Flávia Máxima Constância foi uma imperatriz-consorte romana do ocidente, primeira esposa do imperador Graciano. De acordo com Amiano Marcelino, Constância seria uma filha póstuma de Constâncio II com sua terceira esposa, FaustinaProsopografia do Império Romano Tardio, vol. 1. Seus avós paternos eram Constantino e Fausta.
Família Entre os tios paternos de Constância estavam Crispo, Constantino II e Constante. Entre suas tias estavam Constantina, esposa primeiro de Hanibaliano e, depois, de Constâncio Galo, e Helena, esposa do imperador Juliano, o Apóstata.
Primeiros anos Em 5 de outubro de 361, Constâncio II morreu de um febre em Mopsucrenae, perto de Tarso, na Cilícia. Ele esta marchando para oeste para enfrentar a revolta de Juliano, seu primo e cunhado. Numa suposta decisão no leito de morte, Constâncio o reconheceu oficialmente como herdeiro e sucessor. Quando Constância nasceu, pouco tempo depois, Juliano já estava consolidado no poder.
Em 26 de junho de 363, ele foi fatalmente ferido na Batalha de Samarra, contra as forças de Sapor II do Império Sassânida. Juliano morreu horas depois do final da batalha. Sua morte deixou Constância como a última descendente confirmada da Dinastia constantiniana.
Constância e sua mãe, Faustina, estavam presentes quando Procópio recebeu as insígnias dos ritos imperiais em Constantinopla. A presença de Faustina e de sua filha pequena sugere que Procópio era o herdeiro legítimo da Dinastia constantiniana, ainda muito reverenciada. Amiano Marcelino conta que Procópio "sempre trazia consigo numa liteira a filha de Constâncio e neta do grande Constantino, com sua mãe Faustina, tanto quando marchava quanto quando se preparava para a batalha, excitando assim os soldados a lutarem de forma obstinadamente pela família imperial com a qual, dizia, ele próprio estava ligado". Com quatro anos, Constância se tornou o motivo de outro conflito pelo trono romanoDictionary of Greek and Roman Biography and Mythology. Em 27 de maio de 366, Procópio foi executado. Faustina desapareceu das fontes após a derrota de sua facção, mas Constância sobreviveu.
Imperatriz-consorte Em 374, Constância teria por volta de doze anos de idade e estava quase chegando na idade de se casar (na época) quando foi enviada para o ocidente para encontrar seu novo marido, o filho mais velho e co-imperador de Valentiniano I. Ele tinha uns quatorze anos. Perto de Sírmio, Constância e sua escolta foram atacados por uma força de ataque que incluía membros dos quados e dos sármatas; ela escapou por poucoDavid Stone Potter, The Roman Empire at Bay: AD 180-395 (2004), page 543. Em 27 de junho de 374, uma inscrição dedicatória num banho na Calábria menciona pela primeira vez Constância como imperatriz juntamente com sua madrasta (e sogra) Justina Noel Emmanuel Lenski, Failure of Empire: Valens and the Roman State in the Fourth Century A.D. (2003), page 104-105.
No mesmo ano do casamento, Valentiniano mudou-se para Aquinco, na Panônia, para poder melhor administrar o conflito com os quados. Graciano e Constância foram encarregados de governar em Augusta dos Tréveros (atual Tréveris), implicando que Graciano já teria começado desde então a agir como co-imperador mais do que nominalmenteNoel Emmanuel Lenski, Failure of Empire: Valens and the Roman State in the Fourth Century A.D. (2003), page 104-105. Graciano logo se tornou o imperador sênior no ocidente, proclamando seu meio-irmão Valentiniano II como co-imperador David Stone Potter, The Roman Empire at Bay: AD 180-395 (2004), page 543.
Em 380, João Crisóstomo menciona Constância como estando ainda viva. A menção seguinte a ela, no Chronicon Paschale, é da época da chegada de seus restos à capital imperial em 31 de agosto de 383. Portanto, ela deve ter morrido no início deste mesmo ano, mas a causa não se sabe, a imperatriz morreu com apenas vinte e um anos de idade. Graciano casou-se em seguida com Leta, mas acabou assassinado em 25 de agosto de 383. O Chronicon afirma que ela teria sido sepultada em 1 de dezembro de 383Prosopografia do Império Romano Tardio , vol. 1.
Ver também
Ligações externas
Her article in the Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology Her article in the Prosopography of the Later Roman Empire An article on her mother by Michael DiMaio, Jr. An article on her husband by Walter E. Roberts Page in "Failure of Empire: Valens and the Roman State in the Fourth Century A.D." (2003) by Noel Emmanuel Lenski mentioning her marriage Page in "The Roman Empire at Bay: AD 180-395" (2004) by David Stone Potter mentioning her marriage
Categoria:Dinastia constantiniana Categoria:Dinastia valentiniana Categoria:Imperatrizes romanas Categoria:Romanos antigos do século IV Categoria:Flavii Categoria:Mulheres do século IV Categoria:Graciano Categoria:Filhas de imperadores romanos