Martinho Correia de Morais e Castro (Tarouca, 11 de Janeiro de 1771 – Paredes, 23 de Junho de 1833), 1.º visconde de Azenha, foi um militar e político miguelista português.

Biografia Em 1809, era Major agregado do Regimento de Cavalaria n.º 9 tendo sido nomeado pelo general Francisco da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira comandante de Cavalaria nas forças que reuniu em Chaves e participado na defesa de Amarante contra os franceses, sob o comando do general Louis Henri LoisonPaulo Estrela, Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824, Lisboa, Tribuna da História, 2009, p. 233.

Em 1813 era Tenente-Coronel, comandante do Regimento de Cavalaria n.º 11, integrado na Brigada sob o comando do Marechal de Campo Thomas Bradford.

Em Julho de 1823, após a Abrilada era-lhe concedido o título de Visconde de Azenha a que acresceram a medalha da Fidelidade ao Rei e à Pátria e da Heroica Fidelidade Transmontana.

Como muitos dos seus contemporâneosVasco Pulido Valente, Os Militares e a Política (1820-1856), Lisboa, IN-CM, 2005, pp. 23-31, após a declaração de independência do Brasil por D. Pedro IV de Portugal e a morte do rei D. João VI seu pai, revelou-se partidário dos direitos do Infante D. Miguel, tendo participado nos levantamentos militares que se seguiram ao juramento da Carta Constitucional de 1826 e emigrado para Espanha até 1828, após a fuga das tropas do Marquês de Chaves e dos outros caudilhos miguelistasJoão Afonso Machado, O Morgadio de Pindela, Porto, ed. do Autor, 199, p. 86.

Em 1829, já coronel foi agraciado com o grau de comendador da Ordem da Torre e Espada e condecorado com a Cruz de Condecoração para Oficiais da Guerra Peninsular, de prataPaulo Estrela, Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824, Lisboa, Tribuna da História, 2009, p. 245.

Promovido a marechal de campo do Exército Realista, em Janeiro de 1832, acabaria por ser destituído, por desavenças com D. Miguel I, e ser preso, um ano volvido, no Forte de São Julião da Barra e na Torre de Belém, recuperando a liberdade após a partida para o exílio desse rei em 1834Coronel António José Pereira da Costa (coord.), Os Generais do Exército Português, II volume, Tomo 1, Lisboa, Biblioteca do Exército, 2005, pp. 169-170.

Dados genealógicos Casou com D. Gracia Leite de Almada Machado e Melo. filha de Inácio Leite Pereira de Almada Pinheiro e de Catarina Flávia Machado de Melo Pereira Malheiro

Tiveram: Bernardo Correia Leite de Morais Almada e Castro, 1.º conde de Azenha casado com Maria Custódia Clemência dos Anjos de Sousa de Vasconcelos e Gouveia Coutinho Carlota Carolina Correia Leite de Almada de Moraes e Castro casada com Vicente Machado Pinheiro de Melo, 11º senhor do morgado de Pindela Rosa Ricardina Correia de Morais de Almada e Castro Inácio Correia de Morais de Almada e Castro Emília Corrêa de Moraes Leite de Almada e Castro casada com Santiago Garcia y Mendoza. Catarina Lusitana Correia de Morais Leite de Almada e Castro casada com José António de Oliveira Leite de Barros, 1º conde de Basto

Bibliografia Nobiliário das Famílias de Portugal, Felgueiras Gayo, Carvalhos de Basto, 2.ª Edição, Braga, 1989, vol. VIII, pg. 470 (Pinheiros). Nobreza de Portugal e Brasil, Direcção de Afonso Eduardo Martins Zuquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, vol. 2, pg. 360

Ligações externas Morgado de Pindela (1798-1865) - Cav. Torre e Espada, José Vicente de Bragança, Phalerae, 4 de Março de 2009

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