thumb|238px|A placa diz: "Aqui, perto da vila de Trastsianets, invasores nazistas atiraram, torturaram e queimaram mais de 201.500 civis, guerrilheiros e prisioneiros de guerra do Exército Soviético." A quantidade de mortes é controversa. thumb|238px|direita|Localização de Maly Trostinets. Maly Trostenets (Maly Trascianiec, em bielorrusso: Малы Трасцянец, "Pequena Trostenets") é uma vila perto de Minsk, na Bielorrússia, antiga República Socialista Soviética da Bielorrússia. Durante a ocupação da área pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (quando os alemães se referiam a ela como Reichskommissariat Ostland), a vila tornou-se um campo de extermínio.
Ao longo de 1942, judeus da Áustria, Alemanha, Holanda, Polônia e do Protetorado da Boêmia e Morávia foram levados de trem para Maly Trostenets para serem enfileirados em frente às valas comuns e fuzilados. A partir do verão de 1942, caminhões de gás móveis também foram usados. Segundo o Yad Vashem, os judeus de Minsk foram assassinados e enterrados em Maly Trostenets e em outra aldeia, Bolshoi Trostinets, entre 28 e 31 de julho de 1942 e em 21 de outubro de 1943. Com a aproximação do Exército Vermelho da área em junho de 1944, os nazistas assassinaram a maioria dos prisioneiros e destruíram o campo.
As estimativas de quantas pessoas foram assassinadas em Maly Trostenets variam. De acordo com o Yad Vashem, 65 mil judeus foram assassinados em uma das florestas de pinheiros próximas, principalmente por fuzilamento. O historiador do Holocausto, Stephan Lehnstaedt, acredita que o número seja maior, escrevendo que pelo menos 106 mil judeus foram assassinados no local. Pesquisadores da União Soviética estimaram que houve cerca de 200 mil assassinatos no campo e em locais de execução próximos. Lehnstaedt escreve que as estimativas incluem os judeus do Gueto de Minsk, que somavam entre 39 mil e quase 100.000.
O principal objetivo do campo era o assassinato de prisioneiros judeus do Gueto de Minsk e da área circundante. O fuzilamento era o principal método de execução. Caminhões de gás móveis também foram utilizados. O SS-Scharführer alemão do Báltico, Heinrich Eiche, era o administrador do campo. Conforme o Exército Vermelho se aproximava do campo em junho de 1944, perto do fim da Segunda Guerra Mundial, entre 28 e 30 de junho, os alemães assassinaram a maioria dos prisioneiros, trancando-os dentro dos campos, incendiando seus barracões e, quando alguém tentava escapar do prédio em chamas, era fuzilado. Em 30 de junho de 1944, todo o campo havia sido destruído; no entanto, alguns prisioneiros judeus conseguiram escapar para a floresta de Blagovshchina, nos arredores, e sobreviver até 3 de julho, quando o Exército Vermelho alcançou o campo destruído.
Ver também Dia Internacional da Lembrança do Holocausto Europa ocupada pela Alemanha Nazista Guetos judeus na Europa Lista dos campos de concentração nazistas Ocupação da Bielorrússia pela Alemanha nazista
Categoria:Campos de extermínio nazistas