Axuxa II (; m. 457/70) foi um vitaxa (vice-rei) de Gogarena da família mirrânida do , ativo desde o reinado do xainxá ao de . Esteve entre os nobres levados à corte persa de Ctesifonte sob ordens do xá no tempo da imposição do zoroastrismo na Armênia (449). Também teve seu papel na libertação de seus sobrinhos, filhos de Maictes Mamicônio, de seu cativeiro em Ctesifonte após a derrota da revolta armênia liderada por .
Nome
Axuxa (, Ašuša(y)) é um nome armênio de origem iraniana, cuja etimologia é desconhecida.
Contexto
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Em 428, os nacarares da Armênia peticionaram ao xainxá para que destronasse o rei e abolisse a dinastia arsácida. Para governar o país, Vemir-Sapor foi nomeado como marzobã e e foi designado à tenência real. Vemir-Sapor morreu em 442, após uma administração considerada justa e liberal, na qual conseguiu manter a ordem sem ferir o sentimento nacional de frente. substituiu-o como marzobã. Vararanes permitiu a manutenção do cristianismo, enquanto procurava acabar com a influência do Império Bizantino sobre a Igreja da Armênia ao anexá-la à Igreja do Oriente. Contudo, seu filho e sucessor, , era um pietista masdeísta e se comprometeu a impor o masdeísmo na Armênia.
Vida
Origem familiar
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Em data incerta, Axuxa casou-se com Anuxeverã Arzerúnio, a irmã do padre Alano Arzerúnio e de Zuique Arzerúnio, casada com Maictes Mamicônio, e com ela gerou Vasgeno e Goguique. As reivindicações de seu filho Vasgeno ao trono da Ibéria provavelmente indicam um parentesco com a família real ibera, mas seu relacionamento exato não está claro a partir dos documentos contemporâneos. Cyril Toumanoff, com base nos anais reais de Cártlia, atestados no e datados do VIII, menciona Axuxa II, filho de , vitaxa que se casou em 449/55 com Chuaranze, filha do rei da Ibéria . Bacúrio II era filho de , príncipe da cidade de Taxir em 430. Essa tese, porém, coloca um problema cronológico porque Vasgeno, filho de Axuxa, era casado e pai de vários filhos em 475, e não está claro como poderia ser neto de Bacúrio II, casado por 449, ou seja, 26 anos antes. Para Christian Settipani, Axuxa seria o príncipe de Taxir de 430 e neto de Bosmário ou Burzemir II, vitaxa, e Osducte, irmã do mefe (rei) .
Carreira
esquerda|thumb|Iluminura do da Batalha de Avarair
De acordo com Lázaro de Farpe, ao lado do católico , o marzobã Vasaces Siuni e do asparapetes , convocou o Concílio de Artaxata. A intenção do encontro, ocorrido em 450 segundo Nicholas Adontz, era responder ao edito enviado por Mir-Narses, em nome de Isdigerdes, que exigia que a nobreza se convertesse ao zoroastrismo. Depois, foi um dos nobres que foram à corte de Ctesifonte para falar com Isdigerdes II e confirmar sua lealdade. Na corte, Isdigerdes exigiu que os armênios se prostrassem diante do Sol, seguindo o rito zoroastrista. Um cortesão cristão aconselhou-os a seguirem as ordens, fingindo estarem adorando ao Sol. Vardanes II foi veementemente contra, mas foi convencido por Axuxa a realizar os rituais exigidos.
Desconfiado, Isdigerdes decidiu manter como reféns na corte Axuxa, dois filhos do Vasaces I e alguns outros nobres. Os nacarares retornaram à Armênia, acompanhados por sacerdotes masdeístas que fecharam igrejas e construíram templos. Muito rapidamente, liderado pelo clero cristão e, em seguida, pela nobreza, o povo armênio se ergueu em revolta. Vardanes II assumiu a liderança da revolta, que foi esmagada em 26 de maio de 451, na Batalha de Avarair. Seu irmão Maictes foi morto pouco depois em Taique por Vasaces I, que levou os quatro filhos dele (, Vasaces, Bardas e Artaxias) e enviou-os para Ctesifonte. Tendo a paz e a submissão regressado à Armênia, Axuxa conseguiu comprar sua liberdade e a de seus sobrinhos, os filhos de Maictes, em 455, e levou-os à Armênia para junto da mãe deles, entregando a sua guarda e educação a Lázaro de Farpe e a Susana, filha de Vardanes II, que mais tarde casou com seu filho Vasgeno. Axuxa faleceu em algum momento em 457/70.
Bibliografia
Categoria:Mortos no século V Categoria:Partas do século V Categoria:Vitaxas mirrânidas de Gogarena Categoria:Armênios do século V