Zoé Paleóloga (), que mais tarde alterou o seu nome para Sofia Paleóloga (em russo: София Фоминична Палеолог); 1440/49. ou 1455 - 7 de abril de 1503), foi uma princesa bizantina da Dinastia Paleóloga e Grã-Duquesa de Moscou por casamento. Era Sobrinha do último imperador bizantino, Constantino XI Paleólogo, foi a segunda esposa de Ivã III da Rússia e através do seu filho mais velho, Basílio III de Moscou era avó de Ivã IV da Rússia, o Terrível, que usou o status de sua avó Sofia e seus direitos sobre Constantinopla, para se coroar o primeiro Czar de Toda a Rússia, Ivan IV da Rússia reivindicou ser o herdeiro do Império Bizantino através da linhagem de sua avó Sofia Paleóloga, fazendo de Moscou a Terceira Roma.
Bibliografia
O seu pai foi Tomás Paleólogo, o irmão mais novo do último imperador bizantino, Constantino XI Paleólogo. Juntamente com os seus irmãos, Sofia foi levada para Roma depois da conquista otomana da Moreia levada a cabo por Maomé II, o Conquistador, sultão do Império Otomano, no ano de 1460. Em Roma o seu nome grego Zoé foi modificado para Sofia. A mudança de seu nome de Zoé para Sofia ocorreu durante seu exílio em Roma, sob a tutela do Papa Sisto IV, por motivos essencialmente políticos e religiosos.
Em 1469, o Papa Paulo II ofereceu-a como esposa ao monarca russo, com propósito de unir as igrejas católica e ortodoxa. O príncipe Ivã III da Rússia, viúvo do seu primeiro casamento, casou-se com ela na Catedral da Dormição, de Moscovo a 12 de novembro de 1472. Apesar de tudo, o cardeal Basílio Bessarion, enviado pelo Papa a Moscovo, não teve êxito na missão de converter a política religiosa moscovita.
Ao longo dos anos, Sofia foi ganhando influência nas decisões do marido já idoso. Acredita-se inclusive que Sofia tenha sido a primeira a introduzir no Kremlin, regras de etiqueta e cortesia em cerimónias bizantinas, com o intuito de converter Moscovo numa eventual "Terceira Roma". Pouco antes de sua morte, Sofia persuadiu o marido a ceder o trono ao seu filho Basílio III de Moscou, ao invés do seu neto do primeiro casamento Dmitry, como havia sido anteriormente planeado. Sua última descendente conhecida era sua bisneta Maria de Staritsa, esposa do rei Magno da Dinamarca, faleceu em 1610.
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