thumb|right|140px|Paul Kruger, presidente da República do Transvaal entre 1883 e 1900. O telegrama Kruger foi uma mensagem enviada pela Alemanha do Kaiser Guilherme II para Stephanus Johannes Paulus Kruger, presidente da República do Transvaal, em 3 de janeiro de 1896. O Kaiser parabenizou o presidente por repelir a Incursão Jameson, tropas da cavalaria divididas em 600 britânicos irregulares que tinham como objetivo incursionarem do interior da Colônia do Cabo para o Transvaal, sob o comando de Leander Starr Jameson. O ataque visava provocar uma revolta anti-governamental pelos mineiros estrangeiros, principalmente pelos britânicos, mas foi um fracasso, com 65 britânicos sendo mortos por apenas um Bôer em comando, e o resto se rendendo. O telegrama causou uma grande indignação no Reino Unido, e levou a uma inflamação das tensões entre a Grã-Bretanha e a Alemanha.

A mensagem O telegrama dizia:

Em suas Memórias,Minhas Memórias, pp. 79-83 o Kaiser alegou que o telegrama Kruger havia sido composto por Adolf von Marschall Bieberstein, um de seus secretários de Estado. De acordo com o Kaiser:

O Kaiser também afirmou que houve uma proposta franco-russa posterior para uma guerra contra a Grã-Bretanha:

A reação O telegrama foi aplaudido pela imprensa alemã, mas causou grande indignação na Grã-Bretanha e levou a uma deterioração nas relações entre os dois países. Para os britânicos, o telegrama significou que o Kaiser aprovava a independência do Transvaal que muitos britânicos viam como a sua esfera de influência, e a referência a "potências amigas", foi interpretada por eles no sentido de que uma assistência teria sido disponível por parte da Alemanha, se necessária, e que esta assistência poderia estar disponível no futuro.

O jornal The Times proclamou que "A Inglaterra não iria admitir ameaças ou insultos". As janelas de lojas alemãs foram quebradas, e marinheiros alemães foram atacados em Londres. O diplomata alemão em Londres deu uma resposta essencialmente conciliadora, com o Kaiser respondendo a uma carta da Rainha Vitória (sua avó), que "nunca o telegrama foi concebido como um passo contra a Inglaterra ou seu Governo..."

Notas

Bibliografia Massie, Robert K - Dreadnought: Britain, Germany, and the Coming of the Great War. New York: Random House, (1991) Roberts, Andrew. Salisbury: Victorian Titan (2006) ch 37 Sontag, Raymond J. "The Cowes Interview and the Kruger Telegram," Political Science Quarterly (1925) 40#2 pp. 217-247 em JSTOR van der Poel, J - The Jameson Raid, Oxford University Press, (1951)

Fontes primárias Minhas Memórias: 1878–1918 por Guilherme II, London: Cassell & Co. 1922.

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