O Palácio das Mangabeiras foi a residência oficial dos Governadores do estado brasileiro de Minas Gerais. Foi inaugurado em 1955, durante o governo de Juscelino Kubitschek. O projeto inicial foi feito por Oscar Niemeyer, com jardins planejados por Roberto Burle Marx. Em governos posteriores, o palácio passou por obras de expansão que alteraram a construção do projeto inicial.
O palácio localiza-se na Serra do Curral, no bairro de Mangabeiras em Belo Horizonte. Foi construído no período de 1951 a 1955, a pedido do então governador mineiro Juscelino Kubitschek, que desejava transferir a residência de sua família para um lugar diferente do Palácio da Liberdade, pois considerava este inadequado para conciliar as atividades profissionais e familiares.
Histórico O Palácio das Mangabeiras foi construído entre 1951 e 1955 para servir como residência oficial dos governadores de Minas Gerais. O edifício e sua área adjacente, de 42 mil metros quadrados, integram o perímetro de tombamento do Conjunto Paisagístico da Serra do Curral, protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). esquerda|miniaturadaimagem|O então governador Aécio Neves recebe o ex-presidente Itamar Franco, no Palácio das Mangabeiras. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer a mando do então governador Juscelino Kubitschek, o palácio foi construído a partir da reforma de uma edificação anteriormente erguida pela Polícia Militar no alto do bairro Mangabeiras. A obra sofreu forte oposição de setores políticos ligados à União Democrática Nacional (UDN), que a associaram a um suposto luxo excessivo, chegando a apelidá-la de "Palácio das Mil e Uma Noites" e a divulgar informações como a existência de salões suntuosos e até telefones instalados em banheiros. Segundo relatos da época, a oposição classificava a construção como um contraste com a realidade da população mineira. Concluída a obra, verificou-se tratar-se de um projeto simples e harmonioso, sem os luxos anunciados pelos opositores, concebido para servir de local de descanso aos governadores do estado.
Em depoimento posterior, o ex-governador Francelino Pereira, que também ocupou o palácio, relembrou a polêmica da época e afirmou que, ao assumir a residência duas décadas depois, constatou tratar-se de uma das construções mais simples e modestas do bairro, contrariando a fama atribuída pela oposição no momento de sua construção.
Desde a inauguração, o palácio sempre serviu de residência para todos os governadores mineiros, entretanto o Governador Romeu Zema, que iniciou o mandato em janeiro de 2019, optou por residir em imóvel próprio. O governador vinha negociando parcerias com entidades privadas para decidir o futuro do palácio.
Desativação miniaturadaimagem|O governador Aécio Neves, candidato à reeleição para o Governo de Minas, concede entrevista à TV Assembléia, no Palácio das Mangabeiras. Em decreto emitido pelo Governador Romeu Zema em 5 de Junho de 2019, o Palácio das Mangabeiras deixou de ser considerado residência oficial do chefe do executivo e passou a integrar a lista de bens dominicais do estado de Minas Gerais. Apesar de desocupado, o palácio ainda gerava despesas de mais de um milhão de reais por ano, envolvendo custos de água e energia elétrica, serviços de apoio, limpeza, engenharia e vigilância.
Em 2022 o Palácio e a área de 42 mil metros quadrados que ocupa foram convertidos ao Parque do Palácio, um espaço aberto a população que recebe eventos culturais, como exposições e apresentações artisticas. Entre 2023 e 2024 o parque recebeu um total de 42 eventos, além de cerimônias menores como casamentos e oficinas.
Desaparecimento de bens patrimoniais Em julho de 2026, a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou visita às dependências do Palácio das Mangabeiras para apurar o destino de móveis, obras de arte, utensílios e outros bens históricos que integravam o acervo da antiga residência oficial do governador. Durante a visita, um representante da gestão responsável pelo imóvel, informou aos deputados que o mobiliário, além de talheres, louças, enxovais e obras de arte, já havia sido retirado do local por ocasião da primeira edição do evento CasaCor realizada no palácio, em 2019. Segundo o relato, restaram no imóvel apenas alguns lustres e a mesa utilizada pelo governador, itens que também foram posteriormente removidos.
Os parlamentares constataram ainda a ausência de equipamentos na cozinha do palácio e a desativação da antiga sala de cinema, criada durante o governo de Juscelino Kubitschek. A comissão passou a buscar a reconstituição do inventário do patrimônio do palácio, a fim de verificar se os bens retirados receberam destinação adequada. Categoria:Fundações em Minas Gerais em 1955 Categoria:Governo de Minas Gerais Categoria:Projetos arquitetônicos de Oscar Niemeyer em Belo Horizonte Mangabeiras Categoria:Residências oficiais do Brasil Categoria:Edifícios governamentais de Minas Gerais