Lá em Casa Tudo Bem foi uma série televisiva escrita por Mário Zambujal, Luís Campos e Artur Couto e Santos e transmitida pela RTP2 entre 1987 e 1988. A série narrava as aventuras de um presidente de Junta de freguesia.

Elenco

Raul Solnado (†) - Horácio Armando Cortez (†) - Lopes Natália Luíza - Marta Margarida Carpinteiro - Esmeralda Amélia Videira - Gracinda Manuel Cavaco - Clemente Rui Luís (†) - Rafael António Feio (†) - Vítor Nicolau Breyner (†) - Angel Maria Vieira - Clotilde Fernanda Borsatti (†) - Floripes Herman José - Dr. Lourenço Fernanda Coimbra (†)

(†) Actores falecidos.

Curiosidades http://brincabrincando.com/programas.aspx?f=01_s%C3%A9ries%20portuguesas&p=l%C3%A1%20em%20casa%20tudo%20bem&s=01_ficha%20t%C3%A9cnica.html Lá em Casa Tudo Bem teve o título provisório de Numa Casa Portuguesa. Foi a primeira série a ser gravada com público “ao vivo”, perante uma assistência de cerca de 100 pessoas. A acção decorria em dois décors concebidos por Conde Reis: o da casa e o do clube desportivo. A gravação dos episódios era feita não em takes, mas como se de uma peça de teatro se tratasse, o que implicava que os actores tivessem os seus papéis bem decorados. Criada por Raul Solnado (†), Mário Zambujal e Nuno Teixeira, Lá em Casa Tudo Bem teve os seus textos desenvolvidos, numa primeira fase, por Artur Couto e Santos, que escreveu 10 episódios. O texto foi posteriormente assumido por Luís Campos, professor catedrático de Bioquímica, que era também escritor policial e humorista, tendo-se estreado aqui no domínio da dramaturgia. Mário Zambujal escreveu o episódio de ano novo, Esta noite são dois anos, e Rosa Lobato Faria (†), o episódio O assalto. Após a gravação dos primeiros episódios, Raul Solnado (†) mostrou-se descontente com o resultado: “A série entrou mal por várias razões. Primeiro, as pessoas teimam em compará-la com a Família às Direitas, com o Archie Bunker, que era uma série com uma qualidade espantosa. Evidentemente que esta não é uma réplica dessa série: isto faz-se em todo o mundo! Depois entrámos mal com o problema dos risos e das palmas. Há ali qualquer coisa que não encaixa e eu não consigo localizar. No primeiro episódio, as pessoas sentiram-se manipuladas, e os seguintes ainda não conseguiram ter a força suficiente para fazer esquecer esse acidente”. Contudo, ultrapassados estes acidentes de percurso iniciais, Lá em Casa Tudo Bem conquistou um lugar cativo junto do público, colocando-se nos primeiros lugares do top de audiências da RTP2. As caricaturas dos personagens que aparecem no genérico foram feitas por Vítor Sá Machado. Apenas Horácio (Raul Solnado) (†) não aparece nesse formato, pois o ator recusou-se a ser caricaturado. Foram várias as participações especiais de destaque. Uma delas foi a de Herman José, como Dr. Teodoro Lourenço, presidente da câmara de Alhos Verdes, em dois episódios. Carlos Cruz apareceu como ele mesmo, entrevistando Horácio Pires Peres durante a sua campanha para presidente da junta.Nicolau Breyner (†) apareceu em dois episódios, interpretando personagens diferentes: num deles, o Dr. Freitas; no outro, o Anjo e o Diabo. Ainda, a presença de vários cantores: Tony de Matos como um padre; Paulo de Carvalho como um bandido; e, no último episódio, Carlos Mendes como um trovador. Lá em Casa Tudo Bem foi exibida às terças-feiras, por volta das 21:30, na RTP2. Dois meses após o seu término, iniciou-se a reposição da série: foi transmitida às 16:30, novamente na RTP2, entre 11 de Outubro de 1988 e 20 de Julho de 1989 (numa fase inicial, às terças e, partir de 20 de Abril de 1989, às quintas).

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