José Augusto Correia de CamposVem matriculado na Universidade de Coimbra como «José Augusto Corrêa e Campos», como seu pai. (Vila Nova de Paiva, Viseu, — São Sebastião da Pedreira, Lisboa, ) foi um capitão do exército português, escritor e arqueólogo.

Biografia

Nasceu em na freguesia de Vila Nova de Paiva do concelho homónimo, filho de Manuel Augusto Corrêa e Campos (Povolide, Viseu, — ) e de Maria Santa de Sá (Vila Nova de Paiva, Viseu, — ). Era o terceiro filho de sete irmãos, dos quais apenas cinco sobreviveram à infância.

Estudou em Viseu, na Universidade de Coimbra e na antiga Escola de Guerra, onde entrou em 1911, fazendo o curso da Arma de Infantaria.

Em 29 de Dezembro de 1915, casou-se em Lisboa com Celeste Teresa Rodrigues Alves Valladares (São Paulo, Lisboa, — São Domingos de Benfica, Lisboa, ), filha de António Joaquim Alves Valladares (Messegães, Monção, — Santos-o-Velho, Lisboa, ) ComNSC, Fidalgo cavaleiro da Casa Real e abastado proprietário, e de Francisca do Carmo da Conceição Rodrigues (Caparica, Almada, — ). Deste casamento teve dois filhos: Maria Teresa Valladares Correia de Campos (Santos-o-Velho, Lisboa, — Campo Grande, Lisboa, ), que casou com o Dr. Vasco dos Santos Telles de Malafaia (Vila Nova de Paiva, Viseu, — São Sebastião da Pedreira, Lisboa, ), médico e seu primo em 6.º grau, tendo tido duas filhas; e António Valladares Correia de Campos (Santos-o-Velho, Lisboa, — Lisboa, ), coronel de cavalaria, que casou com Maria Mayor de Castro Lobo Pimentel de Brito Tavares ( — ), tendo tido sete filhos.

Integrado no Regimento de Infantaria 34, combateu em França na Primeira Guerra Mundial e, por se ter destacado em combate, foi agraciado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, além de outras condecorações. Tendo sofrido vários ataques de gases, regressou a Portugal, como "inválido de guerra".

Depois de desempenhar as funções de Chefe de Gabinete do ministro das Finanças, general Sinel de Cordes, foi nomeado para Timor, como Ajudante-de-Campo do Governador e, mais tarde, como Comandante Militar de Manufai, durante 18 meses.

De regresso à Metrópole, iniciou uma actividade cultural e literária. Intelectual entusiasta da arqueologia, financiou escavações, reconstituição de monumentos, deslocações de investigadores, organização de museus, entre outras.

O capitão José Augusto Correia de Campos morreu em 10 de Setembro de 1977 em sua casa na rua Marquês da Fronteira n.º 121, 1.º direito, freguesia de São Sebastião da Pedreira de LisboaConforme se afirma no respectivo assento de óbito lavrado na 3.ª Conservatória de Lisboa (1977, n.º 761)..

Como homenagem, a directoria do Instituto Brasileiro da Cultura Luso-Afro-Asiática (IBRACLA) resolveu conceder a Correia de Campos, a título póstumo, a categoria de Membro Sapiente e escreveu a propósito da sua morte:

Tem, na sua terra natal, uma rua com o seu nome, a Rua Capitão Correia de Campos .

Quando da sua morte, deixou vários estudos inéditos, que foram confiados ao Dr. Francisco José Velozo para publicação, tendo sido publicados: Dolmens: Habitações ou Necrópoles? e A Propósito das Muralhas Antigas de Lisboa.

Obra

Correia de Campos publicou, entre outros, os seguintes trabalhos:

1932: A Resolução do Problema Monetário de Timorhttp://books.google.co.uk/books?id=-EWOSv91vnUC&q=A+Resolu%C3%A7%C3%A3o+do+Problema+Monet%C3%A1rio+de+Timor&dq=A+Resolu%C3%A7%C3%A3o+do+Problema+Monet%C3%A1rio+de+Timor&hl=pt-PT&sa=X&ei=df8xUrShBMTR7Ab6joCICQ&ved=0CC0Q6AEwAA. 1935: Mundo Novo que Surgehttp://books.google.co.uk/books?id=6Ej1GgAACAAJ&dq=Mundo+Novo+que+Surge&hl=pt-PT&sa=X&ei=v_8xUsuoDMiJ7Aaj0oH4Ag&ved=0CC8Q6AEwAA. 1950: Imagens de Cristo em Portugal (com a revelação de alguns tipos inconográficos anteriores à formação da nacionalidade, em bronze hispânico)http://books.google.co.uk/books?id=kNmHmwEACAAJ&dq=Imagens+de+Cristo+em+Portugal&hl=pt-PT&sa=X&ei=2_8xUsfYJuyw7Abo1YGAAQ&ved=0CDgQ6AEwAA. 1956: A Virgem na Arte Nacional (obra em que se revela a Virgem apocalíptica portuguesa ou preexistente, com a descoberta no país da única escultura desta Virgem existente no mundo da cristandade. Igualmente por porvas documentais seguras, o autor conseguiu provar que o tipo iconográfico da Senhoro do Ó, a protectora das parturientes, é portuguesa e não espanhola)http://books.google.co.uk/books?id=ktcmnQEACAAJ&dq=A+Virgem+na+Arte+Nacional&hl=pt-PT&sa=X&ei=9f8xUtPbHrHn7Aa4wIDgBw&ved=0CC0Q6AEwAA. 1958: Os Árabes na Conquista — Seus Métodos Colonizadores, Seu Espírito de Tolerância, Seu Papel na História Geral da Civilização, Revista da Artilharia n.º 389-390. 1962: Representações da Fauna na Arte Árabehttp://catalogo.bn.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1D874L750X046.30299&profile=bn&source=~!bnp&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!226693~!3&ri=4&aspect=basic_search&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=Campos,+Correia+de,+1890-1977&index=AUTHOR&uindex=&aspect=basic_search&menu=search&ri=4. 1963: Arqueologia Árabe em Portugalhttp://books.google.co.uk/books?id=VZ5WAAAAMAAJ&q=Arqueologia+%C3%81rabe+em+Portugal&dq=Arqueologia+%C3%81rabe+em+Portugal&hl=pt-PT&sa=X&ei=LAAyUtH9KI3B7AbJ8oD4Dg&ved=0CC0Q6AEwAA. 1965: A Artilharia Antes da Invenção das Bocas de Fogo (obra em que se enquandram os mitos na História das Religiões, e se lhes encontra a origem, o que nunca fora posto em foco no estudo das populações aborígenes)http://catalogo.bn.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1D874L750X046.30299&profile=bn&source=~!bnp&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!480767~!10&ri=4&aspect=basic_search&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=Campos,+Correia+de,+1890-1977&index=AUTHOR&uindex=&aspect=basic_search&menu=search&ri=4. 1967: Mitos e Contos do Timor Portuguêshttp://books.google.co.uk/books?id=tlrWAAAAMAAJ&q=mitos+e+contos+do+timor+portugues&dq=mitos+e+contos+do+timor+portugues&hl=pt-PT&sa=X&ei=V_8xUtWxNomM7QaA8IGgBQ&ved=0CC8Q6AEwAA. 1970: Monumentos da Antiguidade Árabe em Portugalhttp://books.google.co.uk/books?id=ElM9AAAAMAAJ&q=Monumentos+da+Antiguidade+%C3%81rabe+em+Portugal&dq=Monumentos+da+Antiguidade+%C3%81rabe+em+Portugal&hl=pt-PT&sa=X&ei=VwAyUsziAuqN7Qa_h4CAAw&ved=0CC0Q6AEwAA. 1971: Justiça aos Mortoshttp://books.google.co.uk/books?id=CucPAQAAIAAJ&q=justi%C3%A7a+aos+Mortos&dq=justi%C3%A7a+aos+Mortos&hl=pt-PT&sa=X&ei=agAyUruxLu-w7AbGjIDYDw&ved=0CC8Q6AEwAA. 1972: A Arquitectura Árabe do País e o II Congresso Nacional de Arquitecturahttp://books.google.co.uk/books?id=kICzGAAACAAJ&dq=A+Arquitectura+%C3%81rabe+do+Pa%C3%ADs+e+o+II+Congresso+Nacional+de+Arquitectura&hl=pt-PT&sa=X&ei=fwAyUpO3Der17AbCyIGYAQ&ved=0CDEQ6AEwAA. 1973: Os Mitos e a Imaginação Contista no Estudo das Origens do Povo Timorensehttp://books.google.co.uk/books?id=UplzQgAACAAJ&dq=Os+Mitos+e+a+Imagina%C3%A7%C3%A3o+Contista+no+Estudo+das+Origens+do+Povo+Timorense&hl=pt-PT&sa=X&ei=mgAyUu-oNqfD7AbE7YCABg&ved=0CC8Q6AEwAA. 1982 (post.): Dolmens: Habitações ou Necrópoles?, revista Beira Alta vol. XLI. 1985 (post.): A Propósito das Muralhas Antigas de Lisboahttp://catalogo.bn.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1D874L750X046.30299&profile=bn&source=~!bnp&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!87145~!1&ri=4&aspect=basic_search&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=Campos,+Correia+de,+1890-1977&index=AUTHOR&uindex=&aspect=basic_search&menu=search&ri=4, Boletim de Trabalhos Históricos vol. XXXVI.

Ligações externas Livros

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