Antônio Henrique Amaral (São Paulo, 24 de agosto de 1935 - São Paulo, 24 de abril de 2015) foi um pintor, gravador e desenhista brasileiro. Era irmão da historiadora e crítica de arte Aracy Amaral (1930), da cineasta Suzana Amaral (1932) e da dramaturga, diretora e autora de teatro de animação Ana Maria Amaral. Obras, biografia e acontecimentos na vida de Antonio Henrique do Amaral

Biografia

Amaral era formado em Direito pela Universidade de São Paulo. Iniciou sua formação artística na Escola do Museu de Arte de São Paulo nos anos 50, onde estudou desenho com Roberto Sambonet e gravura com Lívio Abramo. Também nesta época fez sua primeira exposição individual de gravuras, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1959 foi para o Pratt Graphic Institute, em Nova Iorque, onde estudou gravura com Shiko Munakata e W. Rogalsky. Em 1967 publicou o álbum de xilogravuras "O meu e o seu" e iniciou seu trabalho em pintura. Neste mesmo ano faz sua primeira individual, a série "Bocas", na galeria Astréia, em São Paulo. Em 1971 ganhou o prêmio de viagem ao exterior no Salão de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Com o prêmio instala-se em Nova Iorque de onde retorna em 1981. O grande artista Antonio Henrique do Amaral Ao longo dos últimos 40 anos vem realizando diversas exposições individuais e tem participado de exposições coletivas no Brasil e no exterior. Sua obra está representada em coleções particulares, públicas brasileiras e estrangeiras. Amaral é ainda sócio-fundador da Associação Profissional de Artistas Plásticos de São Paulo (APAP).

Morte Amaral faleceu no dia 24 de abril de 2015 em decorrência de câncer de pulmão, com o qual lutava há mais de um ano. Ele estava internado no Hospital Samaritano.url=http://www.emtempo.com.br/famoso-por-telas-de-bananas-antonio-henrique-amaral-morre-aos-79-anos-em-sp

Obras

thumb|Xilogravura de Antônio Henrique do Amaral pertencente a série "O meu e o seu" de 1967, São Paulo.

Conhecido principalmente pela série de pinturas em torno de bananas, realizada de 1968 até 1975, Antonio Henrique Amaral inicia sua trajetória artística com desenho e gravura. Com o fundamental aprendizado adquirido para sua formação na área, seus trabalhos ficaram marcados por mudanças de ordem política e cultural, principalmente no que diz respeito aos acontecimentos da década de 60 no Brasil, quando começa a incorporar elementos de gravura popular e figuração, extraída da cultura de massa. A busca por símbolos que remetam a uma situação, cujos sentidos são construídos e reiterados a partir de suas aparições é algo constante em suas representações. Em meados dos anos 60, de início, Henrique elege bocas e a figura do general para penetrarem suas pinturas e é através delas, que incorpora toda uma temática social agressiva, o contexto era marcado simplesmente pelos anos de chumbo no país. Desse período, destaca-se o álbum de sete xilogravuras coloridas O Meu e o Seu (1967), no qual revela de forma sintética a questão da interiorização do autoritarismo. Anos depois elabora a série Bananas e é por meio dela, que o artista consegue concentrar toda a sua insatisfação com o contexto histórico. A banana é trabalhada em diversas situações: solitária, em cachos, transpassadas por cordas, facas ou garfos, maduras, verdes ou apodrecidas e servem como metáfora, referindo-se tanto a ditadura militar, quanto a posição do Brasil em relação aos demais países democráticos. Com o passar dos tempos, Antônio Henrique do Amaral, lança mão de outras figuras-símbolos em sua pintura, criando séries baseadas no garfo, no bambu, em seios enormes e torsos, na mata e urbe estilizadas. Esse novo momento traz consigo novos significados, que vão de acordo com as fases e o encadeamento de épocas com a sua pintura e do relacionamento de sua obra com o mundo e a realidade.

Estilo

O estilo de Amaral está cheio de closes e ângulos estranhos. Suas pinturas são realistas, e com detalhe extremos. Seu uso de amarelos e verdes referem-se a bandeira do Brasil e, portanto, para os próprios brasileiros. Ele frequentemente usa coloração dramática, os valores escuros, e muita sombra. As verticais e diagonais que ele usa, especialmente em Alone in Verde (1973) e Battlefield º 31 (1974), trazem estresse e energia para suas pinturas, tentando evocar a sensação de que o que está acontecendo no Brasil é errado. Na coleção O Meu e o Seu (1967), ele transparece de forma clara sua posição crítica quanto a política brasileira da época, os problemas sociais e o individualismo.

Exposições

Exposições de Antonio Henrique Amaral

1958 — Instituto de Arte Moderna do Chile, Santiago, Chile

1958 — Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil

1958 — Universidade de Concepción, Concepción, Chile

1959 — Pan American Union, Washington, DC, E.U.A.

1960 — Galeria Antigonovo, São Paulo, Brasil

1960 — Petite Galerie, Rio de Janeiro, Brasil

1963 — Galeria Saber Vivir, Buenos Aires, Argentina

1963 — Galeria Mobilinea, São Paulo, Brasil

1967 — Galeria Astréia, São Paulo, Brasilhttps://www.mav.proec.unicamp.br/museuav/museu-de-artes-visuais-unicamp/um-um-dois-do-album-o-meu-e-o-seu-impressoes-de-nosso-tempo

1967 — Galeria Mirante das Artes, São Paulo, Brasil

1968 — Associação dos Amigos do Museu de Arte Moderna, Sao Paulo, Brasil

1969 — Galeria Astréia, São Paulo, Brasil

1969 — Galeria do Hotel Copacabana Palace , Rio de Janeiro, Brasil

1970 — Galeria Círculo 3, La Paz, Bolívia

1970 — Centro Pedagógico y Cultural Portales, Cochabamba, Bolívia

1971 — Galeria Bonino, Rio de Janeiro, Brasil

1971 — Evalston Gallery, Londres, Inglaterra

1971 — União Pan Americana, (OEA), Washington D.C., E.U.A.

1972 — Galerie du Theatre, Genève, Suíça

1972 — Galeria Oscar Seraphico, Brasília D.F., Brasil

1972 — Galeria Bonfiglioli, São Paulo, Brasil

1972 — Galeria Merkup, México D.F., México

1973 — Galeria San Diego, Bogotá Colômbia

1974 — Lee Ault & Co. Gallery, Nova York, E.U.A.

1975 — Galeria Bonfiglioli, São Paulo, Brasil

1975 — Galeria Bonino, Rio de Janeiro, Brasil

1975 — Birmingham Art Museum, Birmingham, E.U.A.

1975 — Nashville Fine Arts Center, Nashville, E.U.A.

1976 — Patronato Pró Cultura, San Salvador, El Salvador

1976 — Museu de Arte Moderno, México D.F.,México

1976 — Galeria Bonfiglioli, São Paulo, Brasil

1977 — Galeria Bonino, Rio de Janeiro, Brasil

1977 — Galeria Guignard, Porto Alegre, Brasil

1978 — Lee Ault & Co Gallery, Nova York, E.U.A.

1978 — Bienal de Arte Latino Americana, São Paulo, Brasil

1979 — Cayman Gallery, Nova York, E.U.A.

1979 — Galeria Juan Martin, México D.F., México

1979 — Galeria Bonfiglioli, São Paulo, Brasil

1980 — Galeria Luisa Strina, São Paulo, Brasil

1980 — Galeria Bonino, Rio de Janeiro, Brasil

1980 — Forma Gallery, Miami, E.U.A.

1981 — Galeria Grifo, São Paulo, Brasil

1983 — Galeria Tina Presser, Porto Alegre, Brasil

1983 — Galeria da Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, Brasil

1983 — Galeria Bonfiglioli, São Paulo, Brasil

1984 — National Arts Centre, Ottawa, Canadá

1985 — Galeria São Paulo, São Paulo, Brasil

1985 — Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil

1985 — MARGS, Museu de Arte Moderna, Porto Alegre, Brasil

1986 — Museu de Arte Contemporânea José Pancetti, "Obra sobre Papel - 30 anos", Campinas, Brasil

1986 — Museu de Arte Moderna de São Paulo ,"Obra em Processo :1956 -1986", São Paulo, Brasil

1986 — Galeria Montesanti, "Obra em Papel", São Paulo, Brasil

1987 — Galeria Montesanti, "Obra Recente", São Paulo Galeria Montesanti, "Obra Recente", Rio de Janeiro, Brasil

1988 — Opus Gallery (em conjunto com Elite Fine Art ) "Paintings 1980 -1988", Coral Gables, E.U.A.

1989 — Elite Fine Art, Coral Gables, E.U.A.

1992 — Elite Fine Art, Coral Gables. E.U.A.

1992 —Galeria do Memorial da América Latina, São Paulo, Brasil 1993: - Museu de Arte Moderna São Paulo, Brasil

1992 —Andy Jllien Galerie, Zurique, Suíça

1994 — Centro Cultural Mousonturm, Frankfurt, Alemanha

1994 — Haus der Kulturen der Welt, Berlim, Alemanha

1996 — Elite Fine Art, Coral Gables, E.U.A.

1997 — MASP, Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, Brasil

1997 — Instituto Moreira Salles, São Paulo, Brasil

1997 — Dan Galeria, São Paulo, Brasil

1997 — Virtualitas Galerie, Berlim, Alemanha

1997 — Fundação Casa França - Brasil, Rio de Janeiro, Brasil

2000 — Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil

2001 — Márcia Barroso do Amaral Galeria de Arte, Rio de Janeiro, Brasil

2002 — Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil

2004 — Museu de Arte Moderna, São Paulo, Brasil

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