Greco (Japonês: グレコ Gureko) é uma marca de guitarra elétrica produzida pela Kanda Shokai 神田商会. A Kanda Shokai (Shokai significa companhia de negócios) é um atacadista de instrumentos musicais conhecido principalmente por ter sido parte da Fender Japan.
História A Kanda Shokai foi estabelecida em 1948 e a marca Greco iniciou em 1960. Desde o início dos anos 90 ou antes, a Kanda Shokai afirma que “A Greco (foi) estabelecida em 1960”. No entanto, essa afirmação não foi confirmada, por motivo de ausência de evidências (i.e. catálogos, propagandas, registros de marca registrada, nem ao menos documentos internos daquela época a que tenham dado conhecimento); É possível que a origem dessa afirmação possa ser rastreada da antiga fornecedora FujiGen (estabelecida em 1960; começou a exportar guitarras em 1963) ou possivelmente Teisco String Instrument Company em Toyoshina (também conhecida como Matsumoto Teisco), estabelecida em 1961. Incidentalmente, outra antiga fornecedora, Matsumoku, iniciou a construção de seus instrumentos de cordas no início dos anos 60 (ou possívelmente já no meio dos anos 50), e forneceu peças de madeira ou guitarras acabadas para outras marcas de guitarras, incluindo a Guyatone, Ibanez, Aria, Vox, Univox, Yamaha, e também a FujiGen (provavelmente antes de 1965 para a FujiGen). Veja também: Não foi até 1966/1967 que a Kanda Shokai começou a comercializar modelos Greco estilo Telecaster. A Kanda Shokai de início utilizou o nome da marca Greco para os modelos de corpo sólido e o nome da marca Canda para os modelos acústicos, que era baseado no nome da companhia Kanda (Canda). Também no meio/final dos anos 60, a Kanda Shokai exportou algumas guitarras com a marca Greco baseadas nos designs da Hagström e EKO para a Avnet/Goya nos USA, e essas guitarras foram feitas pelas fábricas FujiGen e Matsumoku (e possivelmente a Teisco), e eram muito similares às guitarras Ibanez dos anos 60 baseadas nos designs da Hagström e EKO. A Kanda Shokai também comercializou alguns designs originais no final dos anos 60, incluindo as guitarras semiacústicas Greco "Shrike" que eram importadas e comercializadas inicialmente pela Goya e depois pela Kustom. O modelo "Shrike" era incomum, pois possuía um par de estranhos captadores bumerangue em formato "L". Esses captadores em formato "bumerangue" predatam os Gibson Flying V2 em formato "bumerangue" por mais de 10 anos.
No início dos anos 70, a Kanda Shokai ofereceu modelos Greco estilo Gibson com braços parafusados, que eram muito similares aos modelos da Ibanez estilo Gibson da mesma época, e a maioria desses modelos possuía um logo Greco que parecia mais com "Gneco". Do meio ao final dos anos 70 a maioria desses modelos Greco estilo Gibson eram fabricados com braço colado e headstock com design de livro aberto, como nas Gibson. Alguns outros modelos Greco estilo Gibson dos anos 70 possuíam um design de headstock diferente (mais no estilo do headstock da Guild) que tinha um logo Greco com letras do mesmo tamanho.
Iniciando no final de 1979 as séries "Super Real" foram introduzidas, que eram cópias de alto padrão dos modelos Gibson e Fender. Em 1982 as séries "Mint Collection" foram introduzidas, que continuaram o alto padrão das "Super Real Series". Em 1982 a Kanda Shokai e a Yamano Gakki se tornaram parte da Fender Japan, e a Kanda Shokai parou de produzir seus modelos Greco cópia da Fender. Desde o término das cópias da Greco com headstock estilo livro aberto da Gibson no começo dos anos 90, a Kanda Shokai produziu vários modelos utilizando a marca Greco, como as "Mirage Series" (similares às Ibanez Iceman), várias cópias da Gibson (sem utilizar o design de livro aberto no headstock), baixos Violin (VB), guitarras Zemaitis e também vários outros modelos.
Alguns guitarristas notáveis que usaram guitarras Greco são Ace Frehley, que usou cópias Greco Les Paul quando a banda Kiss esteve em turnê no Japão e Elliot Easton da The Cars.
Guitarras elétricas
A Greco anunciou muitos modelos diferentes ao logno dos anos, e esta é uma lista de alguns dos modelos mais comuns.
Modelos estilo Gibson
EGF - Modelos Les Paul Flametop. EG - Modelos Les Paul. (O número depois de EG corresponde ao ano em que o modelo é baseado, e.g.: 59 = uma Les Paul 1959) EGC - Modelos Les Paul Custom. PC, RR, JS - Modelos Les Paul Custom (Phil Collen, Randy Rhoads, John Sykes). EJR - Modelos Les Paul Junior. EGS - Modelos Les Paul Special. SS - Modelos SG. JP - Modelo SG (Glenn Tipton Judas Priest). FV - Modelos Flying V. MSV - Modelo Flying V (Michael Schenker). FB - Modelos Firebird. TB - Modelos de baixo Thunderbird. EB - Modelos de baixo EB-3. MM ou MG - Modelos Melody Maker. SA - Modelos ES-335/ES-345/ES-355. FA - Modelos ES-175. L - Modelos L-5.
Modelos estilo Fender SE - Modelos Stratocaster. TL - Modelos Telecaster. JM - Modelos Jazzmaster. JG - Modelos Jaguar. JB - Modelos Jazz Bass. PB - Modelos Precision Bass.
Outros modelos 975 - Greco modelo "Shrike" com captadores em formato "L" bumerangue. Corpo semiacústico fino. M - Greco modelos Mirage/Ibanez Iceman. Também outros modelos Greco/Ibanez, tais como a Flying V Korina 58 e Modern, inclusive.
EX - Modelos Greco/Ibanez Explorer (Destroyer) que foram utilizadas por Eddie Van Halen. A Greco Destroyer utilizava captadores U-2000 e a Ibanez Destroyer utilizava os captadores Super 70. BM - Modelos baseados na Brian May. RG - Modelos baseados nas Rickenbacker. RB - Modelos de baixos baseados nos Rickenbacker. VB - Modelos de baixo Violin. RJ - Modelos baseados nas Gretsch. WF - Modelos baseados nas Gretsch. AP - Modelos baseados nas guitarras Dan Armstrong (Ampeg). GO - Modelos de guitarras "Neck Through". A guitarra synth Greco/Roland G-808 é extremamente semelhante ao modelo GO1000. MR e MX - Modelos Mick Ralphs. Estes foram os precursores dos modelos Ibanez Artist. BG - Modelos baseados nas Boogie Fender. N e *S - Modelos Gibson ES-175 natural e sunburst, que foram produzidos na primeira metade dos anos 70, antes das séries FA. GR - Roland Corporation (ou Fuji-Roland) em parceria com a Greco para produzir a sua linha GR de controladores de sintetizadores de guitarras de 24 pinos, os modelos G-202, G-303, G-505 e G-808, utilizados para controlar os modelos de sintetizadores de guitarras GR-500, GR-300, GR-100, GR-700 e GM-70. A fabricante do modelo G-707 não é clara.
Linha do tempo miniaturadaimagem|1982 Greco Super Real EGC68. 1960–1961 FujiGen, uma fabricante inicial da Greco, foi estabelecida em Matsumoto por Yutaka Mimura e Yuichiro Yokouchi em 4 de maio de 1960, e começou a manufaturar as guitarras clássicas para a Kanda Shokai e Kamano Gakki. Em 1961, com o grande auxílio técnico de Anthony George, um comprador das lojas de instrumentos St. George em Hollywood e Nova Iorque, a qualidade de produção da FujiGen foi dramaticamente melhorada, e ela começou a exportar as suas guitarras.}}
1962–1968 A FujiGen começou a manufaturar as guitarras Greco para a Goya Guitars, Inc. em Nova Iorque. No entanto, seus primeiros frágeis headstocks eram, às vezes, quebrados durante transportes longos, e muitas encomendas de lotes inteiros parecem ter sido canceladas. Esse estoque morto era então vendido no Japão pela Kanda Shokai, e esse foi o começo da distribuição das guitarras Greco pela Kanda Shokai.
1965–1970 A Hershman Musical Instrument / Goya Guitar Company em Nova Iorque (depois Avnet/Goya, originalmente a distribuidora oficial dos USA da Levin guitar) negociou guitarras acústicas Greco manufaturadas em fábricas europeias. Também, guitarras elétricas manufaturadas no Japão foram vistas no catálogo da Goya ca. 1968., Posted on
1967 Modelos Greco estilo Telecaster iniciaram.
1968 Modelo "Shrike" com captadores em formato "Bumerangue". Distribuídos primeiramente pela Goya e depois pela Kustom. (1968 a 1970)
1969 Modelos VB (baixo Beatles Violin) iniciaram.
1970–1972 Kustom Electronics em Chanute, Kansas. Principalmente conhecida pela construção de amplificadores, comprou os direitos da distribuição dos USA da Hershman Musical Instrument / Goya Guitar Company 1970 Modelos estilo Gibson EG iniciaram com a EG-360, com a maioria dos modelos com braço colado a partir de 1977.
1973 Modelos estilo Fender SE iniciaram e os modelos SE-800 foram produzidos de 1976 a 1982. Os modelos SE terminaram em 1982 quando a Kanda Shokai e a Yamano Gakki se tornaram parte da Fender Japan.
1976 Captadores gravados "EXCEL" nos modelos SE foram lançados, que eram os captadores top de linha para os modelos SE.
1978 Modelos M Mirage (Ibanez Iceman) iniciaram. Modelos EX Explorer (Destroyer) iniciaram. Modelos MR iniciaram e os modelos MX iniciaram em 1979. Terminaram em 1981/1982.
1978 Modelos de baixos GO e GOB iniciaram. Terminaram em 1981/1982.
1979 Os modelos "Super Real Series" iniciaram no final de 1979. Terminaram em 1982.
1979 Modelos GOII iniciaram. Terminaram em 1981/1982.
1980 Modelos GOIII iniciaram. Terminaram em 1981/1982.
1982 Os modelos "Mint Collection Series" com a letra O aberta no logo Greco iniciaram (uma letra O com a parte de cima removida). A maioria dos modelos da "Mint Collection Series" com a letra O aberta no logo Greco terminaram em 1990. No começo dos anos 90 a maioria das guitarras Greco retornaram ao logo com a letra O fechada, mas existem algumas guitarras com a letra O aberta no logo Greco feitas no começo dos anos 90 também.
Começo dos anos 90 em diante Vários modelos foram produzidos com o design do headstock estilo Ibanez.
Características dos modelos Elétrica das primeiras Greco
As guitarras Greco feitas no Japão eram inicialmente distribuídas nos USA através da Goya e depois pela Kustom (conhecida pelos seus amplificadores). Antes disso, a Goya vendeu guitarras elétricas feitas pela Hagstrom. Entre as guitarras elétricas que a Greco ofereceu durante esse período, estavam duas semiacústicas de corpo fino que eram equipadas com os patenteados captadores “Shrike”. Estes eram os modelos 950 e 975. Uma versão de 12 cordas de ambos os modelos eram disponibilizadas também, e eram nomeadas modelos 960 e 976, respectivamente. Estes modelos com os captadores em formato de Bumerangue “L” de bobinas divididas eram chamados de modelo “Shrike”. Os captadores “Shrike” eram divulgados como capazes de produzir aquele som “Shrike” distinto. As Shrikes possuiam um simples controle de volume e um grupo de chaves deslizantes para controlar os 4 captadores de bobinas divididas nas 2 carcaças em formato L. Então você poderia escolher entre bordões e primas nos captadores. O modelo 975 e seu irmão de 12 cordas, o modelo 976 eram os top de linha das guitarras Grecos importadas em 1968. Estes eram inicialmente disponíveis apenas na versão Shrike, e depois uma versão mais convencional com 2 captadores padrão apareceu. Os modelos com captadores padrão não eram chamados de “Shrike”. Modelos com captadores padrão possuíam os controles comuns de 2 volumes, 2 tones e chave seletora para os dois captadores. Essas são guitarras muito atraentes e bem feitas. Corpos semiacústicos com frisos e braços com frisos. Bocas em formato de diamante, marcação do braço em formato retangular com ajuste do tensor no headstock. As tarraxas são as mesmas das Teisco Spectrum 5 desse período, e a chapa do braço possui o número da patente dos captadores em formato L estampada. O traste zero e o braço fino relembra a Mosrite. O modelo 975 “Shrike” estava a vários graus acima das guitarras japonesas de nível iniciante que inundaram o mercado antes nessa década, mas aos 1970 os modelos estilo 975 se foram, vítimas do declínio da explosão de guitarras dos anos 60. Logo a Greco daria um passo na direção de copiar produtos da Fender e Gibson e conduzir na era das "cópias" chamadas Lawsuit (Ação Judicial) da qual a Greco e a Tokai são tão bem conhecidas.
Era das "cópias" Lawsuit