Pedro da Sérvia (; ; ), também conhecido como Pedro Filho de Ginico (), foi um príncipe da Sérvia ente 892 e 917. Ele governou o expandiu a Sérvia e venceu todos os seus parentes que tentaram tomar-lhe a coroa. Ele foi o primeiro monarca sérvio com um nome cristão (não-eslavo). Pedro era filho de Ginico, o filho mais novo de Blastímero da primeira dinastia sérvia.
Nome
A primeira forma atestada deste nome é a grega Pétros () latina Petrus e sérvia Petar. Por sua ascendência, e com base na cultura de atribuição de nomes na região e época, seu nome seria, portanto, Petar Gojniković Vlastimirović.
Vida
Primeiros anos
thumb|upright=1.05|Árvore genealógica da Casa de Blastímero thumb|upright=1.05|Batismo de . Os gregos empenharam-se para converter os povos vizinhos e a partir da segunda metade do começaram a cristianização dos sérvios
Pedro nasceu entre 870/874 e era filho do príncipe (knez, arconte para os gregos) Ginico , o filho mais jovem do fundador da Casa de Blastímero, Blastímero . Seu nome cristão, de origem bizantina, é indicativo da cristianização sérvia. À época de seu nascimento, a Sérvia era governada por uma oligarquia comporta por seu pai e os irmão dele, Mutímero e Estrímero, embora Mutímero, o mais velho, fosse o monarca supremo. Na década de 880, Mutímero tomou o trono, exilando seus irmãos mais novos e Clonímero, filho de Estrímero, à corte do cã , talvez uma traição. O jovem Pedro foi mantido na corte sérvia de Mutímero por razões políticas, mas logo fugiu à corte de Branimiro da Croácia .
Guerras civis e aliança búlgara Mutímero morreu em 890/891, deixando o trono para seu filho mais velho Pribéstlabo . Ele reinou por apenas um ano, pois Pedro retornou em 892, derrotou-o em combate e tomou-lhe o trono, obrigando Pribéstlabo a fugir ao Reino da Croácia com os irmãos Brano e Estêvão. Brano retornou depois e liderou uma fracassada revolta contra Pedro em 894: ele foi derrotado, preso e cegado. Em 896, Clonímero retornou da Bulgária apoiado por Bóris e invadiu a Sérvia e tomou a importante fortaleza de Dostínico (atual Drsnik, em Klina). Clonímero foi derrotado e morto.
Após o fracasso dos diversos pretendentes ao trono, reconheceu Pedro como monarca. Ele foi colocado sob a proteção de Simeão, o que resultou numa paz e numa aliança búlgaro-sérvia de vinte e um anos ; para em seu Sobre a Administração Imperial, ele reinou como vassalo do imperador , e em paz com a Bulgária por vinte anos. Pedro possivelmente não estava contente com sua posição subordinada e talvez desejasse retomar sua independência.
Guerra búlgaro-bizantina, expansão ao Ocidente e morte
thumb|esquerda|Alexandre recebe os emissários búlgaros. Iluminura do Escilitzes de Madri thumb|esquerda|Igreja dos Apóstolos Pedro e Paulo
Em 11 de maio de 912, Leão VI morreu e seu irmão Alexandre o sucedeu. Inexperiente, impopular e provavelmente alcoólatra, Alexandre reinou até sua morte em 6 de junho de 913. A situação era ideal para Simeão, que tinha tropas de prontidão na Trácia para atacar o Império Bizantino. Em agosto de 913, Simeão apareceu defronte às muralhas de Constantinopla querendo nada mais do que a coroa. Simeão, ao contrário de Bóris, foi educado em Constantinopla e queria governar um império greco-búlgaro. O patriarca de Constantinopla Nicolau I Místico reconheceu-o como imperador da Bulgária e casou a filha dele com Constantino VII. Em fevereiro de 914, Zoe Carbonopsina, a mãe do imperador, expulsou Nicolau da regência (embora ela o deixou como patriarca) e ela, como regente, anulou o título de Simeão e o acordo de casamento de Constantino. Simeão ficou furioso e partiu para conquistar a Trácia, deixando os bizantinos sem escolhas, exceto buscar aliados, enviando emissários aos magiares, pechenegues e sérvios.
Como Pedro estava seguro em sua fronteira oriental, virou-se ao oeste, onde buscava reforçar seu domínio sobre os principados locais. Derrotou da Bósnia, anexando o vale do Bosna. e se expandiu ao longo do Neretva, anexando os narentinos da Pagânia, onde é provável que enfrentou o príncipe de Zaclúmia Miguel (além de Travúnia e da maior parte da Dóclea), um importante aliado dos búlgaros. Pedro encontrou-se com o estratego de Dirráquio, Leão Rabduco, em Neretva, onde ouviu propostas de mais dinheiro e mais independência em troca de liderar um exército (também continha "Turcos", magiares) contra Simeão. Talvez ele tenha concordado em se juntar aos bizantinos, mas a situação ainda é por demais obscura. Miguel soube da possível aliança entre sérvios e bizantinos e alertou Simeão.
Em 917, um exército bizantino sob por Leão Focas invadiu a Bulgária, mas foi derrotado na Batalha de Anquíalo em 20 de agosto. Após Anquíalo, Simeão enviou um exército liderado por Paulo (filho de Brano), para tomar o trono sérvio, mas sem sucesso. Ele então enviou Marmais e Teodoro Sigritzes, que persuadiram Pedro, por juramento, a encontrá-los. Quando apareceu, foi preso, enviado à Bulgária e morreu menos de um ano depois confinado. Seus restos estão na Igreja dos Apóstolos Pedro e Paulo em Antiga Ras, a capital.Crônica do Padre de Dóclea Simeão então colocou Paulo no trono sérvio.
Ver também
Bibliografia
Categoria:Monarcas do século IX Categoria:Monarcas do século X Categoria:Sérvios do século IX Categoria:Sérvios do século X Categoria:Dinastia de Blastímero Categoria:Guerras búlgaro-sérvias de 917–924