Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (RioPrevidência), anteriormente Instituto de Previdência do Estado do Rio de Janeiro – IPERJ, é autarquia estadual, criada em abril de 1975 visando unificar dois institutos de previdência. Com a Lei Estadual nº 5.109, de 15 de outubro de 2007, foi determinada a extinção do IPERJ, transferindo suas funções para o RioPrevidência.

Histórico O IPERJ foi criado pelo Decreto-lei Estadual nº 83, de 30 de abril de 1975, pelo então governador Floriano Peixoto Faria Lima, visando unificar dois institutos de previdência que são anteriores a unificação dos antigos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, que eram o Instituto de Previdência do Estado da Guanabara - IPEG e o Instituto de Previdência Social - IPS/RJ, respectivamente.

O objetivo do Instituto era proporcionar ao segurado e aos seus dependentes o pagamento de aposentados e pensionistas de servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro, assim como o seu recebimento e administração dos recursos inerentes à seguridade social. Tinha personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, com gestão administrativa e financeira descentralizada, sendo vinculada à Secretaria de Estado da Fazenda.

RioPrevidência O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro – RioPrevidência foi criado em fevereiro de 1999 com a Emenda Constitucional nº 20/98, que introduziu mudanças nos regimes próprios de previdência dos servidores públicos. Esses dois institutos de previdência coexistiram juntos, cabendo ao IPERJ, o pagamento de pensionistas e aposentados antigos, e ao RioPrevidência, o recebimento e recolhimento das contribuições previdenciárias, além do pagamento de aposentados após a sua criação.

Com a Lei Estadual nº 5.109, de 15 de outubro de 2007, foi determinada a extinção do IPERJ, transferindo para o RioPrevidência a competência para a habilitação, administração e pagamento dos benefícios previdenciários previstos na legislação estadual, que dispõe sobre o regime previdenciário dos servidores públicos do Rio de Janeiro e seus dependentes.

Escândalo no Rioprevidência Em 23 de janeiro de 2026, a primeira fase da Operação Barco de Papel, deflagada pela Polícia Federal (PF), cumpriu mandados de busca em investigação sobre o Banco Master. O presidente e diretores do Rioprevidência, o Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro, foram alvo de busca e apreensão da operação. O Rioprevidência afirmou ter feito nos últimos anos aportes de quase 1 bilhão de reais em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro. No mesmo dia, Deivis Marcon Antunes renunciou ao cargo de presidente após uma operação da Polícia Federal contra fraudes no fundo dos servidores do Rio de Janeiro.

Em 3 de fevereiro de 2026, a PF e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prenderam o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes durante a segunda fase da Operação Barco de Papel em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro. Deivis foi interceptado pela PRF em Itatiaia após retornar dos Estados Unidos, desembarcar no Aeroporto de Guarulhos e alugar um carro para seguir ao Rio de Janeiro.

Em 27 de março de 2026, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denunciou quatro pessoas por suspeitas de praticarem obstrução de investigação de organização criminosa. Deivis Marcon Antunes, que foi um dos denunciados, foi apontado como responsável por mandar desligar câmeras do prédio onde mora e retirar do local pastas e malas.

Ver também

Previdência social no Brasil Escândalo do Banco Master

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