Domencíolo () foi um oficial militar bizantino, ativo no reinado do imperador Justiniano . Parente de proeminentes generais do período, aparece pela primeira vez em 531, quando liderou tropas contra os sassânidas no lugar de seu avô Buzes. Seria capturado durante sua expedição e seria libertado no ano seguinte sob os termos da Paz Eterna. Reaparece nas fontes em 543, em plena Guerra Lázica, quando liderou tropas junto a outros oficiais militares próximo a Martirópolis e então atacou Taraunitis. Em 550, prestou serviço militar na Sicília durante a Guerra Gótica, tendo liderado a defesa de Messina durante a invasão do rei ostrogótico Tótila .

Biografia

thumb|esquerda|upright=1.05|Soldo de Justiniano thumb|upright=1.05|esquerda|Tremisse de Tótila

Fontes primárias são inconsistentes sobre seu nome: "Domencíolo" deriva de Procópio; "Domenencíolo" () de Menandro Protetor; "Domecíolo" de João Malalas; "Domentzíolo" de Teófanes, o Confessor; e "Domitzíolo" de Zacarias Retórico. Um fragmento de Teófanes de Bizâncio, preservado pelo patriarca Fócio, chama-o "Comencíolo". Domencíolo nasceu de uma filha de nome incerto de Buzes. A relação é registrada por Zacarias Retórico e Procópio; seus tios maternos eram Cutzes e Venilo. Seu avô maternal foi provavelmente o general e rebelde Vitaliano.

É citado pela primeira vez em abril de 531, mais ou menos na época da Batalha de Calínico. A Guerra Ibérica ainda estava em curso. Buzes estava estacionado em Amida, devido a uma doença que o impediu de fazer campanha. Ele então encarrega o sobrinho com a liderança de um exército a Abgarxata, local citado apenas por Zacarias. Suas tropas encontram o exército persa e foram derrotadas. Domencíolo foi capturado pelo inimigo e levado ao interior do Império Sassânida. Em 532, a Paz Eterna foi concluída e ele foi liberado "numa troca de prisioneiros".

Reaparece em 543, como um dos lideres do exército na Guerra Lázica. Ele, Justo, Perânio, João e lideraram suas forças combinadas para Fiso, próximo de Martirópolis, e de lá à fronteira persa. Outros generais (Filemudo, Martinho, Pedro, Vero, Valeriano) lideraram uma invasão ao Império Sassânida de outro local, porém Domencíolo e os demais oficiais não juntaram-se a eles e se dedicaram a atacar Taraunitis, onde conseguiram pouco butim, e então retornaram. É citado outra vez em 550, na Guerra Gótica. Era à época o comandante militar de Messina, na Sicília. Quando Tótila liderou os ostrogodos numa invasão da Sicília, Messina foi atacada. Domencíolo liderou suas forças para enfrentar o inimigo fora dos muros da cidade. Ele derrotou-os no campo de batalha e parou seu avanço. Mas, em seguida, se retirou para dentro dos muros de Messina e concentrou-se na defesa da cidade. Procópio nota que o campo foi deixado desprotegido. Esta é a última menção cronológica de Domencíolo.

Bibliografia

Categoria:Militares do Império Bizantino do século VI Categoria:Generais de Justiniano Categoria:Guerra Ibérica Categoria:Guerra Lázica Categoria:Guerra Gótica de 535–554 Categoria:Bizantinos envolvidos nas guerras bizantino-sassânidas Categoria:Bizantinos envolvidos nas guerras bizantino-góticas