Americanos brancos, Norte-americanos brancos ou Estadunidenses brancos são pessoas dos Estados Unidos que são consideradas, ou se consideram, brancas. O United States Census Bureau define pessoas brancas como aquelas que "têm origem em qualquer um dos povos originários da Europa, do Oriente Médio e do Norte da África. Isso inclui as pessoas que indicaram sua raça(s) como 'branca' ou relataram suas ascendências como de irlandeses, alemães, italianos, libaneses, árabes, marroquinos ou caucasianos" e, por isso, é um grupo mais amplo do que o dos estadunidenses europeus. Como todas as categorias raciais oficiais dos Estados Unidos, "White" tem um componente de "hispânicos ou latinos brancos", que consiste principalmente de mexicano-estadunidenses brancos e de cubano-estadunidenses brancos. O termo "caucasiano" é muitas vezes usado como sinônimo de "branco", embora os termos não sejam sinônimos. Caucasians included most Europeans, Northern Africans, and Asians as far east as the Ganges Delta in modern India.
Segundo o censo de 2020, baseado na autodeclaração, as cinco maiores ancestralidades de estadunidenses brancos são: ingleses (46.550.968 pessoas), alemães (44.978.546), irlandeses (38.597.428), italianos (16.813.235) e poloneses (8.599.601).
Os brancos (incluindo os hispânicos que se identificaram como brancos) constituem a maioria da população do país, com um total de 235 milhões de pessoas, ou 71% da população de acordo com o Censo dos Estados Unidos de 2020. Os brancos não hispânicos totalizaram 191 697 647 pessoas, ou 56% da população estadunidense.
História Período Colonial
No século XVII, aproximadamente 175.000 ingleses imigraram para os Estados Unidos colonial. Mais da metade de todos os colonos europeus na América colonial dos séculos XVII e XVIII chegaram para trabalhar sob o sistema de servidão, ou seja, trabalhavam de graça, sem receber salários até que quitassem sua dívida com o dono da terra pelo valor da passagem de navio paga por ele. Historiadores estimam que menos de um milhão de imigrantes europeus —talvez menos de 400.000—foram para os Estados Unidos nos século XVII e XVIII.
Embora no século XVII a população branca das Treze Colônias fosse essencialmente inglesa, no século XVIII a imigração de outros povos europeus tornou a sociedade colonial heterogênea. Por volta de 1775, descendentes de ingleses perfaziam cerca de 65% da população branca e pouco mais da metade da população total. Os outros grupos europeus vinham principalmente de outras regiões das Ilhas Britânicas, especialmente da região do Ulster no norte da Irlanda, mas também das planícies da Escócia e do sul do País de Gales. Os colonos vindos do Ulster, conhecidos como "escoceses-irlandeses", se estabeleceram densamente na Pennsylvania, no interior das colônias do sul e em New Hampshire. Provavelmente cerca de 250.000 deles chegaram à colônia. Os galeses se fizeram mais notáveis no leste da Pennsylvania e os escoceses nas Carolinas e no leste de Jersey. Na década de 1680 começaram a chegar colonos de língua alemã oriundos da região do Vale do Reno e da Suíça, imigração esta que durou até cerca de 1755. Por volta de 1775, aproximadamente 250.000 pessoas nos Estados Unidos eram de origem alemã, a maioria deles na Pennsylvania. Os holandeses chegaram na década de 1620, mas nunca ultrapassaram os 5% da população, se concentrando em Nova Iorque e em Nova Jérsei.http://cascourses.uoregon.edu/geog471/wp-content/uploads/2010/01/Lemon.pdf Colonial America in the 18th Century 300px|thumb|Peregrinos deslocam-se para serviço religioso. Embora viessem de diferentes pontos da Europa, a maioria dos colonos e, sobretudo, seus descendentes, adotaram a língua inglesa, com a exceção de alguns poucos que retiveram o alemão como língua. Como a maioria da população ainda era de origem inglesa, a lei, os costumes e as instituições inglesas predominaram e definiam as regras básicas e os limites às ambições dos colonos. Para a maioria dos não britânicos, a religião era mais forte do que a origem nacional. Nos Estados Unidos colonial, diferentes religiões tiveram que aprender a conviver entre si como denominações mais ou menos em pé de igualdade. Isso não quer dizer que algumas denominações não tivessem mais status que outras. Pessoas da alta sociedade dos centros urbanos eram normalmente anglicanas. No sul rural a maioria da aristocracia era anglicana, enquanto os brancos pobres eram batistas ou metodistas.
Embora historiadores tenham tentado mostrar distinções nítidas de atitudes e práticas dos colonos brancos de origens nacionais diversas, estas eram mínimas quando comparadas ao enorme abismo que separava brancos de um lado e negros do outro.
Os dados mostram que, durante o período colonial, imigraram para os Estados Unidos cerca de 950.000 pessoas. Destas, o maior grupo, 40%, era proveniente da África, resultado do tráfico de escravos; 26% da Inglaterra, 15% do Ulster (norte da Irlanda), 11% da Alemanha/Suíça, 5% da Escócia e 3% de outras regiões. Porém, em número de descendentes, em 1790, 47,5% da população descendia de ingleses, 19% de africanos, 8% de "escoceses-irlandeses" do Ulster, 7% de Alemães, 5% de irlandeses, 4% de escoceses e o resto de outras partes.http://books.google.co.uk/books?id=Jw3kn_AgNTkC&pg=PA361&dq=ancestry+in+the+united+states+1790&hl=en#v=onepage&q=ancestry%20in%20the%20united%20states%201790&f=false inserir fonte aqui
Séculos XIX e XX
A imigração europeia nos Estados Unidos cresceu exponencialmente no século XIX. Entre 1790 e 1819 entraram nos EUA apenas 250.000 imigrantes. Por outro lado, entre 1820 e 1860, entraram 5 milhões, entre 1861 e 1880 5,1 milhões e entre 1881 e 1920, 23,4 milhões. No período 1820-1855 o maior grupo de imigrantes foi de irlandeses, seguidos por alemães, em particular da Prússia. Imigrantes das mais diversas partes da Europa (assim como do México e da China) também se fizeram presentes. Depois de 1885, a maioria dos imigrantes eram provenientes do sul da Europa e do leste europeu, principalmente italianos e judeus da Rússia. Estes últimos imigrantes se concentraram nos centros urbanos, onde havia ofertas de emprego e onde sinagogas, igrejas, bairros, e sociedades de mútuo socorro estavam estabelecidas, amenizando a experiência imigratória.http://books.google.co.uk/books?id=Jw3kn_AgNTkC&pg=PA361&dq=ancestry+in+the+united+states+1790&hl=en#v=onepage&q=table%209-1&f=falseinserir fonte aqui
Apesar de serem de origens diversas, uma característica era compartilhada por esses imigrantes: a sua pobreza. Grande número de irlandeses desempregados ou muito pobres viviam em condições precárias em favelas e cortiços das cidades americanas. Os irlandeses eram os mais pobres de todos os grupos de imigrantes que chegaram aos Estados Unidos no século XIX. Embora os católicos irlandeses tenham começado muito baixo na escala social, por volta de 1900, eles já tinham emprego e renda igual à média americana. No entanto, havia ainda muita pobreza entre os irlandeses da classe trabalhadora em Chicago, Boston, Nova York, e em outras partes do país. Depois de 1945, os irlandeses católicos consistentemente ascenderam ao topo da hierarquia social, graças principalmente à sua elevada taxa de graduação em faculdade.Greeley (1988), p. 1.
Os italianos frequentemente chegavam com nenhum conhecimento da língua inglesa e com pouca educação formal. Muitos deles eram compelidos a aceitar os trabalhos mais indesejáveis e com péssimos salários e eram frequentemente explorados por pessoas que intermediavam sua mão de obra.Luciano J. Iorizzo, Italian immigration and the impact of the padrone system (1980) p. 160
Estatísticas Imigração Europeia para os EUA 1820-1978PaísTotal Alemanha</sup> 6.978.000 Itália5.294.000 Grã-Bretanha 4.898.000 Irlanda4.723.000 Áustria-Hungria4.315.000 Rússia3.374.000 Suécia 1.272.000 Noruega 856.000 França751.000 Grécia655.000 Portugal446.000 Dinamarca 364.000 Países Baixos 359.000 Finlândia 33.000 Total 34.318.000<small> Nota: muitos retornaram a seus países de origemMediterraneo Economico. Procesos migratorios, economía y personas Origem da população americana colonialThe source: a guidebook to American genealogy. By Loretto Dennis Szucs, Sandra Hargreaves Luebking País ou região Imigrantes Antes de 1790 Descendentes(1790 est.)Data From Ann Arbor, MI: Inter-university Consortium for Political and Social Research (ICPS).Inglaterra 230.000 1.900.000África 360.000 750.00Ulster 135.000 320.000Alemanha 103.000 280.000Escócia 48.500 160.000Irlanda 8.000 200.000Países Baixos 6.000 100.000País de Gales 4.000 120.000França 3.000 80.000Suécia e outros 500 20.000Total950.000 cerca de 4 milhões De maneiras geral, os americanos brancos ostentam os níveis mais baixos de pobreza nos Estados Unidos e o segundo maior nível educacional e salarial médio do país.
No censo de 2010, 223.553.265 americanos se disseram brancos, incluindo 26,7 milhões de hispânicos que escolheram essa categoria racial. Ou seja, há 196,8 milhões de brancos não hispânicos (63,7% da população total) e 26.735.713 de hispânicos brancos (8,7% da população).
Ancestralidade europeia
No tocante à ancestralidade, no censo de 2020, baseado na autodeclaração dos entrevistados, a origem europeia mais numerosa foi a inglesa, sendo que 46.550.968 norte-americanos disseram descender de imigrantes da Inglaterra, dos quais 25.536.410 declararam ser de ancestralidade totalmente inglesa. Em segundo lugar apareceu a ancestralidade alemã, com 44.978.546 descendentes, dos quais 15.447.670 declararam ancestralidade totalmente alemã. A terceira ancestralidade mais numerosa foi a irlandesa, com 38.597.428 descendentes, dos quais 10.909.541 declararam ancestralidade totalmente irlandesa; em quarto lugar a ancestralidade italiana, com 16.813.235 descendentes, dos quais 6.629.993 declararam ancestralidade totalmente italiana e em quinto lugar a ancestralidade polonesa, com 8.599.601 descendentes, dos quais 2.686.362 declararam ancestralidade totalmente polonesa. 250px|right|thumb|Maior ancestralidade europeia, por condado, no censo de 2020. Porém, esses dados devem ser analisados com cautela. Em decorrência da miscigenação étnica, das numerosas gerações que separam os recenseados de seus antepassados e da insignificância da ancestralidade para muitos brancos de origem europeia, as respostas parecem ser bastante inconsistentes. Por exemplo, no censo de 1980, quando se aceitavam múltiplas ancestralidades, quase 50 milhões de americanos disseram ter ascendência inglesa. Porém, em 2000, quando foi recomendado indicar apenas as "principais", somente 24,5 milhões escreveram inglesa.
Muitos americanos têm ancestralidade em diversos países e a indicação de uma única origem no censo fornece pouca informação sobre as raízes dos americanos de hoje. Quando solicitado a indicar apenas uma única ancestralidade, o recenseado pode tender a listar apenas aquela ancestralidade com a qual se identifica mais ou que acha mais diferenciada. Já outros vão indicar uma etnia simbólica ou mesmo imaginada. Até a ordem das respostas no formulário tem influência: no censo de 1980, a opção de origem inglesa estava no topo do formulário e 49,6 milhões de pessoas a marcaram. No censo de 1990, a opção de origem inglesa estava menos evidente e somente 32,7 milhões a marcaram. Por outro lado, as opções "alemão" e "italiano" apareceram mais no topo do formulário de 1990 do que de 1980 e ambas tiveram um incremento de 20%. Acrescenta-se a isso que muitas pessoas optam por não responder a pergunta sobre ancestralidade.
De qualquer maneira, uma análise das informações do censo e dos registros de imigração sugerem que 62% dos americanos brancos de hoje têm origens nas Ilhas Britânicas (Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales) e 86% têm origens no noroeste da Europa. Cerca de 14% descendem de imigrantes do sul ou do leste da Europa.
Ancestralidade não europeia