Quinda (), também chamado de Quindate Maluque (Kindat al-Mulūk) ou "Quinda Real", foi um reino beduíno fundado pelos quindaítas, uma tribo oriunda do Hadramaute que, segundo evidências existentes, poderia ter existido desde o . Sua área de influência abrangia o centro-sul da Arábia, da fronteira com o Iêmem até Meca, e era muito diferente dos Estados organizados no Iêmem; seus reis exerceram influência sobre algumas tribos associadas mais pelo prestígio pessoal do que pela autoridade coercitiva. A descoberta da tumba de um rei de Quinda, datado talvez do em (atual ), na rota comercial que liga Négede com a costa leste, sugere que o sítio teria sido a capital.

Textos sabeus dos séculos II-III apresentam referências à Quinda, atestando relações hostis (diz-se de um assalto à Cariate Date Cail) e amistosas (auxílio de tropas quindaítas aos governantes iemenitas). No final do , sob , fundador tradicional de sua dinastia, os quindaítas migraram do sul ao norte da Arábia. Lá, formaram sua confederação com a união com outras tribos. Sob Alharite ibne Anre Alquindi, o neto de Ḥujer Aquil e o mais proeminente rei da confederação, os quindaítas invadiram a região do atual Iraque e capturaram Hira, a capital do rei lácmida . Em 529, Almondir III reconquistou a cidade e matou Alharite, junto com outros 50 membros da casa real, o que fragilizou o poder dos quindaítas.

Com a morte de Alharite, e talvez após a emergência dos coraixitas de Meca, Quinda dividiu-se em quatro tribos (açaditas, taglibitas, caicitas e quinanaítas), cada qual liderada por um senhor quindaíta. Porém, estas tribos constantemente competiram entre si, provocando, em meados do , a expulsão dos senhores quindaítas novamente ao sul da Arábia. No período muçulmano, descendentes da casa de Quinda continuaram a ocupar proeminentes posições cortesãs e um dos ramos da família adquiriu proeminência em Alandalus. O proeminente poeta Inru Alcaice ibne Hujer pertenceu à tribo dos quindaítas.

Os quindaítas foram politeístas até o , com evidências de rituais dedicados aos deuses Astar e Cail encontradas na capital deles. Não é certo se converteram-se ao judaísmo ou permaneceram pagãos, mas há fortes evidências arqueológicas que eles estiverem entre as tribos que fizeram parte das forças de Dunaas durante a tentativa do rei judeu de suprimir o cristianismo no Iêmem.

thumb|esquerda|Fragmentos de uma pintura mural mostrando um rei quindaíta,

Bibliografia

Categoria:Reino de Quinda