Constantino Focas (; m. /954) foi um general e aristocrata bizantino, filho mais novo de e irmão do general e, posteriormente, imperador Nicéforo Focas e de .
Biografia
Quando seu pai foi nomeado doméstico das escolas (comandante-em-chefe do exército bizantino) em 945, Constantino foi nomeado estratego do Tema de Selêucia, na fronteira sudeste do Império Bizantino com o Califado Abássida. Participou nas campanhas do pai contra os muçulmanos, vindo a ser derrotado em 952 por Abu Firas Alhamedani quando da tentativa de obstrução do projeto de refortificação empreendido pelo emir hamedânida de Alepo Ceife Adaulá das cidades de Ra'ban e Marache na zona fronteiriça. Em 953, foi capturado por Ceife Adaulá na Batalha de Maraxe. Como prisioneiro, presenciou a subsequente entrada triunfal de Adaulá em Alepo, mas logo em seguida caiu enfermo e morreu (provavelmente no início de 954).
Algumas fontes bizantinas, porém, alegam que teria sido envenenado pelo emir após recusar-se a converter-se ao islamismo, enquanto que as fontes árabes alegam que teria sido envenenado por agentes bizantinos após Ceife Adaulá ter recusado um enorme resgate oferecido por Bardas Focas. Seja como for, a culpa pela morte de Constantino parece ter sido atribuída a Adaulá pelos bizantinos e muitos prisioneiros, incluindo alguns parentes do emir da dinastia hamedânida, foram executados como retaliação. Algumas fontes, bizantinas e árabes, relatam que a morte dos prisioneiros árabes foi resultado do fracasso de uma embaixada enviada pelos bizantinos em junho de 954, liderada por Paulo Monômaco, com o objetivo de negociar a paz, mas os estudiosos modernos rejeitam essa explicação.
Bibliografia
Categoria:Estrategos bizantinos Categoria:Família Focas Categoria:Bizantinos envolvidos nas guerras bizantino-árabes Categoria:Bizantinos prisioneiros de guerra