Ester Assumpção (Luz, Minas Gerais 1906 – 2001) foi professora na cidade de Bom Despacho no ano de 1927. Estudou na primeira turma da Escola de Aperfeiçoamento tornando-se, posteriormente, professora das classes anexas desta Instituição, na qual foi convidada por Helena Antipoff a ser gerente das turmas, ministrando aulas especiais para crianças surdas-mudas.
A atuação de Ester Assumpção insere-se no movimento de renovação educacional promovido em Minas Gerais a partir da década de 1930, especialmente sob a influência de Helena Antipoff, que, devido à sua origem europeia, “adquiriu ensinamentos quanto à importância do trabalho de observação sistemática da criança” e trouxe para o Brasil “toda uma gama de procedimentos metodológicos das ciências naturais (experimentação, quantificação) que, na época, procuravam sustentar o estatuto de cientificidade da psicologia”.
Atuação na educação especial A educadora que ficou conhecida pelo seu estilo pioneiro e sempre inovador na educação, dedicou sua vida ao trabalho com pessoas com algum déficit mental e ainda com pessoas (crianças e jovens) com altas habilidades, participando, juntamente a Helena Antipoff e colaboradores, da criação da Sociedade Pestalozzi. Ester Assumpção foi parceira de AntipoffBRANDÃO, Giselle Reis. Cuidar do ofício para melhor cuidar: uma investigação em clínica da atividade junto aos cuidadores de pessoas com deficiência mental em uma organização privada, em Minas Gerais. 2012. Tese (Doutorado) - Universidade Federal e Minas Gerais, Belo Horizonte, 2012. e fez parte do corpo docente desta instituição, vindo, entre os anos de 1946 e 1969, a ocupar o cargo de diretora.
Durante sua gestão, a instituição consolidou atendimento às crianças com dificuldades de aprendizagem, integrando práticas pedagógicas e assistência social, em sintonia com o movimento das Sociedades Pestalozzi no Brasil. Devido a amplitude que alcançaram, essas instituições contribuíram para muitas decisões políticas relativas à educação especial.
Legado A trajetória de Ester Assumpção é frequentemente associada ao processo de institucionalização da educação especial no Brasil, particularmente em Minas Gerais, articulando práticas pedagógicas, assistência social e formação docente ao longo do século XX.
O legado de Ester Assumpção é marcado pela criação de instituições e ferramentas que possibilitaram a educação e a inclusão de crianças e adolescentes excepcionais, sendo que no ano de 1942 decidiu abrir as portas de sua própria casa para tal finalidade.
Instituições fundadas Em 1945 fundou o Instituto Santa Helena, em 1953 a Sociedade de Proteção ao Excepcional e em 1957 criou o atual Departamento Infantil da Sociedade de Proteção ao Excepcional. Além destes feitos, Ester Assumpção construiu o Centro Especializado Nossa Senhora d'Assumpção (CENSA) e, no ano de 1987, criou a Sociedade Ester Assumpção de Pesquisa e Assistência ao Excepcional (SEAPAE), instituição esta que existe até os dias atuais, com o nome Instituto Ester Assumpção (desde 2003). Na década de 1990, Ester Assumpção encerra suas atividades profissionais.
Bibliografia SENA, Goretti (Org.). Ester Vida Assumpção. Belo Horizonte: CENSA, 1997. Categoria:Naturais de Luz (Minas Gerais) Categoria:Professores de Minas Gerais Categoria:Educadores de Minas Gerais Categoria:História da psicologia