miniaturadaimagem|Lettering de Massive Open Online Course Curso Online Aberto e Massivo, do inglês Massive Open Online Course (MOOC), é um tipo de curso aberto oferecido por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, ferramentas da Web 2.0 ou redes sociais que visam oferecer para um grande número de alunos a oportunidade de ampliar seus conhecimentos num processo de co-produção.Kaplan Andreas M., Haenlein Michael (2016) Higher education and the digital revolution: About MOOCs, SPOCs, social media, and the Cookie Monster, Business Horizons, Volume 59. MOOC é um desenvolvimento recente na área de educação a distância, e uma progressão dos ideais de educação aberta sugerido pelos REA - recursos educacionais abertos. Embora o projeto e participação em um MOOC possa ser semelhante ao de um curso em uma faculdade ou universidade, os MOOC normalmente são gratuitos e não exigem pré-requisitos mas também não oferecem certificados de participação. São ofertados para um grande número de alunos e possuem grande quantidade de material. Os MOOCs são definidos pelo grande volume e heterogeneidade de estudantes participantes. Talvez, no futuro, possa haver validação por uma Universidade através de uma avaliação presencial.

O MOOC tem como raízes o movimento dos recursos educacionais abertos e do conectivismo. Mais recentemente, uma série de projetos de MOOC têm surgido de forma independente, como Coursera, Udacity, OpenClass e edX.Smith, Lindsey "5 education providers offering MOOCs now or in the future". July 31 2012. O investimento financeiro, de forma significativa em 2012, que as instituições aplicaram nesses projetos ajudou a ganhar a atenção do grande público para o MOOC chegando a ser tema do New York Times em novembro de 2012Laura Pappano. The Year of the MOOC - The New York Times. November 2, 2012 destinando toda a sua coluna de Educação à temática MOOC. Cogita-se que esses projetos MOOC objetivam fazer experimentos para transformar os atuais cursos do tipo e-learning mais escaláveis, sustentáveis e rentáveis.

Características básicas Enquanto não há uma definição em comum acerca do que seja um MOOC, duas características básicas merecem ser destacadas: Acesso aberto: Para participar de um MOOC não precisa ser um aluno efetivamente matriculado em uma escola clássica, e não é obrigado a pagar nenhuma taxa. Embora possa haver custos de manutenção, mas em princípio são totalmente gratuitos e abertos para qualquer tipo de público; Escalabilidade: Muitos cursos tradicionais dependem de um certo número de participantes e alguns professores para serem iniciados. No entanto, pela proposta do MOOC em ser massivo sugere que o curso é projetado para suportar um número indefinido de participantes.

Outras características associadas com esses projetos de MOOC's iniciais, são o licenciamento aberto de conteúdo (Creative Commons), estrutura aberta e metas de aprendizagem, comunidade de prática, etc. Embora possam não estar presente em todos os projetos MOOC's.Wiley, David. "The MOOC Misnomer". July, 2012

Diferentemente dos cursos tradicionais, que pressupõem a capacidade de acompanhamento dos alunos matriculados por um professor ou tutor, os MOOCs são idealizados para serem acessados por milhares de pessoas. As ferramentas são projetadas de modo que o conhecimento do aluno seja testado a cada módulo aprendido, fazendo uso de questionários, games, avaliações colaborativas e formação de mentores de percursos entre os egressos dos cursos, entre outras estratégias.

Destaca-se também, conforme o Prof. Figueiredo,Figueiredo, A. Dias. "António Dias de Figueiredo ver artigo: MOOCs – Virtudes e Limitações". out, 2012 que haveria os cMOOC's, com fortes influências conectivistas, e os xMOOC's mais tradicionais e estruturados como os do MIT. Quanto aos cMOOC's, onde os investimentos estão sendo maiores, Figueiredo destaca: Exploratórios: o desenvolvimento dos cMOOC's segue um percurso exploratório, de ciclos de tentativa-erro-reflexão; Disruptivos: os cMOOC's possuem uma poderosa semente para romper com a clássica forma de ensinar e aprender; Desconstrutivos: na reforma de uma velha casa é mais fácil, e produtivo, destruí-la e criar um novo projeto, estrutura e design; Incubadoras: os cMOOC's são verdadeiros ninhos para explorarmos novas práticas na educação e agregar o potencial da inteligência coletiva da Web 2.0. Contextuais: como o conhecimento vai sendo co-produzido por todos o mais importante fica sendo o contexto, e não o conteúdo. Conhecimento gerando mais conhecimento.

História Origem Os criadores do conectivismo como sendo uma nova teoria de aprendizagem, George Siemens e Stephen Downes, em 2008 para ampliar a discussão sobre a sua polêmica teoria ofereceram um curso sobre “Connectivism and Connective Knowledge” (Conectivismo e Conhecimento Conectivo) para 25 alunos pagantes da Universidade de Manitoba (Canadá) e para outros 2300 estudantes que puderam participar do curso gratuitamente pela internet ao longo de 12 semanas.

Essa iniciativa foi chamada de MOOC – Massive Open Online Course - por Dave Cormier, Gerente de Comunicação na Web e Inovações na Universidade de Prince Edward Island, e pesquisador Senior do Instituto Nacional de Tecnologia na Educação Liberal."WIKI dedicado para a discussão sobre MOOC"

Precursores Antes do advento da era da informação, a educação a distância surgiu através dos cursos por correspondência, via TV e formas primitivas de e-learning. Por volta do ano de 1890 cursos por correspondência especializados em assuntos como testes para concursos públicos eram promovidos e vendidos porta a porta nos Estados Unidos.J.J. Clark, "The Correspondence School--Its Relation to Technical Education and Some of Its Results," Science (1906) 24#611 pp. 327–334 in JSTOR Em 1920, nos Estados Unidos, mais de 4 milhões de americanos — significativamente mais do que a população do ensino superior na época — estiveram matriculados em algum tipo de cursos técnicos a distância, com uma taxa de sucesso inferior a 3%.Joseph F. Kett, Pursuit of Knowledge Under Difficulties: From Self-Improvement to Adult Education in America (1996) pp 236-8

Em 1920, quando o Rádio era considerado a mais avançada tecnologia de comunicação em massa, as Universidades dos Estados Unidos rapidamente definiram concessões relativas às frequências de rádio. Em 1922, a Universidade de Nova York, pôs em operação sua própria estação de Rádio, com planos de difundir através dela os mais diversos conteúdos. Outras universidades acompanharam tal movimento, incluindo Columbia, Harvard, Kansas State, Ohio State, NYU, Purdue, Tufts, e as Universidades de Akron, Arkansas, California, Florida, Hawaii, Iowa, Minnesota, Nebraska, Ohio, Wisconsin, and Utah. Pesquisadores como Antonio Bartolomé e Karl Steffens chegam a defender que estes cursos americanos transmitidos através do rádio foram os primeiros MOOC's da história, retirando o pioneirismo do curso “Connectivism and Connective Knowledge” (Conectivismo e Conhecimento Conectivo) citado anteriormente.

Ainda em 1920, o jornalista americano Bruce Bliven ponderou em rede nacional: "Estaria o rádio se tornando a espinha dorsal da educação a distância? A sala de aula será abolida e as crianças do futuro serão alimentadas com fatos enquanto permanecem sentadas em casa ou, até mesmo, enquanto andam pelas ruas com seus receptores de rádio nos bolsos?".Susan Matt and Luke Fernandez, "Before MOOCs, 'Colleges of the Air,'" Chronicle of Higher Education April 23, 2013 Nesta época, os números de estudantes que liam livros de texto e participavam de aulas a distância, porém a taxa de rejeição de tais cursos eram relativamente altos. Além disso, a tutoria através deste meio era difícil devido a distância. Em 1940, 20 anos depois, os cursos via rádio praticamente sumiram.Matt and Fernandez, "Before MOOCs" A instituição australiana conhecida como Escola dos Ares utilizou a tecnologia de rádios bidirecionais para ensinar crianças em locais remotos em 1951.

Filmes falados foram a tecnologia do momento entre as décadas de 1930 e 1940. Filmes foram utilizados para treinar milhões de recrutas americanos sobre o uso e operação de diversos equipamentos durante a segunda guerra mundial. Diversas universidades televisaram aulas no fim da década de 1940 na Universidade de Louisville. Na década de 1980, diversas universidades foram conectadas a outros campi através de vídeos de circuito fechado para o ensino de cursos avançados a pequenos grupos de alunos. Em 1994, muitas universidades já ofereciam programas de graduação a distância com mais de 150 cursos superiores.James P. Duffy, How to Earn a College Degree Without Going to College (2nd ed. 1994) p.5

MOOCs e sua evolução Atualmente, universidades de renome em todo o mundo adotaram o chamado “Massive Open Online Courses”, isto é, cursos online abertos para todos. Sites como Coursera, Khan Academy, Udacity e edX, reúnem em um mesmo ambiente virtual cursos com aulas gravadas das melhores universidades do mundo, tais como Cambridge, Harvard, MIT e, com professores de excelência. Segundo Allen et al (2014), o conceito de MOOC perpassa pela ideia de “a course of study made available over the Internet without charge to a very large number of people”.

Estas universidades revolucionaram a educação superior ao incentivar cada vez mais que seus alunos busquem conhecimentos em outros lugares e, que estudantes de qualquer lugar do mundo tenham acesso ao seu método de ensino e interpretação. Assim, as possiblidades geradas pela internet e o crescimento da qualidade do ensino à distância vai transformando os desafios em novas oportunidades.

Verifica-se também o crescimento da qualidade das aulas apresentadas pelos professores, que ao interagirem com o estudantes de diversos países aprimoram seus conhecimentos humanos e, aprendem com a cultura e realidade de outras regiões. Mas, principalmente o incentivo para que outras instituições mergulhem nessa ramificação da internacionalização de universidades.

Em 2007 foi ofertado o primeiro curso on-line com as características do MOOC pela Utah State University, embora cursos online já existissem. O chamado MOOC foi de fato utilizado um ano depois e foi capaz de reunir 2300 estudantes de diversos países. Nesse momento, o objetivo era utilizar as tecnologias emergentes para propiciar a “aprendizagem social distribuída em rede”.

Em 2011, professores da Universidade de Stanford também começaram a coordenar cursos na modalidade online para grandes massas, conquistando estudantes de todo o globo e, novamente “reforçando o conceito de cursos abertos e em grande escala em termos de alunos” . Deve-se notar, todavia, que os MOOCs possuem duas vertentes distintas: os cMOOCs e os xMOOCs. O primeiro é baseado no Conectivismo que se “desenvolvem de modo mais informal na rede e são relativamente livre das „amarras‟ de uma instituição tradicional de ensino”

Deve-se notar, todavia, que os MOOCs possuem duas vertentes distintas: os cMOOCs e os xMOOCs. O primeiro é baseado no Conectivismo que se “desenvolvem de modo mais informal na rede e são relativamente livre das „amarras‟ de uma instituição tradicional de ensino” Assim nos cMOOS os estudantes são encorajados a buscar mais conhecimento na rede, evoluindo assim os debates nos cursos. Além de aumentar a interatividade entre os participantes nas diversas plataformas tecnológicas existentes (blogs, wikis, websites, redes sociais, etc.). Já os modelos xMOOCs são mais recentes e “correspondem a uma extensão dos modelos pedagógicos utilizados pelas instituições de ensino tradicionais, privilegiando, porém, as práticas instrucionais de ensino, ou seja, fazendo uso do design instrucional” . Isto é, os formatos são pré-definidos pelos professores da universidade, onde a figura do professor é central e a interatividades entre os estudantes não é prioridade.

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