thumb|302px|Muralha
Jerez de los Caballeros é um município da Espanha na comarca de Sierra Suroeste, província de Badajoz, comunidade autónoma da Estremadura, de área . Em tinha habitantes ().
História Pré-história e Antiguidade Jerez de los Caballeros já é habitada desde a Pré-história. Existem vestígios arqueológicos como os dólmenes Toriñuelo , Valcavado e Palomilla. Os fenícios eram conhecedores desta zona e há opiniões no sentido de que terão sido eles os fundadores da cidade, baptizando-a de Ceret.
Durante a ocupação romana, Jerez, que na época era conhecida como Fama Iulia Seria ou Caeriana, terá sido uma povoação com bastante população, como o testemunham alguns vestígios arqueológicos da chamada Vila do Pomar e também o facto de estar próxima de duas importantes cidades romanas, Itálica (já desaparecida) e Emérita Augusta, a actual Mérida. Deste período foram descobertas em Jerez numerosas inscrições e outros vestígios arquelógicos aludindo a famílias romanas importantes. Conservam-se ainda outros vestígios como os mosaicos do Pomar, a calçada o empedrado alto e as pontes do Pontão e Velha.
Idade Média Do período visigodo existem alguns vestígios de e inscrições, entre as quais se destaca a que existe numa coluna da igreja de Santa Maria, com a data da consagração da mesma no dia 25 de dezembro de 556.
Durante o domínio muçulmano a cidade era conhecida como Xerixa ou Xeris e não há dúvida que foi uma cidade importante. Infelizmente restam poucos monumentos ou vestígios deste período, ainda que existam algumas reminiscências, como a Mouraria.
Com a conquista em 1230 por , com a ajuda dos templários, Jerez entrou no período cristão. Em 1240 foi necessária uma campanha militar para garantir a segurança da zona. Preocupado com o perigo muçulmano, o rei de Leão doou a vila à Ordem dos Templários, que iniciou o repovoamento e desenvolvimento da comarca.
A dissolução da Ordem do Templo em 1312, por bula do , fez passar as suas possessões em território castelhano para a coroa. Contam as histórias populares que os templários resistiram e que no fim da luta morreram todos os cavaleiros degolados, o que deu o nome Torre sangrenta a um dos baluartes da muralha de Jerez.
A partir de 1312, Jerez passou a ser propriedade da coroa castelhana, passando a ter o direito a enviar representantes para a corte. Nos anos que se seguiram o castelo passou para mãos portuguesas, que mantiveram a posse da fortaleza até 1330. Em 1370 o rei cedeu a cidade à Ordem de Santiago, que melhorou radicalmente a cidade, embora reste pouca informação sobre este período.
Da Idade Moderna à atualidade O trouxe um período de crescimento para Jerez. Multiplicaram-se os edifícios monumentais, aumentou a população e, entre 1523 e 1526, concedeu-lhe o título de muy nobre e leal cidade. Os séculos XVII e XVIII foram uma época de decadência para a cidade. Houve uma grande pobreza, que piorou após a restauração da independência de Portugal, em 1640. Durante a Guerra da Sucessão Espanhola, Portugal colocou-se do lado de Carlos de Áustria, tendo invadido Jerez em 1706, 1710 e 1711.
Demografia
Património
Em Jerez podemos encontrar os seguintes monumentos religiosos:
Igreja de Santa Maria da Encarnação Igreja de São Miguel Igreja de São Bartolomeu Igreja de Santa Catarina Ermida de São Lázaro Ermida do Cristo da Verdadeira Cruz Ermida de Santiago Ermida dos Santos Mártires Ermida de São Roque Ermida de São Lourenço Convento de Santo Agostinho Convento de Nossa Senhora da Consolação Convento Mãe de Deus Convento de Águas santas Convento da Graça
Ligações externas
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