A Estação Luiza Távora será uma das futuras estações do Metrô de Fortaleza, localizada na Avenida Santos Dumont entre as ruas Carlos Vasconcelos e Monsenhor Bruno, abaixo da praça de mesmo nome, no bairro Aldeota, em Fortaleza, capital do Estado do Ceará, na Região Nordeste do Brasil.

Quando concluída, integrará a Linha 4 - Amarela (Linha Leste), atualmente em construção, e será administrada pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor).

A estação será implantada em uma região de consolidado tecido urbano, verificado na diversificação de tipologias arquitetônicas, com grande presença de verticalização, e no uso do solo ao redor do equipamento, com grande abrangência de comércios e serviços de interesse, como edifícios comerciais, restaurantes, comércios, hospitais e edifícios governamentais, como a sede da Receita Federal e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Ceará.

Histórico

Início das obras e paralisação O contrato para as obras civis da nova linha do Metrô de Fortaleza, a Linha Leste, foi assinado no dia 11 de outubro de 2013, pelo então Governador do Estado do Ceará, Cid Gomes. No ato, o então governador informou que o Governo aguardava a liberação da licença de instalação para assinar a ordem de serviço da obra. Essa nova assinatura, da ordem de serviço para a construção da nova linha metroviária, ocorreu no dia 22 de novembro de 2013, assinada pela então Presidente da República do Brasil, Dilma Rousseff, ao lado de outras autoridades. Esse primeiro projeto previa uma linha com 12 estações (Chico da Silva, Sé, Colégio Militar, Luiza Távora, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2000, Bárbara de Alencar, Centro de Eventos e Edson Queiroz) distribuídas em um percurso de 12,4 Km de extensão, ligando o centro de Fortaleza a região da Avenida Washington Soares, no bairro Edson Queiroz.

Ao final do mês de janeiro de 2014 as obras da Linha Leste enfim tiveram início, com a implantação da estrutura de contenção para instalação das tuneladoras, no canteiro ao lado da Estação Central. Após a estrutura de contenção, foi iniciada a escavação de uma vala a céu aberto, objetivando dar sustentação para a instalação da tuneladora. Nos meses seguintes daquele ano de 2014, foram instalados novos canteiros de obras em outras regiões da cidade, a exemplo do canteiro implantado no cruzamento das avenidas Washington Soares e Dr. Valmir Pontes, em julho, para a construção da Estação Edson Queiroz.

A construção da nova linha chegou ao início do ano seguinte, 2015, completamente parada, por conta de uma reformulação societária no consórcio que executa as obras. A reformulação foi necessária após a Centenco, empresa paulista integrante do consórcio original, desistir de continuar tocando o empreendimento, alegando atrasos nos pagamentos por parte do Governo do Estado. Um novo consórcio foi formado pela empresa espanhola Acciona e a Construtora Marquise, denominado Consórcio Metrô Linha Leste Fortaleza, sendo referendado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em agosto de 2016. Desse modo, com as obras paralisadas, a Linha Leste chegou ao ano de 2016 com apenas 1% de evolução.

Após o novo consórcio ter sido referendado pelo TCU, a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra) e o Governo do Estado trabalharam para garantir, junto ao Governo Federal, liberação dos recursos prometidos para retomar o serviço. O Estado do Ceará possuía a autorização de R$ 1 bilhão de financiamento para o metrô junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além deste valor havia mais R$ 1 bilhão, parte do Orçamento Geral da União (OGU). O BNDES condicionou a liberação de sua parte na obra se o Governo Federal liberasse os recursos do OGU. Como a União não liberava sua parte o Estado ficou sem acesso aos recursos, mantendo a obra paralisada.

Em março de 2018, sem data para retorno das atividades, os canteiros de obras das estações Colégio Militar e Edson Queiroz foram desfeitos. Localizados, respectivamente, na Praça da Bandeira, conhecida como Praça do Cristo Rei, e na Avenida Washington Soares, em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua, os canteiros foram desinstalados e os locais devolvidos à cidade.

Retomada Nos primeiros meses de 2018, em uma nova tentativa de retomar a construção, o Governo do Estado resolveu relicitar a Linha Leste, reincidindo o contrato anterior. Junto com a nova licitação veio um novo projeto para a Linha Leste, com o objetivo de tornar a construção financeiramente viável. Pelo novo projeto, a Linha Leste seria dividida em dois trechos: o primeiro correspondendo entre as estações Chico da Silva e Papicu, e o segundo entre as estações Papicu e Edson Queiroz. No novo escopo, que priorizava a construção do primeiro trecho, as estações Sé, Luiza Távora e Leonardo Mota foram removidas. As três estações aguardariam uma licitação futura para serem reincorporadas ao projeto.

O Consórcio FTS, formado pelas empresas Construtora Ferreira Guedes S/A e Sacyr Construcción S/A, foi o vencedor da nova licitação para realização das obras civis e implantação de sistemas. O consórcio foi o único a apresentar uma proposta. O resultado da licitação levou a uma onda de ações judiciais movidas pelas empresas Acciona e Marquise, sob alegações de irregularidades no processo licitatório. Entre as irregularidades mencionadas, está o fato de a tramitação da licitação ter recebido as documentações e a proposta de apenas um licitante, devido as cláusulas restritivas. A situação levou o Tribunal de Contas da União (TCU), em agosto de 2018, a suspender o processo para a retomada das obras da Linha Leste, cujo novo contrato ainda não havia sido assinado, levando o Governo do Estado a recorrer da decisão.

Após uma batalha judicial, as obras foram liberadas pelo TCU, levando o Estado a assinar a ordem de serviço para o retomada das obras da Linha Leste, no dia 7 de novembro de 2018, em evento público com a participação de diversas autoridades. Na época, o prazo para a conclusão das obras foi fixada em quatro anos, prazo mais uma vez não cumprindo.

Em setembro de 2024, o titular da Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), Winston Leitão, informou que o primeiro trecho voltaria a contar com as três estações anteriormente retiradas (Sé, Luiza Távora e Leonardo Mota). A decisão se baseou em critérios técnicos, uma vez que entre uma estação para outra se tem uma grande densidade populacional, além de outras questões técnicas relacionadas a construção, nas quais se constatou que haveria a necessidade de diminuir a distância entre as estações do primeiro trecho.A inclusão foi possível após a liberação de R$ 2,1 bilhões, advindos dos recursos do Novo PAC, dos quais R$ 1,1 bilhões virão via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 1 bilhão pelo Orçamento Geral da União (OGU).

Característica A estação Luiza Távora será inserida no eixo da Avenida Santos Dumont, entre as ruas ruas Carlos Vasconcelos e Monsenhor Bruno, abaixo da Praça Luiza Távora, importante espaço de lazer da região. A praça abriga, entre outros equipamentos, o Central de Artesanato do Ceará (CeArt), um mercado público que comercializa o artesanato produzido no Ceará.

Estação subterrânea, sua execução será realizada em poço lateral e túnel em New Austrian Tunelling Method (NATM) para as plataformas, diferenciando-se das demais estações da linha, construídas em Vala a Céu Aberto (VCA). A escolha por essa solução construtiva se deu pela impossibilidade de interrupção do tráfego da avenida Santos Dumont que ocorreria a partir da construção de um VCA, pela intenção de alterar o mínimo possível as construções da praça Luiza Távora e pela grande quantidade de terreno disponível na praça para o canteiro de obras da estação.

A estação possuirá 126,00 metros de comprimento e 7,75 metros de largura, sendo um pouco mais estreita que as demais estações da linha, devida a restrições do traçado. A estação possuirá, no total, 33,92 metros de profundidade, e contará com um único acesso, localizado na calçada norte da avenida Santos Dumont, apresentando saídas tanto para a avenida quanto para o calçadão central da praça Luiza Távora.

A plataforma, com comprimento de 126 metros, será provida de escadas rolantes e fixas, além de elevador. Nela, estarão localizadas salas necessárias para o funcionamento das plataformas e da estação, como salas de lixo, e a sala de ferramentas operacionais, painéis elétricos e telecomunicações. Incluirá assentos e lixeiras distribuídas ao longo da plataforma. Neste nível também estarão salas operacionais em complementação ao espaço reservado no nível da bilheteria.

Ver também

Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos Linha Leste do Metrô de Fortaleza Lista de estações do Metrô de Fortaleza Metrô de Fortaleza Mobilidade urbana em Fortaleza

Ligações externas

Luiza Távora