Metrocles ou Metrocles de Maroneia (; fl. c. 325 a.C.) foi um filósofo cínico de Maroneia, região da Macedônia Oriental e Trácia. Ele estudou no Liceu de Aristóteles com TeofrastoKeith Seddon; C. D. Yonge. An Outline of Cynic Philosophy: Antisthenes of Athens and Diogenes of Sinope in Diogenes Laertius Book Six. Lulu.com; 2010. ISBN 978-0-9556844-8-7. p. 113. eventualmente tornando-se um seguidor de Crates de Tebas que se casou com a irmã de Metrocles, Hipárquia.Simon Critchley. The Book Of Dead Philosophers. Granta Publications; 2011. ISBN 978-1-84708-542-9. p. 61 – 62. Pouco restou de seus trabalhos, mas é um dos primeiros cínicos a adotar a prática de escrever anedotas (chreiai) morais sobre Diógenes e outro cínicos.

Vida A suposta história da conversão de Metrocles para o cinismo é relatada por Diógenes Laércio.Diógenes Laércio, Vida do eminentes filósofos, vi. 94 Metrocles aparentemente teria soltado gases durante a prática de um discurso na escola e ficou tão envergonhado que fechou-se em sua casa a fim de cometer suicídio por inanição. Crates visitou-o e o fez um jantar a base de tremoço - uma fava conhecida por causar flatulênciaDerek Krueger. Symeon the Holy Fool: Leontius's Life and the Late Antique City. University of California Press; 1996. ISBN 978-0-520-08911-2. p. 97. - e explicou-lhe que o que ele fez foi de acordo com a natureza e, portanto, nada tinha de se envergonhar. Quando o próprio Crates soltou gases para demonstrar o quão natural era isso, Metrocles então se convenceu a deixar sua vergonha.J. C. McKeown. A Cabinet of Greek Curiosities: Strange Tales and Surprising Facts from the Cradle of Western Civilization. Oxford University Press; 2013. ISBN 978-0-19-998212-7. p. 234.Jim Dawson. Did Somebody Step on a Duck?: A Natural History of the Fart. Random House LLC; 2010. ISBN 978-1-58008-348-5. p. 37.

Obras De acordo com Hecato de Rodes, Metrocles queimou todos os seus escritos, mas outros disseram que apenas as notas que escrevera na escola de Teofrasto foram queimadas por ele. Pode ter sido através de Metrocles que sua irmã Hipárquia conheceu Crates com quem ela mais tarde se casou, assim, tornando-se também uma cínica. Plutarco descreveu Metrocles como um vagante que dormia entre as ovelhas no inverno e no verão nos pórticos dos templos.Plutarco, Moralia Ele aparentemente conheceu o filósofo Estilpo com quem rivalizava,Plutarco, De Tranquilliate Animi, vi. 468 e Estilpo escreveu um diálogo chamado MetroclesDiógenes Laércio, Vida do eminentes filósofos, ii. 120 em sua biografia, Diógenes Laércio aparentemente enumera uma série de seus alunos, mas a lista provavelmente refere-se a Crates.R. Bracht Branham, Marie-Odile Goulet-Cazé, (2000), The Cynics: The Cynic Movement in Antiquity and Its Legacy, p. 398. Cf. p. 392 ressalta que Diógenes Laércio vi. 98 também retorna para a biografia de Crates. Metrocles morreu em uma idade avançada, e é dito ter deliberadamente sufocado a si mesmo.

Metrocles possuía grande habilidade, e escreveu várias obras, mas pouco delas restaram. Ele opunha-se à riqueza, a menos que colocada para uma boa utilização; e dividiu as coisas entre aquelas que podiam ser compradas com o dinheiro (como uma casa) e aquelas que levam tempo e cuidado, como a educação.Robin Hard. Sayings and Anecdotes: with Other Popular Moralists. Oxford University Press; 2012. ISBN 978-0-19-162740-8. p. 101. Uma de suas obras foi chamado chreiai (em grego: Χρεῖαι), isto é," Anedotas" ou "máximas".R. BRACHT BRANHAM; MARIE-ODILE-GOULET CAZE. Os Cínicos. LOYOLA; ISBN 978-85-15-03223-5. p. 429. Assim, Metrocles se tornou um dos primeiros a contribuir para a forma de arte literária mais importante para os cínicos: milhares de anedotas foram recolhidas (e inventadas) sobre Diógenes, Crates e outros cínicos, todos fornecendo mensagens morais por meio das ações dos cínicos. Uma anedota escrita por Metrocles relativa a Diógenes é preservada por Laércio na seguinte passagem:

Categoria:Cínicos da Grécia Antiga Categoria:Filósofos da Grécia Antiga Categoria:Filósofos do século IV a.C. Categoria:Gregos do século IV a.C.