Os conhecidos oficialmente como os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, mais comumente Tóquio 2020, foi um evento multiesportivo para atletas com deficiência organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional (CPI) e sediado em Tóquio no Japão. A eleição da cidade-sede ocorreu em 7 de setembro de 2013 na 125.ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, em Buenos Aires, capital da Argentina, América do sul. Os jogos ocorreram entre 24 de agosto e 5 de setembro de 2021.
Originalmente, os jogos estavam programados para ocorrer entre 25 de agosto e 6 de setembro de 2020, porém, em 24 de março de 2020, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Organizador local anunciaram oficialmente que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2020 seriam adiados para 2021, devido ao avanço da Pandemia de COVID-19, marcando a primeira vez que os Jogos Paralímpicos foram adiados. Mesmo sendo realizados em 2021, a organização optou por manter a nomenclatura oficial com a data de 2020.
Foi a segunda vez que Tóquio sedia os Jogos Paralímpicos, já que sediaram anteriormente em 1964. Esta edição dos Jogos teve a introdução do badminton e do taekwondo como modalidades esportivas, substituindo a vela e o futebol de sete.
Processo de seleção
O processo de eleição da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020 ocorreu entre 2011 e 2013, segundo cronograma divulgado pelo Comitê Olímpico Internacional. O período de inscrições terminou em 1.º de setembro de 2011, contando com seis cidades de dois continentes.
Em 14 de fevereiro de 2012, um dia antes da data para apresentar as garantias governamentais ao Comitê Olímpico Internacional, a candidatura de Roma foi reprovada pelo primeiro-ministro italiano Mario Monti, ocasionando a exclusão da cidade europeia da disputa pelos Jogos Olímpicos de Verão de 2020.
Ao final do prazo, 3 cidades europeias (Madri, Istambul e Baku) e duas asiáticas (Tóquio e Doha) oficializaram a sua postulação.
Após o primeiro processo de seleção do Comitê Olímpico Internacional, foram anunciadas, em 23 de Maio de 2012, em um encontro em Quebec City, no Canadá, que Istambul, Madri e Tóquio iriam evoluir de cidades postulantes para cidades candidatas.
Jogos da XVI Paralimpíada125.ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional7 de setembro de 2013, em Buenos Aires, Argentina.420px|centerCidades que apresentaram alguma candidatura. Países candidatos1.ª rodadaDesempate2.ª rodada Tóquio 42 60 Istambul 26 49 36 Madri 26 45
st. Como houve empate entre Istambul e Madri, foi realizada uma votação extra para determinar qual cidade avançaria para a rodada seguinte.
Preparação O governo de Tóquio reservou um fundo de JP¥ 400 bilhões (14,2 bilhões de reais; 3,18 bilhões de euros) para cobrir o custo total dos Jogos. O governo japonês estuda a possibilidade de ampliar a capacidade de voos dos dois aeroportos internacionais de Haneda e Narita, para facilitar a circulação de aeronaves. Existem projetos da expansão das linhas que saem da Estação de Tóquio, reduzindo o tempo de viagem da entre a estação de Tóquio e Haneda de 30 para 18 minutos, e entre a estação de Tóquio e Narita de 55 para 36 minutos. Esta linha custaria cerca de quatrocentos bilhões de ienes e seria financiada principalmente por investidores privados. Porém, a East Japan Railway Company (JR-East) já estava planejando uma nova rota partindo da jarda de Minato para o Aeroporto de Haneda. O financiamento também está previsto para acelerar a conclusão da Central Circular Route (C2), da Estação de Gaikan (C3) e da Ken-Ō Expressway (C4), além de reformar outras grandes vias expressas. Há também planos para estender a linha de aerotrem Yurikamome do seu terminal existente na Estação Toyosu para um novo terminal na Estação Kachidoki, passando pela Vila Olímpica.
O Comitê Organizador dos Jogos é chefiado pelo ex-primeiro-ministro Yoshirō Mori. Enquanto existe a Autoridade Pública Olímpica de Tóquio chefiada por Yoshitaka Sakurada.
Respeitando uma das maiores tradições na realização de eventos de repercussão mundial no país, que é a demonstração de novas tecnologias desenvolvidas no país. Isso também aconteceu durante as três edições anteriores dos Jogos Olímpicos realizadas no país. Um outro caso notório foi a realização da Exposição Universal de 1970,que foi realizada em Osaka.Ao rever este histórico a principal empresa de telefonia do Japão, a NTT DoCoMo assinou um acordo com a finlandesa Nokia para a implementação de redes de internet 5G no país exclusivas para o evento.
Segurança Desde a invasão da Vila Olímpica durante os Jogos Olímpicos de Verão de 1972 por terroristas palestinos, a organização de cada uma das edições futuras dos Jogos Olímpicos passou a se preocupar a cada vez mais com a segurança dos atletas e do público em geral que está visitando a cidade-sede durante os Jogos. Esta questão ainda é mais delicada para os japoneses, que guardam diversos traumas desde o ataque com gás sarin ao metrô da cidade em março de 1995.G1 > Mundo - NOTÍCIAS - Japão condena à forca mentor de ataque com gás no metrô Obtido em 25 de outubro de 2009 Como uma das consequências do Ataque em Abqaiq-Khurais de 2019 realizado na Arábia Saudita, em que drones controlados por rebeldes houtis do Iêmen despejaram explosivos em cima da refinaria do mesmo nome, as autoridades japonesas proibiram o uso da tecnologia durante o revezamento da tocha olímpica e também durante os Jogos. A medida também serviu durante o período de realização Copa do Mundo de Rugby Union de 2019.
Voluntários As inscrições para o programa de voluntariado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020 foram abertas no dia 26 de setembro de 2018 e foram encerradas no dia 18 de janeiro de 2019. Um total de 204,860 inscrições de todo o mundo foram recebidas pelo Comitê Organizador. A primeira fase do treinamento dos voluntários aconteceu em fevereiro de 2019, enquanto que a fase final do treinamento foi realizada em outubro de 2019. Os voluntários nos locais de competição serão chamados de Field Cast e os voluntários que estarão na cidade serão chamados de City Cast.
Medalhas Respeitando um das medidas propostas pela Agenda 2020 proposta pelo Comitê Olímpico Internacional em que é solicitado o uso de materiais alternativos para a fabricação de materiais institucionais dos Jogos, o Comitê Organizador de Tóquio anunciou em fevereiro de 2017, que estaria implementando um programa de reciclagem de eletrônicos em parceria com o Centro de Saneamento Ambiental do Japão e a NTT DoCoMo. Com esta campanha, as empresas estavam solicitando doações de diversos produtos eletrônicos para serem usados como o material base para a produção das medalhas. A meta da campanha era a de conseguir mais de 8 toneladas de celulares. Postos de coletas foram colocados em diversos locais de grande circulação como rodoviárias, shoppings, supermercados, além das principais lojas da operadora. Um concurso nacional foi aberto para a escolha do design das medalhas foi aberto em dezembro de 2017.
Em maio de 2018, o Comitê Organizador anunciou que havia conseguido a quantidade necessária para a manufatura das medalhas de bronze (2,7 toneladas), mas que eles estavam com dificuldade para conseguir a quantidade de prata necessária. Embora aCarta Olímpica determine que as medalhas de prata e bronze sejam totalmente feitas de seus respectivos materiais, ela determina que as medalhas de ouro também sejam feitas de prata, mas banhadas a ouro. A organização também anunciou que apesar das dificuldades de se conseguir a prata, as estimativas colocavam que a quantidade mínima para as medalhas seria atingida em março de 2019.
Em 24 de julho de 2019, durante as celebrações da contagem regressiva de um ano dos Jogos, o design das medalhas foi revelado. As medalhas foram desenhadas por Junichi Kawanishi e significam o big bang criado pela energia dos atletas até a sua conquista.
Presença de público Devido as medidas de restrição por conta da Pandemia de COVID-19, em 20 de março de 2021, a presidente do comitê organizador Seiko Hashimoto, decidiu que o evento não deverá contar com a presença de estrangeiros por conta dos temores quanto as variantes do SARS-COV-2, tendo a presença apenas do público local e de residentes. Quanto aos ingressos adquiridos, será atribuído um sistema de reembolso. O presidente do COI, Thomas Bach, anunciou que a decisão quanto ao número de espectadores nos locais de competição devem ser anunciados até o dia mais próximo da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, ou seja, dia 23 de julho. No dia 21 de junho, ficou definido que os jogos devem acontecer com apenas 50% da capacidade total das arenas e estádios e um limite de 10 mil pessoas por sede. No entanto, com o crescimento de casos da COVID-19 no Japão e a extensão do estado de emergência em Tóquio até o dia 22 de agosto, o comité organizador anunciou no dia 8 de julho a realização dos jogos sem a presença de espectadores pela primeira vez na história das olimpíadas na era moderna.
Instalações Durante a candidatura da cidade para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016, diversos estudos demonstraram que o histórico Estádio Olímpico de Tóquio, estava defasado para os atuais padrões internacionais de arenas multiúso e havia a necessidade de sua demolição para a construção de um estádio mais moderno e dentro destes padrões, o que acabou não acontecendo, pois a cidade acabou perdendo o processo de seleção para a cidade do Rio de Janeiro, a realização do projeto acabou sendo cancelada em 2009. O plano de demolição do estádio foi reavivado em 2012, quando a cidade anunciou que estaria novamente se candidatando para os Jogos Olímpicos de Verão de 2020, a candidatura foi aceita com sucesso no ano seguinte, e por fim os Jogos Olímpicos voltariam ao Japão. Como resultado da vitória, em janeiro de 2013, foi aberto um novo concurso de arquitetura internacional para o Novo Estádio Nacional. Dez meses depois, em novembro do mesmo ano, o Conselho Superior dos Esportes do Japão anunciou que um projeto da arquiteta iraquiana Zaha Hadid foi o escolhido para ocupar o lugar do estádio histórico. No entanto, durante a fase de licitação para a obra, o primeiro-ministro japonês Shinzō Abe anunciou em julho de 2015 que o projeto de Hadid, foi descartado devido aos custos altíssimos e a inviabilidade técnica do projeto e assim foi aberto um novo concurso internacional para a escolha do projeto substituto. Um novo concurso foi aberto no outono de 2015 e o projeto escolhido foi o do arquiteto local Kengo Kuma. No projeto escolhido o estádio teria arquibancadas modulares que permitiriam a sua capacidade variar entre 60 e 80 mil pessoas, além de ter custos reduzidos e ter características discretas nas quais o "skyline" da cidade não seria alterado. A proposta de Kuma ainda incluía a construção de diversas áreas seguindo os máximos padrões de sustentabilidade internacionais exigidos pela Agenda 2020 do Comitê Olímpico Internacional, como o aquecimento por energia solar e diversas áreas verdes em sua volta, além de 185 grandes ventiladores e oito pulverizadores, com o objetivo em diluir as condições climáticas na instalação. A madeira tratada é uma das principais protagonistas da instalação, aonde estão ainda estruturas de mais de 2.000m³ do material, que foi enviado de todo o Japão em alusão a comemoração de 1.300 anos da construção do Templo de Horyuji. Dos 33 locais de competições planejados, 28 estão localizados a apenas 8 km da Vila Olímpica, enquanto que estão sendo construídos 11 novos locais. A inauguração oficial do estádio aconteceu no dia 1.º de Janeiro de 2020.