O Bus Rapid Transit (BRT) é um modelo de transporte público de média capacidade. Constitui-se de veículos articulados ou biarticulados que trafegam em canaletas específicas e utilizam Estações e Estações de Parada adaptadas para o rápido acesso dos passageiros ao veículo.
Este artigo trata sobre a tentativa de implantação de um modelo semelhante na cidade de Belém.
Planejamentos Um projeto de BRT para a capital paraense com objeto de estudos de uma parceria do governo do Japão: a JICA - Japan International Cooperation Agency. Inicialmente deve beneficiar mais de 600 mil pessoas, prevendo-se uma redução de 70% no tempo de viagem entre o Distrito de Icoaraci e o centro da cidade.
Atualmente há disputas entre a Prefeitura Municipal de Belém e o Governo do Estado do Pará visando a implantação mais rápida do BRT. O projeto da PMB foi polêmico desde o início porque prometeu a previsão de conclusão em apenas 18 meses a partir de Janeiro de 2012, mas que em Março não possuía sequer com a mínima infraestrutura necessária ou com as licenças ambientais exigidas.
Este projeto, tem extensão de 20 quilômetros e prevê a implantação de 23 paradas ao longo do percurso que se inicia em Icoaraci e vai até o bairro de São Brás, onde um terminal de integração fara a distribuição dos passageiros para os vários bairros da capital. O investimento total é de R$430 milhões, com verba oriunda do PAC 2 - Mobilidade Urbana e Prefeitura de Belém. Atualmente diz-se que o projeto encontra-se em sua 2ª fase, com a construção do canteiro central na Av. Augusto Montenegro. A 1ª fase, da Av. Almirante Barroso, já foi concluída, assim como o Complexo Viário do Entroncamento, onde há o Monumento em memória à Cabanagem, idealizado por Oscar Niemeyer. Entretanto, os ônibus articulados ainda não foram instalados, foram colocados em prática os ônibus Expresso, que são ônibus de linhas normais, mas que, durante o trecho da Av. Almirante Barroso, seguem em um corredor único, o que ajuda a amenizar o trânsito caótico dessa avenida em horários de pico. Hoje, a prefeitura realiza a construção do canteiro central na Av. Augusto Montenegro, desde o Entroncamento, até o Estádio Mangueirão. Em julho de 2016 cerca de quase 10km de corredor foram abertos (sendo que 3,5km foi inaugurado na A. Montenegro este ano) para circulação dos 15 primeiros ônibus articulados desta primeiras fase.
Estações e Linhas O sistema BRT Belém foi inaugurado parcialmente em 2019, com todas as estações sendo entregues, mas sem linhas alimentadoras para o Sistema Troncal, assim como a falta de urbanização no trecho após o Terminal Tapanã até o Terminal Maracacuera, já em Icoaraci. Ainda em 2020, a Prefeitura de Belém inaugurou o projeto "Integra Belém", um projeto que consiste em 19 linhas de ônibus que foram criadas ou tiveram seu trajeto alterado para realizar a integração nas estações e terminais ao longo da Av. Almirante Barroso e da Av. Augusto Montenegro. +Corredor BRT BelémInauguração2019Terminais4Estações30
As estações Tavares Bastos, Bosque e Humaitá permitirão a futura integração com o BRT Metropolitano
Controvérsias
O Projeto de início foi mal planejado e mal executado pela gestão de Duciomar, feito às pressas em véspera de eleições municipais, e apenas sendo uma cópia do BRT de Curitiba, 20 anos mais antigo, e elaborado para um clima completamente oposto ao de Belém.
Um dos erros foram as estações tubos colocadas ao longo da Almirante Barroso, absolutamente impróprias ao clima de Belém. O projeto havia sido irresponsavelmente abduzido do BRT Metropolitano (Ação Metrópole do Governo do Estado), no qual era parte integrante. O ex-prefeito Duciomar comprometeu o orçamento do município em R$ 100 milhões para começar as obras pelo Entroncamento e pela Avenida Almirante Barroso, dos quais R$ 56 milhões foram deixados como dívida. A Justiça Federal no dia 22/11/2013 acusou o ex-prefeito Duciomar Costa e Suely Costa Melo pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa em função de irregularidades que a licitação para o BRT (Bus Rapid Transit) teria apresentado na época do mandato do ex-prefeito. A juíza Hind Ghassan Kayath decretou a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito e da ex-servidora até o limite de R$ 98 milhões, o valor estimado do prejuízo causado aos cofres públicos do município de Belém. Ainda houve a compra feita pela antiga gestão de ônibus Articulados e Bi-Articulados para o BRT Belém também cancelada, e após um bom tempo parados na garagem da fabricante de ônibus Neobus San Marino, todos foram vendidos para operações em outras cidades.
Piorando a situação, após a inauguração do Corredor Almirante Barroso, o local tornou-se palco de vários acidentes ao longo da via, causados na maioria das vezes por imprudência de carros particulares que insistem em fazer conversões agora proibidas, e por pedestres que insistem em se arriscar na via expressa, além de infrações de motociclistas, ciclistas, e dos próprios motoristas dos coletivos pelo seu excesso de velocidade.
Retomada das obras e adequações no projeto No dia 21 de Maio de 2013 o novo prefeito assinou novo contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal (CEF) na ordem de R$ 314 milhões, para garantir a retomada das obras do BRT na Avenida Almirante Barroso. No segundo semestre, assina outro contrato de financiamento com o Tesouro Nacional, no valor de R$ 100 milhões, oriundos do Orçamento Geral da União (OGU), também para as obras do BRT.
No dia 13 de Junho de 2013 Zenaldo assina a ordem de serviço para retomar das obras do novo projeto do BRT, agora sob a responsabilidade da Andrade Gutierrez, uma das empreiteiras envolvidas nos escândalos de corrupção da Lava-Jato. Entroncamento Depois da reformulação dos 12 projetos que inicialmente foram entregues pela gestão anterior e rejeitadas pela Caixa Econômica Federal, ficou determinado que no Entroncamento a rotatória vai permanecer. A novidade é que serão construídos dois elevados para os carros comuns que vão conectar a Av. Almirante Barroso à Av. Augusto Montenegro, e outro elevado exclusivo para o BRT. O destino das muretas que criam uma área segregada na Av. Almirante Barroso foi discutido entre a equipe técnica da prefeitura e representantes da Associação Latino-Americana de Sistemas Integrados e BRT (SIBRT). A solução encontrada foi manter as muretas para iniciar progressivamente experiências de linhas de ônibus expressas. Ao longo da Av. Almirante Barroso existem cerca de 15 paradas de ônibus, o que torna o trânsito ainda mais lento. Como uma alternativa a esse problema, parte da frota de ônibus da Região Metropolitana e os ônibus interestaduais serão transferidos para a área isolada na Almirante Barroso, formando linhas expressas, ou seja, com número de paradas reduzidas. Serão ao todo 60 a 70 linhas selecionadas para esta alternativa, a escolha será negociada com avaliação técnica através da Amub. O início dessas preliminares será a partir da conclusão da primeira parte das obras do BRT. Estações - Outra polêmica é o modelo adequado das estações do sistema do BRT. O prefeito Zenaldo Coutinho prometeu que o dinheiro já investido nas estações na Almirante Barroso não seria jogado fora.
Calçada Compartilhada - Uma das alterações devido a irregularidade no antigo projeto que não apresentava solução de mobilidade junto com o BRT para os ciclistas foi a bastante criticada inclusão da calçada compartilhada no projeto, os trecho da calçada compartilhada começam no sentido Centro-Bairro na Almirante Barroso que vai desde a Tv.Tavares Bastos até a BR-316,o outro trecho foi feito para os ciclistas que vem no sentido Icoaraci-Centro e vice-versa que vai desde a Tavares Bastos passando pela Av.Pedro Álvares Cabral até o início da Av.Augusto Montenegro. A solução, embora presente em outros lugares do mundo, só é viável para calçadas largas, que não prejudiquem o espaço de circulação de pedestres, nem os coloque em risco de colisão com ciclistas, Pela péssima qualidade de conservação e pequena largura do calcamento de Belém, a ideia de Zenaldo se mostrou inviável e infeliz. O projeto, que já teve o trecho da Almirante Barroso liberado para os ônibus expressos, foi concebido de forma incompleta e hoje prevê mais quatro trechos: Augusto Montenegro, Centenário, Centro de Belém e Centro de Icoaraci, totalizando 55 quilômetros de corredores exclusivos para os ônibus do BRT, o que atenderia assim, a outras partes da cidade.
Fase experimental miniaturadaimagem|Ônibus do BRT Belém, entrando no terminal no primeiro dia da fase experimental em 2016.|200x200px|alt= No dia 02 de Julho de 2016 a Prefeitura de Belém iniciou a chamada ''Fase experimental'', com o intuito de apresentar a população o funcionamento do novo sistema de transporte da cidade neste dia foram feitas pela parte da tarde as primeiras viagens já com os passageiros. Dos 15 ônibus articulados, 14 foram disponibilizados para essa viagem inaugural sendo que nesse período de 1ª fase do BRT serão 9 carros das empresas Belém Rio Transportes, 4 da Nova Marambaia, 1 da Via Loc e 1 da Rio Guamá. Durante esta fase será inaugurada também as primeiras estações paradoras do sistema troncal (Estação Marambaia na Avenida Augusto Montenegro e Estação Antônio Baena na Avenida Almirante Barroso), enquanto isso as outras estações deste sistema estão sendo construídas. Durante este período de fase experimental, que serviria para a população se acostumar com o sistema de transporte, as viagens foram realizadas diariamente de forma gratuita, incluindo finais de semana, no período de 9h às 16h. O período experimental foi dividido em duas etapas sendo que na primeira delas os veículos farão viagem do Terminal do Mangueirão até a Estação Antônio Baena.miniaturadaimagem|200x200px|Estação Antônio Baena, uma das primeiras estações inauguradas para o novo sistema.Com a gratuidade de transporte e a inauguração de obra incompleta às vésperas de eleições municipais, Zenaldo seguiu os mesmos passos de seu antecessor Duciomar Costa e foi processado por crime eleitoral Após este primeiro período, os ônibus do BRT já começariam a integração com linhas expressas pela avenida Augusto Montenegro. Na segunda etapa, os ônibus articulados do BRT seriam somados ao sistema de transporte convencional.
A partir desta fase, o "passageiro poderá optar em seguir pelas linhas convencionais, fazer a integração com os ônibus articulados ou até mesmo seguir viagem pela via expressa do BRT, pagando apenas uma única tarifa no valor de R$ 2,70”, segundo o diretor geral da SEMOB Gilberto Barbosa. Em 1 de agosto esta fase terminou.
Terminais de Integração miniaturadaimagem|Terminal de Integração do Mangueirão no início da fase experimental do BRT.|200x200px No sistema troncal do BRT Belém quando completo teria três grandes terminais de integração com acesso a linhas alimentadoras, linhas integradoras e linhas semi-expressas.
Terminal Mangueirão - localizado em frente ao Estádio Olímpico do Pará, para atender bairros próximos. É o primeiro terminal a ser entregue com previsão de termino completo das obras para o segundo semestre de 2016, e utilizado pela população para a fase experimental do BRT no mês de Julho.