Glicilciclinas são uma classe de antibióticos derivados das tetraciclinas, desenvolvidos para combater bactérias resistentes a outras classes de antimicrobianos. A única glicilciclina disponível clinicamente é a tigeciclina.

Estrutura e mecanismo de ação As glicilciclinas possuem uma modificação estrutural na posição C9 da minociclina, onde um grupo glicilamido foi adicionado. Essa modificação amplia o espectro de ação e melhora a eficácia contra bactérias resistente.s

A tigeciclina inibe a síntese proteica bacteriana ligando-se à subunidade ribossomal 30S, impedindo a incorporação de aminoácidos na cadeia polipeptídica em formação, o que resulta na inibição do crescimento bacteriano.

Espectro de ação As glicilciclinas apresentam atividade contra uma ampla variedade de microrganismos, incluindo bactérias Gram-positivas, bactérias Gram-negativas e anaeróbios. São eficazes contra patógenos multirresistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).

No entanto, a tigeciclina não demonstra atividade significativa contra espécies dos gêneros Pseudomonas, Proteus e Providencia.

Indicações clínicas A tigeciclina é indicada para o tratamento de: Infecções complicadas de pele e tecidos moles; Infecções intra-abdominais complicadas; Pneumonia adquirida na comunidade.

Devido ao seu amplo espectro e eficácia contra patógenos resistentes, a tigeciclina é frequentemente reservada para casos nos quais outros antibióticos não são eficazes.

Resistência bacteriana Embora inicialmente se acreditasse que as glicilciclinas não apresentassem resistência bacteriana, estudos recentes indicam que algumas cepas desenvolveram resistência à tigeciclina. O uso criterioso desse antibiótico é essencial para retardar o surgimento de resistência e preservar sua eficácia clínica.

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