miniaturadaimagem|'Oração Alfabética', prefácio ao Evangelho Didático (893-894) de Constantino de Preslav. Cópia russa do século XII. Museu Histórico do Estado, Moscou. Constantino de Preslava () foi um historiador, escritor e tradutor medieval do Primeiro Império Búlgaro, um dos mais importantes estudiosos da Escola Literária de Preslava no final do e início do X. Evidências biográficas sobre sua vida são escassas, mas acredita-se que ele tenha sido um discípulo de São Metódio de Tessalônica. Depois da morte dele, em 855, Constantino foi preso pelo clero germânico na Grande Morávia e vendido como escravo em Veneza. Ele conseguiu fugir para Constantinopla e chegou à Bulgária por volta de 886.

Obras Constantino foi um dos mais prolíficos e importantes escritores do búlgaro antigo (a recensão búlgara do antigo eslavônico eclesiástico). Sua obra mais importante foi o "Evangelho Didático" (Учително евангелие), geralmente datado nos primeiros anos do reinado do czar Simeão I, entre 893 e 894. Trata-se de uma compilação de palestras sobre diversos feriados eclesiásticos e é a primeira obra sistemática sobre sermões religiosos na literatura eslava. A obra também tem um prefácio poético conhecido como "Oração Alfabética" (Азбучна молитва), a primeira poesia original em antigo eslavônico eclesiástico.

Em 894, Constantino de Preslava escreveu "Histórias" (Историкии), a primeira crônica histórica da literatura eslavaA autoria das "Histórias" é questionada por alguns historiadores - Проданов, Николай. Проблеми на историческата текстология. Върху материал от българската историопис VII–ХХ век, Велико Търново 2006, с. 30–34.. Em 906, por ordens de Simeão I, Constantino traduziu os "Quatro Evangelhos contra os Arianos" de Santo Atanásio de Alexandria para enfrentar o início de alguns movimentos heréticos na Bulgária, principalmente o bogomilismo. Constantino também é o suposto autor do "Serviço a Metódio" (Служба на Методия), uma obra que relata a luta de São Metódio para que o antigo eslavônico eclesiástico fosse reconhecido como língua litúrgica, e também da "Proclamação dos Santos Evangelhos" (Проглас към евангелието), na qual ele rejeita e recrimina a admiração por línguas estrangeiras (principalmente o grego) e destaca o búlgaro antigo como a principal maneira de aprimorar a cultura da Bulgária.

Nenhuma das obras originais de Constantino sobreviveu à queda de Preslava, que foi que incendiada pelo imperador bizantino João I Tzimisces em 972, e ao prolongado jugo otomano entre 1396 e 1878. Todas são conhecidas por cópias, a mais antiga delas datando dos séculos XII e XIII.

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