O romance de tese é um tipo de prosa de ficção (por vezes, de teatro), surgido no século XIX, que “veicula uma doutrina … tomada de empréstimo a uma forma de conhecimento não-estético”, geralmente uma tese científica, filosófica ou teológica.Massaud Moisés: Dicionário de termos literários. Editora Cultrix, 2002, p. 405. Émile Zola projetou seus romances experimentais como “laboratórios literários” que objetivam demonstrar, “experimentar” teorias científicas tais como determinismo, positivismo, evolucionismo ou darwinismo. O romance de tese participa da literatura engajada, exemplificada n′A Cabana do Pai Tomás, do realismo e naturalismo (de Emílio Zola, Guy de Maupassant, Giovanni Verga, Benito Pérez Galdós, Juan Valera y Alcalá-Galiano, Theodore Dreiser, Aluísio Azevedo, Inglês de Sousa, Eça de Queirós e Abel Botelho) do neorrealismo (John Steinbeck, Erskine Caldwell, Alberto Moravia, Graciliano Ramos, Jorge Amado, José Lins do Rego, Fernando Namora, Alves Redol, Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca) do romance católico (Graham Greene, Octávio de Faria) do existencialismo (Jean-Paul Sartre, Vergílio Ferreira).

Categoria:Romance Categoria:Epistemologia