BR-101 é uma rodovia longitudinal brasileira que tem início no município de Touros, no estado do Rio Grande do Norte, e termina em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Ao lado da BR-116, é um dos principais eixos rodoviários do país com de extensão.
Construída pelo Exército entre os anos de 1950 e 1960, passa por doze estados através do litoral brasileiro, ligando cidades importantes como Florianópolis, Vitória, Maceió, João Pessoa, Recife e Natal. A via é duplicada em algumas áreas metropolitanas, além de ter sido totalmente duplicada entre Osório e Curitiba e em todo o território do estado de Pernambuco. Em 2001, toda a sua extensão foi batizada de Rodovia Governador Mário Covas. Dentre as denominações regionais que a rodovia recebe estão Rodovia Rio–Santos, Rodovia Rio–Vitória e Rodovia do Contorno.
A BR-101 seria, em tese, a maior rodovia brasileira, mas alguns trechos são interpostos com outras rodovias federais. Ela segue no sentido norte-sul por praticamente todo o litoral leste brasileiro, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Inicialmente, possuía um trecho não construído entre Peruíbe (SP) e Garuva (SC); neste trecho, a BR-101 é sobreposta às rodovias BR-116 e BR-376, o qual é computado no comprimento total da BR-101 pelo Ministério dos Transportes.
Trechos Rodovia Rio–Santos thumb|esquerda|Trecho da rodovia entre Juqueí e Praia Preta, em São Sebastião, São Paulo. O trecho da BR-101 que recebe o nome de "Rodovia Rio–Santos" interliga os municípios do Rio de Janeiro a Santos (Área Continental) no litoral paulista. Atualmente, a CCR administra o trecho entre Santa Cruz, no Rio de Janeiro e Praia Grande, em Ubatuba.
Em 2009, foi aberta ao público a duplicação de 26 quilômetros entre Santa Cruz e Itacuruçá, trecho localizado no estado do Rio de Janeiro, próximo à capital do estado. A estrada oferece boas condições para acostamento e oferece passarelas no trecho sentido Rio de Janeiro até o município de Mangaratiba, na altura do bairro de Itacuruçá. A maior parte do trecho paulista (SP-55) com 172 km entre Ubatuba e Bertioga poderá ser duplicada até 2017. A rodovia está entre as que fazem parte do plano de concessões do governo.
Rodovia Rio–Vitória
O trecho da BR-101 denominado "Rodovia Rio–Vitória" faz a ligação entre a cidade do Rio de Janeiro e Vitória. O primeiro trecho, o da Ponte Rio-Niterói, está sob a concessão da Ecoponte. A Arteris Fluminense é a concessionária que administra o trecho que liga Niterói, no Grande Rio, a Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, passando por São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Macaé, Carapebus, Quissamã e Conceição de Macabu, e terminando na divisa do estado do Espírito Santo. Já o trecho entre Mimoso do Sul, no extremo sul do Espírito Santo, e Vitória está sob concessão da Eco101, que ainda administra o trecho entre Vitória e Mucuri, no sul da Bahia.
Em 1984, foi aberta uma retificação de 25 quilômetros entre Niterói e Manilha, margeando parte do litoral da Baía de Guanabara e atravessando áreas pantanosas em São Gonçalo, no intuito de desafogar o trânsito saturado da RJ-104, que além de realizar o mesmo trajeto, passa por localidades comerciais e de intensa movimentação de veículos. Cinco anos mais tarde, inaugurou-se uma variante conhecida como Manilha-Duques, que desviava o traçado da rodovia para a zona rural de Itaboraí, a fim de evitar congestionamentos em sua região central, findando em um trevo no bairro de Duques, de onde prossegue-se pela pista original, sentido Campos dos Goytacazes e Vitória.
Após ser leiloado no dia 18 de março de 2008, quando o grupo empresarial espanhol OHL saiu vencedor, oferecendo o valor de R$ 4,93 para a tarifa de pedágio. Como consequência, melhorias em algumas partes da rodovia. que vai de Niterói até a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo. Tendo cinco praças de pedágio, sendo que a de São Gonçalo, e como contrapartida do pedágio da Ponte Rio-Niterói. Há uma proposta de que a rodovia passe a ter trecho do Arco Metropolitano, como forma de conectá-lo até Maricá.
O trecho da rodovia no estado do Espírito Santo, incluindo o trajeto de Vitória à Bahia foi leiloado, em 18 de janeiro de 2012, para o consórcio Rodovia da Vitória, formado por EcoRodovias e SBS Engenharia. A previsão era de que a metade da BR-101 no Espírito Santo estivesse duplicada até 2019 e a outra metade até 2023, o que não ocorreu. A Eco101 desistiu da concessão em 2022, mas um aditivo contribuiu para que a empresa continuasse administrando a via.
Rodovia do Contorno de Vitória thumb|esquerda|A BR-101 na Região Metropolitana de Vitória.
O trecho denominado "Rodovia do Contorno" (também conhecido como Contorno de Vitória) fica entre Carapina, na Serra, e o entroncamento com a Rodovia BR-262, em Cariacica. Foi criada com o intuito de desviar o fluxo de carros do centro da Grande Vitória.
Duplicações Nordeste thumb|Trecho da BR-101 na divisa entre os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Encontra-se em duplicação, desde 2005, o trecho da BR-101 no Nordeste, entre Natal e Salvador. Ainda não concluído, com previsão de término em 2021. Cerca de 70 km que cortam a Região Metropolitana do Recife já eram duplicados antes de 2005. No trecho de 688 km ligando os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas (trecho entre Natal-RN, João Pessoa-PB, Recife-PE, Maceió-AL e a fronteira AL-SE), a rodovia já está quase toda duplicada. Em fevereiro de 2019, havia um trecho em Alagoas, de 59 km, entre São Miguel a Rio Largo, cuja inauguração estava prevista para o segundo semestre de 2020. Um trecho de 10km na reserva indígena em Joaquim Gomes-AL tem pendências de liberação para obras. Em Sergipe, encontra-se com obras em ritmo lento, sem previsão de término. No estado de Sergipe, o trecho entre Aracaju e Estância, de 67 km, está com a duplicação concluída e o que liga Maruim até Propriá, encontra-se quase parada, sendo realizado obras apenas pelo Exercito Brasileiro. No final de 2018 foram entregues 18 km duplicados neste trecho.
Sudeste thumb|A Ponte Rio-Niterói, trecho da BR-101 sobre a Baía de Guanabara entre as cidades do Rio de Janeiro e de Niterói (RJ).
No estado do Rio de Janeiro rodovia continua com pista dupla até o município de Casimiro de Abreu com 130 km desde o fim da Ponte Rio-Niterói. Um trecho de 46 km entre Casimiro de Abreu e Macaé está com seu processo de duplicação sendo dificultado por entraves na obtenção de licenciamento ambiental. Entre a capital do Rio de Janeiro e a cidade de Campos, o trecho entre Niterói e Rio Bonito já era duplicado desde os anos 1980. O trecho de 176,6 km entre Rio Bonito e Campos foi concessionado à empresa Arteris em 2008, por 30 anos. As obras de duplicação começaram em 2011, e em 2023, já havia duplicado 128,3 km.
No estado de São Paulo, o trecho de 49,1 km entre Ubatuba e a divisa com o estado do Rio de Janeiro ela é denominada de Rodovia Governador Mário Covas sob a Sigla BR-101. Em 17 de abril de 2013 a Justiça liberou o início de obras na BR-101 no estado do Espírito Santo, para ser explorado e duplicado pela EcoRodovias (Eco101) onde até meados de 2018 foram duplicados apenas 1,8km dos 475,9km do trecho sob responsabilidade da concessionária no ES, equivalente a 0,39% do total a ser duplicado ao logo da concessão. A concessionária alega atraso na liberação das licenças ambientais e problemas com as desapropriações.
Sul thumb|Trecho da BR-101 em Santa Catarina.
O trecho entre Curitiba e Florianópolis, de 312 km, foi totalmente duplicado no governo FHC (Fernando Henrique Cardoso). Entre 2005, no primeiro governo Lula e 2016 no governo Dilma Roussef, foi iniciada a duplicação e a conclusão do trecho que liga Palhoça - SC a Osório - RS, de 350 km. Essa duplicação reduziu a área da Terra Indígena do Morro dos Cavalos (Palhoça/SC), fazendo com que a FUNAI junto do DNIT indenizassem a comunidade com poucos hectares de terra na cidade de Major Gercino/SC, onde hoje existe a aldeia guarani Tekoa Vy'A. Os 88,5 quilômetros do trecho gaúcho foram entregues em fevereiro de 2011; no sul do estado de Santa Catarina, a demora foi maior: em 2018 ainda faltavam duplicar 14,5 km (10 km em Laguna e 2 km em Tubarão).
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