__NOTOC__ As Normas de Merton foram descritas em 1942 pelo sociólogo Robert K. Merton. Merton descreveu "quatro conjuntos de imperativos institucionais que determinam o ethos da ciência moderna: comunismo, universalismo, comunicação, desinteresse e ceticismo organizado".
A importância das Normas de Merton é o suporte ao problema da demarcação entre a ciência e as pseudociências. Ao não respeitarem estas normas, as alegações das pseudociências não são aceitas e por isso combatidas pela comunidade científica.
Os quatro termos foram arranjados para formar o acrônimo CUDOS, a partir das iniciais na língua inglesa. É usado para designar os princípios que devem nortear uma boa pesquisa científica. "Originalidade" não fazia parte da lista de Merton, e foi acrescentada por John Ziman em 1984. No debate acadêmico contemporâneo essas normas podem então ser descritas da seguinte maneira: Comunismo - implica que os resultados científicos são propriedade comum de toda a sociedade. Universalismo - significa que todos os cientistas podem contribuir para a ciência, independentemente de raça, nacionalidade, cultura ou gênero. Desinteresse - considera que os cientistas devem agir em busca dos interesses coletivos do empreendimento científico, que estão acima de seus interesses pessoais, não devendo ser remunerados pelas descobertas. Originalidade - exige que as demandas científicas contribuam com novidades, seja um novo problema, uma nova abordagem, novos dados, uma nova teoria ou uma nova explicação. Ceticismo (Ceticismo Organizado) - ceticismo determina que alegações científicas devem ser expostas a uma análise crítica contínua.
Contra-normas Em oposição às Normas de Merton, geralmente se apresentam as suas respectivas contra-normas. Isolamento (sigilo, misantropia) - geralmente é usado para manter as descobertas em segredo para obteção de patentes que gerem lucros ou para garantir a primazia de publicações. Particularismo - significa que, teoricamente, não há limites para as pessoas que contribuem para o conjunto de conhecimentos. Na prática isso é um problema real, especialmente considerando a proporção de pesquisadores em países ricos comparados com os cientistas dos países pobres. Isso pode ser considerado também em relação a outras formas de diversidade. Além disso, os cientistas julgam as contribuições para a ciência com base nos seus próprios conhecimentos pessoais. Interesses - surgem porque os cientistas têm preocupações legítimas em jogo na recepção de suas pesquisas. Artigos bem recebidos podem levar a boas perspectivas em suas carreiras, enquanto que, inversamente, sendo desacreditados podem prejudicar a recepção de suas futuras publicações, financiamentos e salários. Dogmatismo - ocorre porque as carreiras dos cientistas são construídas sobre uma premissa particular(teoria) verdadeira. Isso cria um paradoxo quando se trata de afirmar explicações científicas.
Ver também
Método científico Filosofia da ciência Consenso científico Dados abertos Ceticismo científico Pseudociência
Bibliografia
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