As eleições para governador do Brasil de 2014 foram realizadas em 5 de outubro, como parte das eleições gerais do país, em todos os 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Nos estados onde nenhum candidato obteve mais da metade do votos válidos, um segundo turno foi realizado em 26 de outubro. Segundo a Constituição, os governadores são eleitos diretamente para um mandato de quatro anos, com um limite de dois mandatos.

Candidatos e resultados CandidatoPartidoResultado 1º turno ()Resultado 2º turno () AcreTião VianaPT49,751,2Márcio BittarPSDB30,148,7BocalomDEM19,6— AlagoasRenan FilhoPMDB52,1—Benedito de LiraPP33,9—Julio Cezar da SilvaPSDB7,9— AmapáWaldezPDT42,160,5Camilo CapiberibePSB27,539,4Lucas BarretoPSD13,8— AmazonasJosé MeloPROS43,055,5Eduardo BragaPMDB43,144,4Marcelo RamosPSB10,9— BahiaRui CostaPT54,5—Paulo SoutoDEM37,3—Lidice da MataPSB6,6— CearáCamiloPT47,853,3EunícioPMDB46,446,6Eliane NovaisPSB3,3— Distrito FederalRollembergPSB45,255,5Jofran FrejatPR27,944,4Agnelo QueirozPT20,0— Espírito SantoPaulo HartungPMDB53,4—CasagrandePSB39,3—Roberto CarlosPT6,0— GoiásMarconi PerilloPSDB45,857,4Iris RezendePMDB28,442,5Vanderlan CardosoPSB14,9— MaranhãoFlávio DinoPC do B63,5—Lobão FilhoPMDB33,6—PedrosaPSOL1,1— Mato GrossoPedro TaquesPDT57,2—Lúdio CabralPT32,4—Janete RivaPSD9,9— Mato Grosso do SulReinaldo AzambujaPSDB39,055,3DelcídioPT42,944,6Nelsinho TradPMDB16,4— Minas GeraisFernando PimentelPT52,9—Pimenta da VeigaPSDB41,8—Tarcísio DelgadoPSB3,9— ParáSimão JatenePSDB48,451,9Helder BarbalhoPMDB49,848,0Zé CarlosPV1,2— ParaíbaRicardo CoutinhoPSB46,052,6Cássio Cunha LimaPSDB47,447,4Vital do Rêgo FilhoPMDB5,2— ParanáBeto RichaPSDB55,6—RequiãoPMDB27,5—Gleisi HoffmannPT14,8— PernambucoPaulo CâmaraPSB68,0—Armando MonteiroPTB31,0—Zé GomesPSOL0,6— PiauíWellington DiasPT63,0—Zé FilhoPMDB33,2—Mão SantaPSC1,5— Rio de JaneiroLuiz Fernando PezãoPMDB40,555,7Marcelo CrivellaPRB20,244,2GarotinhoPR19,7— Rio Grande do NorteRobinson FariaPSD42,054,4Henrique Eduardo AlvesPMDB47,345,5Robério PaulinoPSOL8,7— Rio Grande do SulJosé Ivo SartoriPMDB40,461,2Tarso GenroPT32,538,7Ana Amélia LemosPP21,7— RondôniaConfúcio MouraPMDB35,853,4Expedito JúniorPSDB35,446,5Jaqueline CassolPR15,1— RoraimaSuely CamposPP41,454,8Chico RodriguesPSB37,645,1Angela PortelaPT18,0— Santa CatarinaRaimundo ColomboPSD51,3—Paulo BauerPSDB29,9—Cláudio VignattiPT15,5— São PauloGeraldo AlckminPSDB57,3—SkafPMDB21,5—PadilhaPT18,2— SergipeJackson BarretoPMDB53,2—Eduardo AmorimPSC41,3—Sônia MeirePSOL4,6— TocantinsMarcelo MirandaPMDB51,3—Sandoval CardosoSD44,7—Ataídes OliveiraPROS3,5— Em negrito, os candidatos eleitos no 1º turno. Em itálico, os candidatos que foram para o 2º turno. Em negrito e itálico, os candidatos que foram eleitos no 2º turno.

Por partido PMDB : 7 / 27PSDB : 5 / 27PT : 5 / 27PSB : 3 / 27PDT : 2 / 27PSD : 2 / 27PC do B : 1 / 27PROS : 1 / 27PP : 1 / 27

Governos estaduais: pré-candidaturas e candidaturas

As datas para as eleições estaduais são determinadas pela Constituição Federal e acontecem nas mesmas datas e anos das eleições federais.

As eleições estaduais brasileiras de 2014 incluirão disputas em todos os estados e no Distrito Federal. Assim como a disputa presidencial, acontece em dois turnos, se nenhum candidato alcança a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.

Acre O quadro político acreano traz algumas singularidades como o fato de o PT ser o único partido a apresentar candidatos ao Palácio Rio Branco desde a volta das eleições diretas para governador em 1982 e além disso em sete dessas oportunidades a legenda foi representada ou por Jorge Viana ou por seu irmão, Tião Viana, este candidato a reeleição. Vitorioso às disputas pelo governo do estado de 1998 até 2018 o petismo venceu ainda metade das eleições para prefeito de Rio Branco realizadas desde o começo da Nova República em 1985 e em seus quadros já militaram pessoas como Chico Mendes e Marina Silva. O predomínio dos petistas surgiu após trinta e cinco anos onde o Acre sustentou um bipartidarismo originário do Regime Militar de 1964 no qual o PMDB e o extinto PDS (atual PP) disputavam os espaços políticos do estado. O Predomínio em Rio Branco foi quebrado com a vitória de Tião Bocalom (PL) nas eleições de 2020.

Candidato a governador(a) do estado Candidato a vice-governador(a) Número Coligação Votação PercentualTião VianaPT Nazareth AraújoPT 13 Frente Popular do Acre(PT/PDT/PCdoB/PSB/PTB/PCB/PSL/PRB/PSDC/PTN/PPL/PROS/PRP/PHS/PEN) 193.253 49,73%Márcio BittarPSDB Antônia SalesPMDB 45 Aliança por um Acre melhor(PSDB/PMDB/PP/PSC/PSD/PR/PPS/PTdoB/SD/PTC) 116.948 30,10%Tião BocalomDEM Henrique AfonsoPV 25 Produzir Para Empregar(DEM/PV/PMN) 76.218 19,61%Antônio RochaPSOL Danis CleiaPSOL 50 PSOL(sem coligação) 2.171 0,56%

Alagoas Com informações oriundas do Tribunal Superior Eleitoral.

Candidatos a governador do estado Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação PercentualRenan Calheiros FilhoPMDB Luciano BarbosaPMDB 15 Com o povo pra Alagoas mudar(PMDB/PT/PDT/PTB/PCdoB/PSD/PSC/PROS/PV/PTdoB/PHS) 670.310 52,16%Benedito de LiraPP Alexandre Toledo PSB 11 Juntos com o povo pela melhoria de Alagoas(PP/DEM/PSB/PR/PPS/SD/PSL/PSDC/PRP) 435.827 33,92%Júlio Cezar da SilvaPSDB Manoel Vilela (Vô)PSDB 45 Um novo jeito de fazer(PSDB/PRB) 101.757 7,92%Mário AgraPSOL Paulo BobPSTU 50 Frente de Esquerda de Alagoas(PSOL/PSTU) 60.816 4,73%Joathas AlbuquerquePTC Marineide MessiasPTC 36 PTC(sem coligação) | align="center"| 7.879 0,61%Golbery LessaPCB Fernando MedeirosPCB 21 PCB(sem coligação) 3.950 0,31%Coronel GoulartPEN Capitão BulhõesPEN 51 PEN(sem coligação) 2.732 0,21%Luciano BalbinoPTN Péricles CabralPTN 19 PTN(sem coligação) 1.820 0,14%

Amapá As candidaturas foram oficializadas pelos partidos durante as convenções estaduais, que ocorreram entre os dias 10 e 30 de junho de 2014, todavia os principais partidos políticos do Amapá deram indicações de quem seriam seus candidatos ao governo antes mesmo das convenções:

Camilo Capiberibe (PSB): Em 21 de junho de 2014, durante a convenção estadual, o PSB lançou candidatura a reeleição de Camilo Capiberibe, enquanto seu vice será Rinaldo Martins, indicado pelo PSOL. As articulações políticas giram em torno da manutenção do apoio do Partido dos Trabalhadores (PT). Capiberibe quer reforçar seu nome na corrida eleitoral e reverter o desgaste sofrido durante sua gestão. Após as eleições de 2010, na qual Camilo sagrou-se campeão, os partidos de oposição começaram a articular um bloco único de oposição ao governo. Na Assembleia Legislativa, PDT, PP, PSC e outras legendas se declararam opositoras do governo desde o início de seu mandato. Em outubro de 2012, nas eleições municipais, o PSOL, uma sigla de esquerda, que no Amapá é dirigido por um setor mais moderado (a dissidência da APS), tendo um arco de alianças mais amplo que o habitual, conquistou sua primeira prefeitura (Macapá) no estado e tornou-se uma peça-chave no cenário pré-2014. Entretanto, no interior do estado, as legendas de oposição se fortaleceram. No terceiro maior município do estado, Laranjal do Jari, Zeca Madeireiro (PP) foi eleito prefeito, todavia teve seu mandato cassado e Bode Queiroga (PDT) assumiu o cargo. Em Mazagão, Dilson Borges (PMDB) foi eleito prefeito com mais de 30% dos votos. Na segunda maior cidade do estado, Santana, Robson Rocha do PTB foi eleito, derrotando a candidata da coligação PT-PSB.

Waldez Góes (PDT): Em 27 de junho de 2014, o PDT chancelou o nome do ex-governador Waldez Góes como candidato ao governo do estado. Góes, que é o presidente do partido no estado, disse que a Operação Mãos Limpas não deve afetar a opinião do eleitorado no pleito deste ano. O partido recebeu o apoio do Partido Progressista (PP), que indicou Papaléo Paes como vice na chapa. Além deste, o PMDB também declarou apoio à candidatura. Após a derrota de Roberto Góes (PDT) na capital do estado, o nome de Waldez Góes se fortaleceu como o "potencial candidato" do partido ao governo. O pré-candidato criou, ao lado de Gilvam Borges e Jorge Amanajás, a "Caravana do Desenvolvimento". A caravana viajou o estado discutindo os problemas e buscando soluções para os municípios do interior. No entanto, a Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá obteve liminar que proíbe a realização das caravanas pois entende que os eventos eram uma forma de angariar eleitores.

Lucas Barreto (PSD): Em 28 de junho de 2014, o Partido Social Democrático definiu que o vereador de Macapá será candidato ao Governo. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, comentou o lançamento da candidatura: "Lucas Barreto, que vive e conhece todos os rincões deste Estado maravilhoso, tem a experiência necessária e está compromissado com as mudanças que a sociedade amapaense quer e merece". O vice é o advogado Wagner Gomes, do Solidariedade. Paralelamente às articulações de Waldez Góes, Lucas Barreto saiu do PTB e filiou-se ao PSD, visando a candidatura ao governo. Foi eleito vereador de Macapá em 2012 com expressiva votação e passou a compor a Câmara Municipal. Barreto, contudo, informou que sua candidatura ao Palácio do Setentrião só será lançada em meados de Março, no início das desincompatibilizações para as eleições de outubro, a partir de 5 de abril.- Primeiro prazo para pré-candidatos deixarem cargos encerra em 5 de abril. Acessado em 11/03/2014. O candidato busca ainda apoio de partidos tradicionais como o Partido dos Trabalhadores e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro e de legendas novas como o Partido Socialismo e Liberdade. Jorge Amanajás (PPS): Em 29 de junho de 2014, o ex-deputado estadual foi escolhido para disputar as eleições deste ano. Amanajás, que já foi deputado estadual por três vezes e concorreu ao governo em 2010 pelo PSDB, filiou-se ao PPS no início de 2013 com o objetivo principal de concorrer novamente ao executivo do Amapá. A vice é Daiana Ramos, do PMN. A coligação recebeu a adesão de oito partidos, dentre eles o PTB, PPL e o PTC. O ex-deputado estadual Jorge Amanajás saiu do PSDB no final de 2012 acusando a direção nacional de ter usado o partido no Amapá como "moeda de troca para viabilizar candidaturas a prefeito em outras capitais". No começo de 2013, Amanajás filiou-se ao PPS e iniciou o diálogo com outras siglas para formar parcerias. Em Março de 2014, em entrevista ao Jornal do Dia, Jorge falou sobre suas articulações políticas: "Temos liberdade de conversar com praticamente todas as vertentes políticas, vemos fazendo isso, nos alinhar com aqueles que tem o posicionamento parecido com o nosso (...). Tudo são fatores que vão converter para a definição em junho."- Estão esquecendo de discutir o Amapá, dizem Jorge Amanajás e Allan Sales. Acessado em 20/03/2014.

Genival Cruz (PSTU): No dia 27 de julho de 2014 o ex-presidente do Sindicato dos rodoviários foi escolhido para ser candidato ao governo. Cruz saiu fortalecido das eleições municipais de 2012, nas quais recebeu mais de 3% dos votos e superou o então candidato e deputado federal do PC do B Evandro Milhomem. O diretório nacional do partido lançou em seu site um texto de divulgação da candidatura de Genival. Bruno Mineiro (Avante): Em 27 de junho de 2014, o deputado estadual Bruno Mineiro foi confirmado como candidato ao governo do estado. Bruno tem o apoio de seis partidos, dentre eles o PV, o PROS, o PRB e o Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Segundo o deputado: "Estamos conversando com mais seis legendas. Algumas dessas legendas, para fecharmos a coalizão, dependemos de acertos nacionais". Bruno foi o único candidato a governador filiado ao Avante (na época, ainda chamado PTdoB) nas eleições estaduais de 2014. Décio Gomes (PCB): O Partido Comunista Brasileiro lança pela primeira vez no Amapá candidatura ao cargo de governador. Décio foi escolhido pela legenda e Paulo Gaia é o vice.