto de 1755: impactos históricos. Ana Cristina Araújo e outros (Org.). Lisboa: Livros Horizontes: 2007.
“O comércio de escravos novos no Rio setecentista”. In: Tráfico, cativeiro e liberdade: Rio de Janeiro, séculos XVII-XIX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
“Memórias de alegria: o Rio de Janeiro na folia dos ranchos (1893-1911)”. In: Vozes do porto: memória e história oral. Rio de Janeiro: DP&A/UNI-RIO, 2005.
Artigos
A reordenação urbanística da nova sede da Corte, Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, jul./set. de 2007. Neste artigo o autor, com base em sua pesquisa de documentos primários, contesta o "equívoco histórico" de que 15 mil pessoas teriam acompanhado a corte portuguesa na vinda ao Brasil em 1808. Além disso, considera implausível o embarque de 8% da população lisboeta em total segredo em apenas 40 horas e seu desembarque e acomodação no Rio sem provocar uma crise de sem-tetos.
A cidade aos pedaços, Revista de História da Biblioteca Nacional, 2008.
Arquitetura no Brasil, Rede da Memória Virtual Brasileira, Biblioteca Nacional 2008.
Um palácio para a Corte luso-brasileira no Rio de Janeiro, Revista ADVIR, ASDUERJ, agosto de 2003.
Prêmio e títulos honoríficos 45ª Premiação Anual do Instituto de Arquitetos do Brasil (2007), Departamento do RJ, Categoria Pesquisa, Ensaio e Crítica: MENÇÃO HONROSA com o livro Arquitetos e engenheiros: Sonho de entidade desde 1798. Rio de Janeiro: Crea-RJ, 2007 42ª Premiação Anual do Instituto de Arquitetos do Brasil (2004) – Departamento do RJ, Categoria Trabalhos Escritos e Publicados: PRIMEIRO LUGAR com o livro O Rio de Janeiro setecentista: A vida e a construção da cidade da invasão francesa até a chegada da Corte. Rio de Janeiro: ZAHAR, 2003 Moção de Congratulações pela ALERJ – (2003): “pela qualidade intelectual, gráfica e artística da obra” O Rio de Janeiro setecentista: a vida e a construção da cidade da invasão francesa até a chegada da Corte. Rio de Janeiro: ZAHAR, 2003. DEPUTADO ANDRÉ DO PV. Personalidades que se destacaram no Rio de Janeiro, em 2003 – Revista VEJA RIO. Serviço relevante prestado à Nação – CREA-RJ (1998).
Categoria:Historiadores de Alagoas Categoria:Naturais de Santana do Ipanema Categoria:Arquitetos de Alagoas Categoria:Alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro