"DNA" é uma canção do girl group britânico Little Mix, gravada para o álbum de estreia delas de mesmo nome. Foi composta pela banda juntamente com Thomas Barnes, Peter Kelleher, Ben Kohn, Iain James e Gavin Jones, sendo que a produção ficou a cargo dos três primeiros sob o nome TMS. A sua gravação decorreu em 2012 no estúdio The Music Shed em Londres, na Inglaterra. O tema foi enviado para as rádios do território britânico através da Syco Music em 1º de outubro de 2012, servindo como segundo single do projeto. A 9 de novembro do mesmo ano, foi comercializada para venda digital na loja virtual do iTunes e na Amazon na Irlanda e no Reino Unido apenas em formato simples e de extended play (EP).

A nível sonoro, a obra é derivada dos estilos da música eletrônica e do pop, e incorpora elementos do R&B e do techno pop. A sua melodia é composta através de vocais, acordes de guitarra, bateria e sintetizadores. Liricamente, a obra possui várias referências ao vocabulário científico e é baseada em temas como amor e obsessão. "DNA" recebeu opiniões positivas da crítica, que apreciou os vocais poderosos e o som "obscuro" do tema. O número recebeu diversas comparações à "E.T." por Katy Perry, que foi uma das influências durante a realização da música. Em termos de desempenho comercial, a composição foi considerada um sucesso, estreando na posição três da UK Singles Chart, vendendo mais de 70 mil cópias, se tornando o terceiro single consecutivo a conseguir os três melhores picos na tabela. Também alcançou as dez mais na Irlanda, na Hungria e Escócia, e foi certificada como ouro na Austrália, onde conseguiu a posição oito.

Seu vídeo musical acompanhante, dirigido por Sarah Chatfield, foi lançado em 19 de outubro de 2012 através do serviço Vevo. Filmado em um estilo de filme de história em quadrinhos, apresenta a Little Mix como assassinas que perseguem e sequestram um homem pelo qual estão obcecadas. A mídia notou similaridades com a série cômica Sin City e sua personagem Catwoman, revisando positivamente o projeto. O conjunto apresentou "DNA" no Loose Women e na nona série do The X Factor, ambos programas televisivos. Também a incluíram no repertório da turnê DNA, interpretando-a como uma continuação do vídeo.

Antecedentes thumb|left|273x273px|Little Mix apresentando ao vivo a canção durante em 2013. Em janeiro de 2012, Little Mix começou a gravar canções para o álbum de estreia. O grupo trabalhou com a equipe de produção TMS e com o compositor Iain James em um número de registos no The Music Shed em Londres, na Inglaterra; quatro deles foram escolhidas para o disco. Uma delas foi "DNA", que, subsequentemente, mais tarde se tornou a faixa-título do trabalho. O tema originou-se das experiências pessoais da banda em situações românticas. As integrantes queriam criar uma composição sobre suas próprias vivências para que pudessem melhorar a qualidade de suas apresentações ao vivo. Perrie Edwards comentou: "Nós interpretamos melhor quando a letra significa algo para nós quanto a cantamos". Jesy Nelson, em entrevista para o portal Popjustice, disse que "DNA" foi desenvolvida para mostrar um lado diferente das integrantes. Quando a criar a obra, o girl group tomou como consideração qual das suas apresentações no The X Factor foi a mais popular. Na semana na qual a performance de "E.T." por Katy Perry foi realizada, o grupo recebeu mais votos. A versão do tema por elas foi considerada como "bastante obscura" por Jade Thirlwall; por sua vez, Thirlwall disse que o conjunto queria que "DNA" mostrasse um lado obscuro da Little Mix. Jade disse para Sarah Dean do The Huffington Post que a música também foi escrita para mostrar como elas amadureceram.

O grupo co-escreveu "DNA" juntamente com a equipe TMS e Iain James. James desenvolveu o acorde de guitarra da canção, além das batidas de bateria e sintetizadores. Recebeu engenharia vocal adicional de Daniel Aslet e Ben Collier. Serban Ghenea fez a mixagem da faixa no estúdio MixStar na Virginia Beach, na Virgínia, e Tom Coyne ficou responsável da masterização. O número foi baseado nas emoções que uma garota tem quando ela conhece e sai com um garoto. Em uma entrevista com Emily Laurence da revista Seventeen, a integrante Perrie explicou: "Quando uma garota fica com um menino, este tipo de romance faz você se sentir tonto e feliz. É isso que 'DNA' trata". O conjunto escreveu a música como uma "canção de amor única" por ter ideias científicas que deve combinar com o amor. A obra também trata sobre obsessão. Falando com Tim Jonze do The Guardian, Leigh-Anne Pinnock mencionou: "Não é só uma canção de amor, é sobre ser obcecado com alguém ao extremo. E às vezes, quando as coisas estão ruins desse jeito, você faz tipo, você persegue-o no Facebook..."

Lançamento Em 31 de agosto de 2012, Jesy Nelson disse à Jenn Selby da revista Glamour que o terceiro single da Little Mix seria completamente diferente dos dois anteriores, e que mostraria uma parte do conjunto nunca antes vista. Leigh-Anne Pinnock revelou para Selby que a obra serviria como segunda música de trabalho do disco, em razão de que "Cannonball", composição de estreia das integrantes, não esteve presente no alinhamento de faixas do álbum. Pinnock adicionou que a segunda música de trabalho era uma escolha pendente entre duas composições naquela hora, e que elas tinham preferência na faixa "obscura" e "diferente". Falando com Jenn, Leigh-Anne explicou a escolha do grupo: "É simplesmente uma chance para nós mostrarmos que podemos ser realmente sérias e mostrar nossos vocais bem. Essa tem muito a ver com vocais".

A 11 de setembro do mesmo ano, detalhes da música e seu título foram revelados quando membros da indústria colocaram uma previsão de "DNA" para tocar durante um dia de conferência da Sony Music Entertainment. Após a conferência, o canal de televisão Chart Show TV descreveu a música como uma "balada eletrônica" no Twitter. Antes de prontamente excluir o tweet, eles adicionaram que a canção é "muito legal" e que possui "grandes vocais". No dia 27 do mesmo mês, o In:Demand anunciou que seria enviada para as rádios britânicas no dia 1º de outubro. A canção então vazou na internet no dia 28 de setembro, dois dias antes da estreia nas rádios. A música foi prevista pra ser lançada digitalmente no Reino Unido em 12 de novembro de 2012, contudo foi distribuída três dias antes, a 9. Um extended play (EP) digital foi lançado pela Syco na Irlanda e no território britânico apenas. O produto possui versões remixadas do tema realizados por Kat Krazy e Eyes. As duas versões receberam opiniões positivas dos críticos. "DNA" também marca o primeiro single do girl group que não recebeu lançamento físico.

Estilo musical

"DNA" é uma canção de andamento moderado derivada dos estilos da música eletrônica e do pop, e incorpora elementos do R&B e do techno pop, produzida pela equipe TMS. Consiste na utilização acordes de guitarra, batidas de bateria "deslizantes", e sintetizadores "assustadores" que acompanham os vocais das integrantes. De acordo com o portal Popjustice, a obra possui "um efeito de porta que range" e "ruídos no estilo Cheiron". Vicky Newman do jornal Shields Gazette disse que a faixa tem uma borda urban. O número se inicia com uma caixinha de música tocando antes que a integrante Perrie Edwards cante a primeira linha "Ele te disse que ele te ama quando você não esperava?", em um baixo registro. Após o segundo refrão, o tema quase termina totalmente antes de uma linha "metade rap, metade falada", seguida de uma composição coral. Esta parte, descrita como "gótica" por vários críticos, dá lugar à "breve instrumentação klaxon". Vista como obscura pela Little Mix e pelos analisadores de modo idêntico, "DNA" mostra o afastamento do grupo do som divertido e otimista presente em "Wings". A canção foi profundamente comparada à "E.T." de Katy Perry, que foi uma influência durante o desenvolvimento da obra.

A letra foi escrita por Thomas Barnes, Peter Kelleher, Ben Kohn, Iain James, Perrie Edwards, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Jade Thirlwall e Gavin Jones. De acordo com a partitura publicada pela Sony/ATV Music Publishing, a música é definida no tempo de assinatura moderado com um metrônomo de 70 batidas por minuto. Composta na chave de mi bemol menor com um alcance vocal que varia entra a nota baixa de mi bemol até a nota alta de dó bemol. Liricamente, "DNA" utiliza palavras científicas para retratar temas como "amor" e "obsessão". Fiona Shepherd do The Scotsman escreveu que a música trata como importante um homem forte. Trent Maynard do canal 4Music disse que a composição mostra uma imagem "melancólica" do amor e uma compatibilidade biológica "muito enraizada". O refrão possui as letras "Está no DNA dele, D-D-D-DNA / Está no DNA dele / E ele tira o meu fôlego, f-f-f-fôlego / Sinto isso todo dia / E é isso que faz um homem, não é difícil de entender / Perfeito de qualquer jeito, vejo isto no rosto dele / Nada mais pra dizer, está no D-D-D-D-DNA dele". Leigh-Anne Pinnock faz o verso "metade rap, metade falado" em um tom considerado "assustador" por alguns críticos, dizendo "Tudo se trata do beijo dele, contamina meus lábios, nossa energia conecta, é genética simples, eu sou o X do Y dele". O site de música Popjustice comparou a canção com os trabalhos do também girl group britânico Spice Girls, dizendo que "'DNA'' é o 'Say You'll Be There' para o 'Wannabe' de 'Wings'".

Recepção pela crítica

Jon Hornbuckle do So So Gay descreveu "DNA" como um "pedaço viciante de pop obscuro, com a pequena parada durante o refrão remanescente é um destaque não só na faixa, mas em todo o álbum". A canção foi bem recebida por Vicky Newman do Shields Gazette, que sentiu que ela demonstra as harmonias "esplêndidas" do grupo e que permite que as vozes das integrantes "brilhem". Newman também escreveu que sua borda urban mostra a maturidade e o desenvolvimento da Little Mix. Escrevendo para o Gigwise, Andrew Trendell apreciou a produção da faixa, dizendo: "As batidas deslizantes e as pequenas peculiaridades de [...] 'DNA' a tornam instantaneamente memorável". Adrian Thirlls do Daily Mail apreciou a composição coral presente na faixa, denominando-a de "uma invenção sonora que brilha". "DNA" foi descrita como uma "perfeição pop" por Lewis Corner do Digital Spy, que destacou os "sintetizadores assustadores", as "batidas de coração" e a "composição coral gótica no final". John Earls do jornal britânico Daily Star, revisou positivamente o single, chamando-a de "uma fórmula vencedora", dando à obra nove estrelas de dez máximas. Earls também mencionou que o tema é um "hino real que vai fazer com que todas as garotas do Girls Aloud se perguntarem porque não a lançaram primeiro". O número foi denominado como "maravilhoso" por Clemmie Moodie do Daily Mirror. Eve Barlow para a NME comparou a canção com "E.T." por Katy Perry e a descreveu como "sensacional".