Sucra (Sukhra; (Ctesifonte, m. ) foi um nobre sassânida da Casa de Carano que esteve ativo sob os xás , Balas e . Aparece pela primeira vez em 484 quando é nomeado por Perozes I como vizir de seu irmão Balas. Com a derrota e morte do xá em sua campanha contra o Império Heftalita, fez campanha para vingá-lo e conseguiu grande vitória contra os heftalitas.
Ao retornar, foi louvado pelos persas e atuou nos anos seguintes como o poder atrás do trono de Balas, que a pouco havia sido aclamado rei. Em 488, quando Cavades I faz uma revolta na tentativa de tomar o trono para si, Sucra apoia-o e depõe Balas. Nos cinco anos seguinte, novamente Sucra atua como poder atrás do trono. Em 493, Cavades o exila para Xiraz. Temeroso de uma revolta, Cavades I pede para Sapor de Rei fazer campanha contra ele, que é preso e levado para a capital. É executado no mesmo ano.
Biografia thumb|upright=1.05|Dinar de ouro de thumb|upright=1.05|Dracma de Balas
Segundo Atabari, ele era nativo do distrito de Ardaxir-Churra, enquanto segundo Ferdusi era de Xiraz. Segundo Ferdusi, antes de partir para sua campanha contra o Império Heftalita, o xá nomeou Sucra como ministro de Balas, o irmão de Perozes que havia sido nomeado como vice-regente. Com a morte do monarca sassânida em 484 na Batalha de Herate, Sucra partiu para o Império Heftalita para vingá-lo. Lá, num ato heroico, derrotou o rei heftalita , resgatou os cativos e protegeu as riquezas do monarca sassânida; de acordo com Ferdusi dentre os cativos estava , o filho de Perozes I.
Após sua vitória, retornou para o Irã onde, segundo Atabari, os persas "receberam-o com grande honra, exortaram seus feitos, e elevaram-o a um estatuto grandioso que ninguém, exceto os reis, foram capazes de alcançar depois dele." Segundo Ferdusi, ao retornar para a capital Ctesifonte na companhia de Cavades I, onde Balas havia sido proclamado rei, Sucra tornou-se o verdadeiro governante do Império Sassânida. Segundo o autor, ele foi responsável por restaurar a realeza e todas os magnatas do império estavam em seu comando e todos os assuntos do país sob seu controle.
Durante o reinado de Balas, Gusanastades, o canaranges de Abarxar, exortou os nobres persas para executar Cavades. Eles, contudo, se recusaram a aceitar a proposta e, ao invés disso, prenderam-o, que mais tarde conseguiu escapar e refugiar-se na Ásia Central. Em 488, Cavades retorna à Pérsia com a ajuda dos heftalitas. Durante sua subsequente revolta, que teve apoio de outros nobres persas como Adergudunbades, um parente de Gusanastades, Sucra contou a Balas que ele era inadequado para governar como rei e então o depôs em favor de Cavades.
Mesmo após a ascensão dum novo rei, Sucra ainda manteve grande quantidade de poder. Foi ele que controlou todos os assuntos do império. Ninguém exceto ele tinha acesso ao rei, e mesmo o clero não estava sob autoridade de Cavades. Num relato sobre a suposta fuga de Cavades I para junto do grão-cã dos turcos durante o reinado de Balas, Atabari afirma que, quando retornou para Ctesifonte, "procurou por Sucra [...] [e] delegou-lhe todos seus poderes executivos. Sucra estava no comando do governo do reino e da administração dos assuntos [...] as pessoas vinham a Sucra e empreenderam todas suas relações com ele, tratando Cavades como uma pessoa sem importância e considerando seus comandos com desprezo."
thumb|esquerda|Dracma de (r. 488–496; 499–531) thumb|esquerda|Dracma de
De acordo com Ferdusi, após 5 anos como governante de facto do império, Cavades enviou Sucra em exílio para Xiraz. Segundo o autor, ele controlava tudo, exceto a coroa: em várias regiões muitos membros da elite pagaram-lhe tributos e com o rumor de que Cavades foi somente um rei nominal, tanto o tesouro como o exército estiveram sob seu controle. Nessas circunstâncias, temendo uma rebelião, Cavades convocou Sapor de Rei, da família mirrânida, para confrontá-lo. Junto de seu exército, Sapor reuniu as forças de todos os nobres descontentes e direcionou-as contra Xiraz. Lá, Sucra foi derrotado, capturado e levado para Ctesifonte onde foi executado.
Legado
Mesmo após sua morte, sua família ainda manteve muito poder dentro do império. Em 498, seu filho Zarmir Carano ajudou Cavades a reclamar o trono de Zamasfes , e o xá, por conseguinte, nomeou um dos demais filhos de Sucra, Burzemir, como seu ministro. Burzemir foi depois nomeado grão-framadar durante o reinado de e então serviu como aspabedes sob . Zarmir, junto com Carano, outro filho de Sucra, ajudou Cosroes em sua guerra contra os goturcos. Como recompensa, Zarmir recebeu terras no Zabulistão, enquanto Carano com terras no Tabaristão.
Bibliografia
Categoria:Pessoas executadas pelo Império Sassânida Categoria:Partas do século V Categoria:Casa de Carano Categoria:Generais de Perozes I Categoria:Generais de Balas Categoria:Generais de Cavades I