A , também conhecida por foi uma fome que atingiu o Japão durante a era Tenpō no período Edo. Estima-se que ocorreu em 1833 prolongando-se até 1837, descrita durante na época por Ninomiya Sontoku como "a pior colheita em 50 anos". O início da era foi marcada pelas péssimas colheitas decorrente do clima, muito seco durante a primavera, muito úmido ao verão e com muita neve no outono, causando uma enorme perda de sementes e grãos. A região nordeste do Japão foi a mais afetada, porém todo o território foi abalado com a crise, principalmente Honshu. Lugares como Sendai e Hiroshima também acabaram enfrentando dificuldades. A fome se espalhava e a economia também passava por uma crise, com os preços dos grãos se elevando descontroladamente.

Contexto Histórico A situação que levaria à fome realmente se agravou em  1833, o quarto ano da era Tenpō. Causada principalmente pelas questões climáticas (verões e primaveras excepcionalmente frios e chuvas exacerbadas),a tragédia afetou profundamente o país. Com as mudanças inesperadas no tempo, as lavouras não conseguiram produzir no ritmo e quantidade esperados, principalmente o arroz, que é altamente sensível a qualquer mudança. Lugares que já apresentavam dificuldades em manter crescimento agrícola, como era o caso do nordeste do Japão, sofreram ainda mais com essa desregulação das colheitas.

Tudo piorou ainda mais com as colheitas seguintes, que apresentaram os mesmos problemas, com os três anos seguintes tendo flutuações, mas nunca melhoras. Para muitos contemporâneos, a situação era muito similar à que causou a Grande fome de Tenmei.

Simultaneamente a tudo isso, havia a ameaça do Ocidente à política de isolamento que o Japão mantinha por mais de duzentos anos, tendo que se preocupar em afastar navios (e com sua imagem pública que sofria por isso) e lidar com a fome que devastava o país ao mesmo tempo.

Consequências A fome de Tenpo foi uma causou mudanças na forma em que a elite japonesa tratava pedintes. Durante fomes anteriores, como a de Tenmei em 1780s, os pedintes eram considerados inofensivos. A fome de Tenpo, por outro lado, contribuiu para um aumento significativo de pedintes, o que também levou à mudança de tratamento. Na pequena vila-castelo de Ono um grande número de crimes associados a pedintes surgiu durante a fome. Propostas de tentar expulsar os pedintes foram rejeitadas por medo de revoltas. Em 1838 a política de distribuir licenças para os pedintes se tornou cada vez mais popular para maior controle das autoridades locais.

No oeste do país a fome se encerrou em 1836, se arrastando até 1837 no leste. Entre 1834 e 1840, apenas 8 das 68 províncias japonesas registraram um aumento populacional; 27 relataram um declínio populacional de 5% ou mais.

Reformas de Tenpō As reformas Tenpō consistiram em um conjunto de políticas econômicas introduzidas após o fim da fome, em 1841. Diversos domínios pelo Japão já haviam começado a implementar suas próprias reformas durante os anos finais daquele período de escassez. O Domínio de Mito, sob a liderança de Tokugawa Nariaki, implementou quatro reformas principais: um levantamento territorial abrangente, o reassentamento de samurais em áreas rurais, o fim da residência do daimyō no domínio em Edo e a criação de uma escola do domínio.

Bibliografia